Brasil Sem Miséria: uma nova ferramenta, por Laís Vitória Cunha de Aguiar

 

opinião

 

[EcoDebate] Nos últimos anos, a fome diminui consideravelmente, graças aos programas sociais como Brasil Sem Miséria.

Porém, a fome continua sendo um problema diário para famílias com rendimento econômico menor, para pessoas miseráveis. É incrível o que ações governamentais bem sucedidas podem fazer pela população.

Em alguns casos o dinheiro é desviado, roubado em várias estâncias do poder, desde a instância federal até a estadual e municipal. Porém, ainda sim é possível ver resultados positivos: 22 milhões de pessoas superaram a extrema pobreza, apenas no período 2011-2014.

No contexto da crise econômica mundial esse número torna-se ainda mais significativo, afinal em crise as pessoas tendem a diminuir sua renda e entrar na extrema pobreza, não sair dela, como foi o caso dos últimos anos.

O programa Brasil Sem Miséria, que é o foco desse artigo, inclui uma série de projetos como Bolsa Família, Pronatec, Brasil Carinhoso, entre outros. Como nem mesmo as melhores ideias são perfeitas, e tudo pode ser aperfeiçoado, aqui escrevo uma ideia para aperfeiçoar o programa.

O Centro de Distribuição de Alimentos seria um projeto para combater a fome, e funcionaria da seguinte maneira: comida será arrecadada ao final dia em todos os estabelecimentos que trabalham com comida e que jogariam fora certa quantidade de alimento ainda consumível.

Esses estabelecimentos receberiam diminuição no imposto de renda. Um carro ficaria responsável pelo trajeto e por marcar que os estabelecimentos cumpriram o acordo no dia ( uma lista com os nomes, igual chamada em sala de aula). A comida será entregue na forma de janta aos necessitados, que terão de ser cadastrados no banco social de cada prefeitura.

Dessa forma o Brasil, que está entre os 10 países que mais desperdiçam alimento, diminuiria o desperdício e ainda auxiliaria o combate à fome, além de ser uma medida sustentável (pois visa diminuir o desperdício e utilizar a comida para fins sociais).

Como tornar o Centro de Distribuição de Alimentos realidade? É só votar no site http://dialoga.gov.br/#/programas/103397/propostas/116851 , lembrando que para votar é necessário se inscrever no site. Meu objetivo é ajudar na luta contra a fome.

O que é esse site? É uma iniciativa que visa trazer propostas da população para a pauta política, lá você pode conhecer os programas do Governo Federal, escrever suas próprias propostas dentro dos programas e votar, sendo que as três mais votadas serão respondidas pelo Governo.

Caso você tenha gostado da proposta de um Centro de Distribuição de Alimentos é só votar no link acima. O site é bom e simples de manejar, é uma forma de participação política ativa. A possibilidade de mudança pode estar a um clique.

Por Laís Vitória Cunha de Aguiar, Adopt a Negotiator.

 

in EcoDebate, 06/08/2015

Brasil Sem Miséria: uma nova ferramenta, por Laís Vitória Cunha de Aguiar, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 6/08/2015, https://www.ecodebate.com.br/2015/08/06/brasil-sem-miseria-uma-nova-ferramenta-por-lais-vitoria-cunha-de-aguiar/.


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4 comentários em “Brasil Sem Miséria: uma nova ferramenta, por Laís Vitória Cunha de Aguiar

  1. Cara Laís

    Parece-me que já existe ou, pelo menos, já existiu algo semelhante. Aqui em São Carlos, SP, o Governo federal fianciou uma central de abastecimento que, lembror-me muito bem porque constati durante uma visita, na qual existia uma cozinha que era dedicada a esse fim: a recepção, seleção, armazenamento e distribuição de alimentos que de outra forma seriam jogados fora. Com nuticionistas, etc. Temos aqui pelo menos dois restaurantes voltados a alimentação de população de baixa renada, com refeições a R$ 1,00 ou gratuitas para cadastrados. .

  2. O Bolsa Família deveria estar inscrito na Constituição para ser uma lei federal e não ser um simples programa governamental, cujo objetivo é manter as pessoas em situação de pobreza para permanecerem no poder.
    Os 50 milhões de pessoas, um quarto da população brasileira, que usufruem do Bolsa Família, nem constam como desempregados – vinte a vinte e cinco milhões estão em idade de emprego -, nem como população ativa.

  3. Então, acho que existe um financiamento do governo federal para programas que visem combater a fome. Tudo está englobado no Fome Zero, mas o que entendi é que a Lais sugere que isso vire lei, que se torne algo certo e não esporádico.

  4. Caro Paulo,
    Fico muito feliz em saber que já existe projeto similar! O meu objetivo, porém, é que esse projeto torne-se federal, pois assim facilita para as cidades: não é necessário ter, como no caso de São Carlos, um local já pronto, pois a maioria das cidades não contam com a infraestrutura e com um programa social como o de sua cidade.
    Joma, eu concordo que o Bolsa Família deveria ser lei, porém há um problema constitucional: a Federação não pode interferir nos assuntos internos de cada Município, e o Bolsa Família, seria, portanto, uma escolha dos Municípios. Como um programa Federal, enquanto esse governo estiver no poder, estará garantido. Joma, tem outro fato que você precisa saber: o Bolsa Família retira as pessoas da pobreza, e se as mantivesse na miséria o programa não faria sentido algum, tanto que retirou 36 milhões da pobreza. A maioria das pessoas deixa de utilizar o benefício assim que consegue melhorar de vida ( http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/05/169-milhao-de-familias-abrem-mao-do-bolsa-familia/). Deixo aqui um outro texto para posterior leitura: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Bolsa-Familia-supera-preconceitos-e-retira-36-milhoes-da-miseria-/4/29394

    Abraços,
    Laís

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