Fotos de animais em redes sociais expõem lado desumano do homem, artigo de João Paulo Sangion

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Eles não pediram para sair na ‘selfie’

[EcoDebate] No mês passado acompanhamos trágicas e tristes notícias envolvendo o Homem e algumas espécies de animais selvagens. O gorila morto em um zoológico de Cincinatti, EUA; o elefante morto no Camboja; e a onça Juma morta aqui no Brasil. Mortes naturais? Não. Mortes provocadas pela ação (des)humana.

Pelo resto do mundo escutamos, assistimos e lemos quase toda semana matérias sobre o impacto ambiental provocado pelo contato humano com as mais variadas espécies de animais selagens e silvestres. Nós, seres humanos, precisamos aprender a respeitar a importante condição natural dos animais (selvagem, silvestre, etc), e saber que alguns podem ser domesticados e outros não. E mais. Devem respeitar a condição de serem e ainda estarem selvagens e silvestres, evitando qualquer forma de aproximação e contato.

O contato dor ser humano com espécies selvagens ou silvestres é potencialmente lesiva e danosa, tanto a eles quanto para nossa espécie. No Brasil, diversas ONG’s e o IBAMA fiscalizam essa proteção, e são responsáveis pela readaptação e reinserção de algumas espécies, vítimas da ação humana, aos seus habitats naturais.

Nas palavras do sábio Gandhi, “o grau de evolução de uma sociedade pode ser avaliado pelo modo como essa sociedade trata suas crianças, seus idosos e seus animais. ” Quem sabe um dia as enciclopédias e a internet possam de vez substituir a medíocre “cultura” dos zoológicos e dos parques que escravizam orcas, leões, tigres e golfinhos.

Eles não pediram para sair na ‘selfie’. Eles não pediram, sequer, para estar em cena.

João Paulo Sangion, professor de Direito Ambiental e especialista em causa animal e criminologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

 

in EcoDebate, 07/07/2016

[cite]

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2 comentários em “Fotos de animais em redes sociais expõem lado desumano do homem, artigo de João Paulo Sangion

  1. Tem todo meu apoio. Esta cultura de zoológico é antiga e completamente ultrapassada. Quer ver bicho? Abra um livro, veja num filme ou documentário que hoje não faltam ou entre em um site e pesquise e, na pior das hipóteses, faça um safári. Condição social não é mais desculpa nos dias de hoje onde todos têm televisão e outros acessos. O importante é respeitar o direito de liberdade que todos os animais têm, assim com nós. Aumentar a jaula de um animal e transformá-la num viveiro imenso é como tirar você de um apartamento de cinquenta metros e colocá-lo num de quinhentos e depois dizer: você não pode sair daí nunca. Foram citadas as mortes completamente evitáveis de três animais inocentes, mas a história tem inúmeras para contar.

  2. Prezado Cláudio, bom dia!
    Obrigado pelo comentário. Fantástica sua abordagem. É como eu digo em casa: “filho meu nem sobrinhos, se depender de mim, não irão a Zoológico algum. Querem ver animal exótico, selvagem, silvestre e aquático, vão à internet e aos livros”.
    Um abraço fraterno.

Comentários encerrados.

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