Com 403.3 p/pm, mundo atinge novo recorde no nível de dióxido de carbono na atmosfera

 

A subida para 403.3 p/pm representa aumento de 50% em relação à década passada; agência da ONU defende que alta dos níveis atmosféricos de CO2 e outros gases de efeito estufa pode desencadear mudanças sem precedentes nos sistemas climáticos.

degelo

Foto: ONU/Rick Bajornas

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As concentrações de dióxido, CO2, na atmosfera passaram de 400 partes por milhão, p/pm, em 2015 ao novo recorde de 403,3 p/pm em 2016.

Um novo estudo da Organização Mundial de Meteorologia, OMM, defende que o aumento verificado no ano passado é 50% superior à média da última década. A razão é a combinação de ações humanas e o fenômeno climático de El Niño que levou o CO2 a um nível não observado em 800 mil anos.

Média global

Publicado esta segunda-feira, o Boletim de Gases de Efeito Estufa revela que o  teor pré-industrial de CO2 na atmosfera, que se manteve em 280 p/pm antes de 1750, agora aumentou para a média global de 403.3 ppm registrado em 2013.

O relatório defende que a subida rápida dos níveis atmosféricos, tanto do gás carbónico como de outros gases com efeito de estufa, têm o potencial de iniciar mudanças sem precedentes nos sistemas climáticos. Essas alterações podem levar a “graves perturbações ecológicas e econômicas”.

Era glacial

A OMM defende ainda que, ao longo dos últimos 70 anos, o aumento do CO2 na atmosfera foi  quase 100 vezes maior do que no final da última era glacial.

O estudo sobre gases de efeito estufa deste ano foi baseado em medidas realizadas em 51 países. As estações de pesquisa espalhadas pelo mundo medem as concentrações de gases de aquecimento, incluindo dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. 

A concentração do gás metano na atmosfera atingiu cerca de 1853 partes por bilhão, que corresponde a 257% do nível pré-industrial.

Já o óxido nitroso, N2O, apresenta uma concentração de 328.9 partes por bilhão, que corresponde a 122% dos níveis pré-industriais.

O estudo refere que 60% do gás é emitido para a atmosfera a partir de fontes naturais e o restante da ação do homem que acontece em várias áreas – oceanos, solo, queima de biomassa, uso de fertilizantes e vários processos industriais.

Da Rádio ONU, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/10/2017

 

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate, ISSN 2446-9394,

Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate

Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

4 comentários em “Com 403.3 p/pm, mundo atinge novo recorde no nível de dióxido de carbono na atmosfera

  1. Prezados
    Esta afirmação de que a quantidade de CO2 na atmosfera está aumentado é ERRADA, FALSA e vamos aos fatos. A reação que retira CO2 da atmosfera é a da fotossíntese, realizada pelas plantas e cujo ator principal é o SOL.

    A reação que envia CO2 para a atmosfera é a da respiração e da queima dos combustíveis fósseis, cujos principais atores são os animais, onde incluímos, evidentemente, os humanos.

    A pergunta é objetiva, clara e definitiva. Quem tem mais poder, o Sol ou os animais. Não há dúvida, é o Sol, pois os animais são uma ínfima parte da energia do Sol.

    Por outro lado, o que existe em maior número, plantas ou animais? Evidentemente que há mais plantas do que animais, basta lembrar da infinita quantidade de algas marinhas que há nos oceanos e das continentais que há nos rios e lagos.

    Assim sendo, os animais não conseguem devolver para a atmosfera, pela respiração e queima de energia fóssil, uma quantidade de CO2 maior do que aquela que as plantas retiram, a cada fração de segundo, por meio da fotossíntese.

    Este fato fará com que o CO2 da atmosfera chagará ao fim o que culminará, do ponto de vista humano, com o fim da vida na Terra.

    Simples e fácil como é tudo, na natureza. Os humanos é que, movidos pela ganância, COMPLICAM O INCOMPLICÁVEL.

    Assim sendo, vamos queimar gigantescas quantidades de energia fóssil para gerar mais trabalho para este 14 MM de desempregados brasileiros e postegar o inevitável fim da vida na face da Terra, do ponto de vista humano, pois, do ponto de vista geológico, a vida é eterna.

  2. Prezados
    Completando a nota anterior vamos afirmar que as medições da quantidade de CO2 na atmosfera são feitas em locais inadequados. Elas devem ser feitas nos polos. E para finalizar, as glaciações, JAMAIS existiram.

  3. Ok, Vicente, Lalalândia é um planeta lindo, com certeza. Mas nós, as outras pessoas do mundo, vivemos na Terra, não na sua realidade alternativa.

  4. Prezada Mariana
    Desconheço este planeta Lalalândia.. Face a isto, seu comentário não serve para coisa alguma. Eu fiz comentários sobre assuntos técnicos e assuntos técnicos só aceitam duas contestações.

    Ou está certo, ou está errado. Se está certo, ótimo, palmas para o autor. Se está errado, o contestador terá que dizer porque está errado e dizer qual é o certo. Fora disso é um BLÀ BLÁ BLÁ que deve ser evitado.

Comentários encerrados.

Top