Mudanças Climáticas: Rede de áreas de conservação para proteger a biodiversidade nas Américas

 

Mudanças Climáticas: Rede de áreas de conservação para proteger a biodiversidade nas Américas

É provável que uma rede em escala continental de locais de conservação permaneça eficaz em cenários de mudanças climáticas futuras, apesar de uma mudança prevista nas distribuições de espécies-chave.

Durham University*

Um novo estudo, liderado pelo Professor Stephen Willis em nosso Departamento de Biociências, investiga os impactos de cenários potenciais de mudanças climáticas na rede de Áreas Importantes para Aves e Biodiversidade (IBAs) no Caribe e nas Américas Central e do Sul.

A pesquisa foi realizada em colaboração com o Senckenberg Biodiversity and Climate Research Center, BirdLife International e a National Audubon Society.

Aves além das fronteiras

IBAs são locais identificados como internacionalmente importantes para a conservação das populações de pássaros, com mais de 13.000 locais identificados em 200 países nos últimos 40 anos. Muitos são cobertos por áreas protegidas formais, enquanto outros são conservados por reservas administradas pela comunidade ou terras indígenas.

Duas das respostas das espécies aos recentes eventos de mudança climática são mudanças no alcance e na abundância, levando a uma reorganização global das populações.

As mudanças de alcance podem fazer com que as espécies desapareçam das áreas que ocupam, ao mesmo tempo que lhes dá oportunidades de colonizar novos locais. Essa redistribuição pode afetar a capacidade das redes de sites internacionais (incluindo áreas protegidas) de conservar as espécies.

Portanto, identificar quais locais continuarão a oferecer condições adequadas e quais provavelmente se tornarão inadequados é importante para um planejamento de conservação eficaz, visto que nosso planeta continua a aquecer.

Modelagem de mudanças climáticas para conservação

Estimar o impacto da mudança climática na distribuição das espécies e as consequências para as redes de locais identificados para conservá-las pode ajudar a informar as estratégias de conservação para garantir que essas redes permaneçam eficazes.

A pesquisa modelou os efeitos de diferentes cenários de mudanças climáticas na rede mais ampla.

Ele determinou que, para 73 por cento das 939 espécies de preocupação de conservação, mais da metade das IBAs em que ocorrem atualmente foram projetadas para permanecerem climaticamente adequadas e, para 90 por cento das espécies, pelo menos um quarto dos locais permanecem adequados.

Esses resultados sugerem que a rede permanecerá robusta sob as mudanças climáticas. O que é preocupante, entretanto, é que sete por cento das espécies de interesse de conservação não têm clima adequado nas IBAs atualmente identificadas para elas.

As descobertas destacam o quão crítico é conservar efetivamente a rede de Áreas Importantes para Aves e Biodiversidade nas Américas para ajudar a proteger a vida selvagem na região.

Apesar das projeções de mudanças significativas nas distribuições de espécies individuais, a rede como um todo continuará a desempenhar um papel fundamental nos esforços de conservação futuros.

Referência:

Site-Based Conservation of Terrestrial Bird Species in the Caribbean and Central and South America Under Climate Change
Voskamp Alke, Butchart Stuart H. M., Baker David J., Wilsey Chad B., Willis Stephen G.
Frontiers in Ecology and Evolution, vol 9, 2021
DOI=10.3389/fevo.2021.625432

* Edição e tradução de Henrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 03/05/2021

 

 

A manutenção da revista eletrônica EcoDebate é possível graças ao apoio técnico e hospedagem da Porto Fácil.

 

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate com link e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate, ISSN 2446-9394,

Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate

Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

Top