Energia fotovoltaica deve movimentar R$ 100 bilhões até 2030

 

painéis fotovoltáicos

 

A indústria da construção é o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva gerando consideráveis impactos ambientais, isto é o que apontam dados do Conselho Internacional da Construção – CIB. Para minimizar estes impactos e reduzir a utilização de recursos naturais, o investimento em projetos arquitetônicos sustentáveis tem expandido cada ano a nível mundial. As construções sustentáveis são desenvolvidas apoiadas em um planejamento estratégico minucioso, que irá definir na escolha dos materiais – desde a composição da estrutura até o revestimento – que não agridam ao meio ambiente. Dentre os requisitos principais estão a redução do consumo de energia, o aproveitamento dos recursos naturais disponíveis, como luminosidade naturais e ventilação ao invés de ar condicionado e iluminação artificial durante o dia, maior controle e economia de água, conforto térmico e acústico, a utilização de madeiras reflorestadas, entre outras, garantindo sofisticação e originalidade.

A procura por energias alternativas tem sido um dos meios mais utilizados para a economizar na conta de luz, uma delas é a energia solar. De acordo com a Secretaria de Estado de Energia e Mineração de São Paulo, a transformação dessa energia para utilização térmica ou na geração de eletricidade se apresenta como uma oportunidade ímpar para o Brasil. Com extensão territorial e localização geográfica privilegiada, o país pode transformar essa fonte inesgotável em um importante recurso de sua matriz energética.

Nosso planeta recebe muita energia diariamente de forma limpa e gratuita. Os raios solares, além de trazerem a luz e o calor, podem ser aproveitados para a geração de energia tanto na forma de calor como na eletricidade. Para se ter uma ideia, uma hora de sol na superfície da Terra contém mais energia do que o planeta utiliza em um ano. É uma riqueza imensurável.

Um dos sistemas mais indicado para aproveitar esta energia é o fotovoltaico (foto que significa em grego “luz” e voltaica (que vem da palavra volt) que é a unidade para medir o potencial elétrico). A principal matéria-prima deste sistema é o silício – presente na maioria dos componentes semicondutores – e o Brasil possui uma das maiores reservas de silício do mundo.

Mas como este processo todo é desenvolvido? O raio solar é transformado em eletricidade em uma célula fotovoltaica, fabricada com materiais conhecidos como semicondutores (silício). As células solares captam a radiação do sol e utilizam os fótons da luz para gerar energia. Esta eletricidade, que está em corrente contínua, passa por inversores – painéis solares – para que seja convertida em corrente alternada com as características da nossa rede elétrica. Em sua maioria, o material destes painéis é feito por células de silício (Si) e pode ser dividido em módulos monocristalinos ou policristalinos. Após passar pelo inversor, esta energia pode ser utilizada em aparelhos elétricos da residência. É importante ressaltar que, mesmo em dias nublados, o módulo fotovoltaico gera energia elétrica, porém numa intensidade menor do que em dias mais claros. Como conhecimento, a radiação solar na região menos ensolarada do país é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso de energia fotovoltaica.

“A energia fotovoltaica é uma tecnologia extremamente nova no território brasileiro, porém sua instalação é fácil e rápida. O sistema pode ser instalado em telhados residenciais ou comerciais, próximos ou diretamente no local onde é necessária a energia. Ou seja, este sistema independe daquela energia gerada em grandes instalações centrais – hidrelétrica – ou em grandes parques eólicos. Garanto que este sistema tem grande potencial no Brasil”, afirma Hanns Martin Drope, diretor da Divisão de Energia Solar na Fronius do Brasil.

Cenário brasileiro – A população tem pago altas taxas de energia elétrica e sempre estamos na “berlinda” quando o assunto é água. Estes fatores têm impulsionado o número de instalações do sistema fotovoltaico. As pessoas e empresas estão, cada vez mais, criando sua independência, investindo em energia solar – tecnologia acessível – para que possa garantir o consumo sem depender de fontes tradicionais.

Com apenas três anos de atuação no Brasil – a partir da resolução 482/2012 – o sistema garante a todos – públicos residencial, comercial ou industrial – que optarem pela energia solar, descontos na conta de luz. “Ou seja, se o sistema gerar mais energia do que o consumido, a energia excedente será injetada na rede pública. Esta medição é realizada através de um medidor de energia bidirecional – fornecido pela concessionária local – que quantificará os quilowatts-horas injetados de energia solar. Este excedente será analisado e calculado, para que o consumidor receba um desconto em sua conta de luz”, explica Martin.

Para Fronius, não há dúvidas de que, em um curto espaço de tempo, o Brasil conseguirá gerar e armazenar sua própria energia 100%. “Temos a expectativa e perspectiva de armazenar esta energia solar em baterias e tê-las sempre disponíveis – mesmo quando o sol não brilhe – ou seja, 24 horas”, acredita Martin.

Colaboração de Lucia Nunes e Leilane Ferreira, in EcoDebate, 22/06/2016

 

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate

Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate

Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

2 comentários em “Energia fotovoltaica deve movimentar R$ 100 bilhões até 2030

  1. solicito inclusâo na lista de distribuiçâo do boletim diário da revista eletrônica

  2. Prezado Anderson Silva,

    Nosso sistema não permite inclusões diretas, mas você pode fazer sua inscrição enviando um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com .

    O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

    O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

    Recomendamos que inclua no seu servidor de mensagens/webmail os e-mails newsletter_ecodebate@googlegroups.com (e-mail de envio dos boletins diários) e ecodebate@ecodebate.com.br (nosso e-mail de contato e resposta), de forma que a newsletter não seja indevidamente descartada como spam. Os destinatários que bloqueiam o boletim são automaticamente removidos da lista de distribuição.

    Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário do Portal EcoDebate: Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

    Atenciosamente,

    Portal EcoDebate

Comentários encerrados.

Top