Articulação Antinuclear Brasileira lança série de vídeos sobre os impactos locais do nuclear no Brasil

 

Articulação Antinuclear Brasileira lança série de vídeos sobre os impactos locais do nuclear no Brasil

Você sabia que a mineração de urânio tem gerado contaminação de água por radiação no interior da Bahia? E que existem toneladas de lixo radioativo em local de grande circulação de pessoas na capital paulistana?

O Brasil tem duas usinas nucleares em funcionamento, uma terceira em construção e lobby constante da indústria nuclear para a construção de outras. Além disso, a fiscalização das demais atividades nucleares é ineficiente. Os impactos que o nuclear teve ou tem em territórios locais estão retratados em uma série de vídeos curtos produzidos pela Articulação Antinuclear Brasileira e Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sapê), todos estão disponíveis online.

São seis vídeos, com duração de 3 a 7 minutos, sobre os impactos locais do nuclear em Santa Quitéria (CE), Itacuruba (PE), Caetité (BA), Angra dos Reis (RJ), Goiânia (GO) e São Paulo (SP) e um sétimo com uma visão geral dos argumentos para a luta antinuclear no Brasil. Os impactos retratados acontecem por conta da mineração de urânio, seja de minas já instaladas (Caetité), seja de projeto de instalação de mineração (Santa Quitéria); das usinas nucleares instaladas em Angra dos Reis (RJ) ou dos planos de se construir uma nova (Itacuruba). A falta de regulação de outras atividades nucleares e da reparação aos danos à saúde e ao meio ambiente aparecem nos vídeos que tratam da tragédia do Césio 137, em Goiânia, e da contaminação dos trabalhadores e terrenos da Nuclemon, em São Paulo.

Os vídeos foram produzidos a partir de entrevistas com atores importantes da luta antinuclear: ativistas, pesquisadores e estudiosos da área de energia com atuação nacional e também lideranças locais que combatem os efeitos perversos do nuclear em suas comunidades.

Com esse material, a AAB espera dar mais projeção a um problema que tem pouca projeção no país. Pouco se fala sobre o perigo de nossas duas usinas nucleares, menos ainda sobre os impactos de atividades associadas, como a mineração de urânio, seu transporte e enriquecimento. Ajude a jogar luz nessa questão importante, assista e compartilhe em suas redes através do link:

https://goo.gl/mzpHVQ

Os vídeos contem entrevistas com:

Chico Whitaker – Um dos fundadores do Fórum Social Mundial e ganhador do Prêmio Right Livelihood (considerado o Nobel Alternativo) e fundador da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares.

Célio Bermann – Um dos mais respeitados especialistas em energia do país, professor livre docente do Instituto de Energia em Ambiente, da USP.

Heitor Scalambrini – Especialista em energia, professor aposentado da UFPE e estudioso das energias renováveis

Dawid Bartelt – Ex-diretor da Fundação Heinrich Boll no Brasil, fundação ligada ao movimento ambientalista alemão. Dawid é historiador e já trabalhou como jornalista, editor e livre-docente acadêmico.

Renato Cunha – Um dos fundadores do Gambá, entidade ambientalista baiana que atua no estado e em articulação com o movimento socioambientalista a nível nacional há mais de 30 anos.

Sylvia Chada – Coordenadora geral da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, a Sapê, entidade antinuclear com atuação em Angra dos Reis. Sylvia é pedagoga social e servidora pública federal da área ambiental.

Thiago Almeida – Militante da Campanha Clima e Energia do Greenpeace

Rafael Ribeiro – Geógrafo e militante da Sapê em Angra dos Reis.

Inês Chada – Curadora da Exposição Hiroshima 70, integrante da Sapê e bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF)

Gilmar Santos – É professor e atua em Caetité e Lagoa Real contra a mineração de urânio através da Comissão Paroquial de Meio Ambiente.

João Victor Silva Rosa – Estudante de Caetité e militante antinuclear de Caetité.

Jorge Pankará – Liderança indígena do povo Pankará, que vem resistindo aos planos de instalação de uma usina nuclear no município de Itacuruba.

Angelo Bueno – Missionário do Conselho Indigenista Missionário, o CIMI, que tem atuado junto a povos indígenas e apoiado a luta contra os planos de construção de usinas nucleares em Itacuruba (PE).

Dorinha Pankará – Liderança indígena do Povo Pankará, atuante na resistência à construção das usinas nucleares em Itacuruba.

Sueli Moraes Silva – Presidente da Associação das Vítimas do Césio 137, que pede reparação pelos danos à saúde causados pela tragédia do Césio em Goiânia.

Maria do Socorro Barbosa Carlos – Liderança local do Saco do Belém, comunidade rural no município de Santa Quitéria (CE), que resiste ao projeto de instalação de mineração de Urânio.

Erivan Camelo Silva – Atua pela Cáritas no Ceará e é um dos articuladores da Articulação Antinuclear do Ceará que tem resistido ao Projeto Santa Quitéria de mineração de fosfato e urânio em interação com o Núcleo Tramas, da UFCE e Movimento pela Soberania Popular na Mineração.

José Venâncio Alves – Presidente da Associação Nacional dos Trabalhadores da Produção de Energia Nuclear (Antpen), que buscam a reparação dos males à saúde causados aos trabalhadores da Nuclemon.

André Loula – Mestrando em História pela PUC-SP, diretor da Associação Hibakusha Brasil pela Paz que reúne as vítimas das bombas de Hiroshima e Nagasaki no Brasil. André também atua junto à Antpen.

Ficha Técnica

Produção: Articulação Antinuclear Brasileira e Sociedade Angrense de Proteção Ecológica

Captação: Rafael Ribeiro, Felipe Xavier Neto, Joelma do Couto, Gitana Nebel e Juliana Ferreira

Montagem: Juliana Ferreira
Edição, arte e finalização: Luciano Carcará

 

Colaboração de Juliana Ferreira, da Articulação Antinuclear Brasileira, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 12/04/2017

 

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