Barragem de rejeitos de mineração ameaça Lima com risco de desastre ambiental

Nesta sexta-feira, 18/07, o governo de Lima declarou estado de emergência, após ameaça de vazamento em uma barragem de rejeitos de mineradora, com riscos para a contaminação da principal fonte de água local. Por Henrique Cortez, do EcoDebate, com informações do jornal Diario la República e Agências.

O vazamento ocorreu na barragem de rejeitos da mina de Coricancha, operada pela Gold Hawk Resources Inc. Em razão de instabilidade e deslocamento do solo, o governo advertiu que milhares de toneladas de zinco, arsênico e outros metais e minerais poderiam vazar e poluir o rio Rimac, principal fonte de água de Lima, no entorno da qual vivem mais de um terço da população peruana.

Ao redor um terço do Peruvians vivem e em torno de Lima, uma cidade litoral com uma população entre de seis e sete milhão povos.

Autoridades peruanas temem as severas consequencias do rompimento da barragem, cujas paredes de pedras podem ceder, atingindo a província de Huarochiri, a leste de Lima.

Decreto de sexta-feira, Decreto Supremo No. 051-2008, emitido pelo Conselho de Ministros do Peru, declararou estado de emergência, por 60 dias, no distrito de San Mateo, especificamente na região montanhosa de Tamboraque, onde se encontra a mina de Coricancha.

Gold Hawk Resources Inc. é uma mineradora canadense, com sede em Vancôver, com reservas principais de ouro, prata, zinco e cobre. A mina peruana é operada por uma subsidiária, S.A. de Compania Minera San Juan (Peru), e tem uns 450 empregados.

A Gold Hawk estima remover os depósitos de rejeitos em uns 16 a 20 meses que pretende reforçar a barragem, “… usando uma aproximação acelerada em colaboração com as comunidades da área e outras partes interessadas”

A mina de Coricancha pode processar 600 toneladas de minério por dia, de acordo com informações da companhia.

[EcoDebate, 21/07/2008]

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