Empresa de transgênicos impede publicação da cartilha ‘O Olho do Consumidor’

Adital – Uma cartilha produzida pelo Ministério da Agricultura sobre agroecologia teve sua distribuição impedida. A cartilha “O Olho do Consumidor”, que conta com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do “Selo do SISORG” (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.

O livreto, que teve tiragem de 620 mil cópias, foi objeto de uma liminar de mandado de segurança, fruto de ação movida pela transnacional Monsanto, que impediu sua distribuição. Setores do Ministério ligados ao agronegócio também não ficaram contentes com as informações contidas na cartilha. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério.

A proibição se deu por conta do item 5 da página 7 (imagem ao lado), onde se lê: “O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies”.

Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força, o MST se junta a todos aqueles que estão distribuindo eletronicamente a cartilha. Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição para seus amigos e conhecidos.

A cartilha está circulando na internet. Leia e divulgue:
http://www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdf

Matéria originalmente publicada pela ADITAL, Agência de Informação Frei Tito para América Latina.

EcoDebate, 30/07/2009

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5 comentários em “Empresa de transgênicos impede publicação da cartilha ‘O Olho do Consumidor’

  1. Isso chega a ser inconstitucional!!!

    O Direito à Liberdade, assegurado pela Constituição Federal, abrange o Direito à Informação.
    Cito dois incisos do artigo 5º da CF:

    “XXXII – o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;

    XXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”

  2. Mas qual é equívoco do comentário?
    Não é verdade que hoje nossa alimentação está limitada a apenas alguns alimentos? Que existem várias espécies de milho por exemplo, mas os melhoramentos genéticos acabam promovendo o consumo de meia dúzia?
    Isso tudo sem falar do Princípio da Precaução e tb sem falar em vários efeitos nefastos que estudos publicados vêm apontando como o estudo do Pesquisador argentino que vem divulgando os efeitos nefastos do glifosato (agrotóxico) que causa problemas em fetos.
    “Na Argentina, a soja transgênica ocupa 17 milhões de hecatres e é comercializada pela Monsanto, assim como o glifosato.
    O estudo recorda que o uso de agrotóxicos na soja obedeceu a uma decisão política, que não foi baseada em pesquisas científicas-sanitárias e “que a ciência está sendo guiada pelos interesses econômicos e não pela verdade e para o bem-estar das pessoas”.http://transgenicosnao.blogspot.com/2009/04/glifosato-causa-deformacoes-em-fetos.html
    Impressionante o poder da Monsanto! Mas poderoso que o Ministério! Taí…poder economico X saúde.
    Adivinha quem tá ganhando?

  3. Posicionamento Monsanto – Cartilha MAPA

    Por conta dos recentes boatos que têm circulado na internet, sobre uma possível ação judicial da Monsanto contra campanha educativa coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre os benefícios de alimentos livres de agrotóxicos, a Monsanto esclarece que eles não procedem e que desconhece a origem dessa informação. A empresa reafirma o respeito pela liberdade de opinião, expressão e escolha do mercado, instituições e empresas pela utilização de culturas convencionais, geneticamente modificadas ou orgânicas. A Monsanto se orgulha de ser líder em biotecnologia agrícola e acredita profundamente nos benefícios das culturas geneticamente modificadas, que têm potencial para ajudar a aumentar a produção de alimentos, com menos recursos naturais e, ainda, melhorar a vida de agricultores em todo o mundo.

Comentários encerrados.

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