Vídeos alertam para impactos socioambientais de grandes empreendimentos e queimadas

 

queimadas

Lançado há dois anos, o programa Inova Ensp surgiu de uma iniciativa da direção da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) de apoiar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em saúde. Agora, o programa começa a trazer resultados efetivos para a população e a comunidade científica. O projeto Mudanças ambientais globais e efeitos nos ecossistemas e na saúde na região do arco do desmatamento – Bacia do Rio Madeira, coordenado pela pesquisadora Sandra Hacon, acaba de lançar dois vídeos sobre os impactos socioambientais dos grandes empreendimentos e das queimadas na Amazônia. “Escolas de todo o país estão utilizando os vídeos como materiais didáticos”, comemora Sandra. Os materiais podem ser acessados aqui.

Os vídeos abordam temas diferenciados que convergem para a mesma questão socioambiental, segundo a coordenadora do projeto. O primeiro material lançado (Queimadas na Amazônia: uma ameaça ao ambiente e à saúde) esmiúça a relação entre saúde e ambiente e mostra como a população local, profissionais de saúde, educadores e meio ambiente percebem o impacto das queimadas sobre a saúde humana.

“O estudo está em desenvolvimento nos municípios do arco do desmatamento com apoio do projeto Inova Ensp, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas, em especial o subprojeto Saúde, coordenado por mim e Christovam Barcellos, e Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) – instituída pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) para gerar e disseminar conhecimento e tecnologia para que o Brasil possa responder as demandas e desafios provocados pelas mudanças climáticas globais. O vídeo foi realizado em Rio Branco, capital do Acre, o estado mais atingido com a seca e as queimadas de 2005. Os efeitos das queimadas sobre a saúde humana são observados em vários municípios da Amazônia, principalmente nos grupos populacionais mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardiovasculares preexistentes”, revelou.

Um produto para alertar as populações

O segundo material (Avaliação do impacto socioambiental dos grandes empreendimentos na Bacia do Rio Madeira – Estudo de caso da Reserva Extrativista de Cuniã), pretende ser um produto concreto do estudo para a comunidade e sensibilizá-la sobre a área de influência dos grandes empreendimentos para os impactos na saúde. “O vídeo funciona como material didático para as escolas ribeirinhas da Amazônia, por meio da explicação do estudo e seus resultados, e incentiva as comunidades a participarem do processo. O material também contribui para que os profissionais de saúde, ambiente e educação destaquem a importância da integração desses três pilares. Essa etapa foi muito facilitada com o uso do vídeo em reuniões das secretarias de Saúde, educação e ambiente”, explicou.

O objetivo do projeto em desenvolvimento com apoio do Inova Ensp é avaliar os impactos na saúde decorrentes da realização de grandes projetos de infraestrutura – especificamente a Hidrelétrica Santo Antônio –, enfocando as doenças cardiovasculares e a exposição ao mercúrio orgânico, em virtude do elevado consumo de peixe na região. “O peixe é a principal fonte de proteína da população ribeirinha, e sua contaminação poderá afetar a saúde de gerações futuras”, ressalta Sandra. A realização dos vídeos no projeto Inova Ensp, em parceria com o projeto da Rede Clima e o INCT para Mudanças Climáticas, se deve à necessidade de trabalhar com a população local/regional. Desse modo, será possível deixar alguns produtos concretos para a comunidade local e para profissionais que participaram do estudo sobre os impactos das queimadas para a saúde humana.

Informe Ensp / Agência Fiocruz de Notícias, publicado pelo EcoDebate, 10/07/2012

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