MPF considera insatisfatória resposta do governo paulista sobre racionamento de água

 

A falta de chuva diminuiu o volume de água do Sistema Cantareira, que abastece São Paulo. Foto: Sabesp/Divulgação/ABr

 

O Ministério Público Federal (MPF) disse ontem (6) que a resposta dada pelo governo do Estado de São Paulo e pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) sobre a necessidade de racionamento de água no estado é “incompleta e insatisfatória”.

No último dia 28 de julho, o MPF recomendou o imediato início do racionamento nas regiões abastecidas pelo Sistema Cantareira e pediu que o governo e a Sabesp apresentassem projetos para colocá-lo em prática. Segunda-feira (4), o Palácio dos Bandeirantes e a concessionária informaram ao MPF que não haverá racionamento porque “todas as medidas possíveis e adequadas estão sendo adotadas” para solucionar a crise hídrica.

“Para os procuradores que atuam no caso, entretanto, a resposta é incompleta e insatisfatória, já que não está subsidiada por documentos que sustentem a argumentação. Na tarde de hoje, em reunião da qual participaram representantes do governo estadual e da Sabesp, o Ministério Público estipulou o dia 14 deste mês como data limite para apresentação dos dcumentos pelos órgãos responsáveis”, informa nota do MPF.

A recomendação do MPF é baseada em estudo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), segundo o qual as reservas hídricas do Sistema Cantareira podem secar totalmente em menos de 100 dias.

Por Bruno Bocchini, da Agência Brasil.

EcoDebate, 07/08/2014


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