MPF investiga bioinvasão pelo coral-sol (Tubastraea coccinea) no litoral fluminense

 

coral-sol (Tubastraea coccinea)
O coral-sol (Tubastraea coccinea) é uma espécie de coral que pertence ao gênero Tubastraea (es) que pode ser encontrado nas águas de Timor-Leste carece de fontes. Espalha-se por profundidades que vão de 50 centímetros a 15 metros. No Brasil, tais corais constituem uma ameaça, pois eles são agressivos a espécies nativas de corais, como o coral-cérebro (Diploria labyrinthiformis), uma espécie que só existe no Brasil. O coral-sol se tornou uma verdadeira praga na Baía de Ilha Grande, Rio de Janeiro, onde se espalhou de uma maneira que não pode mais ser controlada. Essa espécie é muito agressiva e eficiente na reprodução, o que acabando eliminando, através da competição, as espécies nativas, causando um grande desequilíbrio. Fonte: Wikipedia

 

O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar responsabilidades sobre a invasão de uma espécie de coral na Baía da Ilha Grande, no sul fluminense. O coral invasor ataca espécies nativas e provoca danos ambientais.

Segundo o Ministério Público, evidências apontam como responsáveis pela introdução da espécie coral-sol, do gênero Tubastraea as plataformas e sondas de petróleo e gás que operam com o terminal da Petrobras e o estaleiro naval Brasfels.

O inquérito aberto pelo MPF cobra medidas de controle da espécie e análise dos impactos ambientais da bioinvasão. O coral afeta o litoral de Búzios, Arraial do Cabo, de Paraty, de Mangaratiba e de Angra dos Reis.

Segundo o MPF, a invasão é preocupante porque os recifes de coral nativos são vulneráveis e importantes para biodiversidade e fonte de alimento e de renda para milhares de pessoas.

Reportagem de Vitor Abdala, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 16/01/2013


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