Em agosto/2011, a Amazônia perdeu uma área de 164 quilômetros quadrados (km2)

 

Em agosto, a Amazônia perdeu uma área de 164 quilômetros quadrados (km²), segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em relação a agosto de 2010, houve redução de 38% no ritmo do desmatamento. O número é o menor registrado para um mês de agosto desde o início da série histórica do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), em 2004. Também houve queda na comparação com julho, quando o Inpe registrou a derrubada de uma área equivalente a 225 km².

Em agosto/2011, a Amazônia perdeu uma área de 164 quilômetros quadrados (km2)

“O resultado significa que as ações que foram adotadas de abril para cá – quando houve um pico de desmatamento – como a instalação do gabinete de crise e o envio de fiscais para os estados, tiveram impacto muito grande, porque vêm garantindo redução mensal do desmate”, avaliou hoje (3) o diretor de Políticas de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os dados do desmatamento da Amazônia em setembro deverão manter a tendência de queda do ritmo da devastação. “A avaliação preliminar e a avaliação em campo feitas pelo Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] sinalizam que o [desmate registrado pelo] Deter de setembro será menor. A tendência de queda deve se manter, os dados são muito positivos”, adiantou.

O Deter, que revela dados mensais, monitora áreas maiores de 25 hectares e serve para orientar a fiscalização ambiental. Além do corte raso (desmatamento total), o sistema registra a degradação progressiva da floresta.

A taxa anual de desmate é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores. Em 2010, a taxa anual foi 7.000 km², segundo dados consolidados hoje (3) pelo Inpe.

A estimativa preliminar, divulgada em novembro de 2010, era 6.451 km². De acordo com o coordenador do programa Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano, a diferença de 8,5% entre a estimativa e a consolidação da taxa de desmatamento está dentro da margem de erro.

“Toda estimativa tem uma margem de erro de 10% admitida. Nos últimos quatro ou cinco anos, as estimativas têm ficado aquém do consolidado. Significa que o desmatamento está se pulverizando, novos focos estão aparecendo”, avaliou.

Apesar da correção para cima, a taxa de 2010 ainda é a menor registrada pelo Inpe desde o início da série história do Prodes, em 1988.

Em novembro, o Inpe deve divulgar a nova estimativa de desmatamento anual, com dados para o período entre agosto de 2010 e julho de 2011.

Reportagem de Luana Lourenço, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 04/10/2011

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Alexa

Um comentário em “Em agosto/2011, a Amazônia perdeu uma área de 164 quilômetros quadrados (km2)

  1. Por que não se divulga quantos hectares já foram recuperados e ou reflorestados na Amazônia ou no Brasil, principalmente citando quem está realmente reflorestando, e qual a ONG que assim está fazendo, pois propaganda de catastrofe é o que mais se vê, mas quem está fazendo algo de concreto pelo meio ambiente?Não aparece.Quanto aos incendios florestais que estão desmatando todos os Parques e Reservas do Brasil, alguém está pleiteando alguma atitude para se evitar isso, o que adianta ficarmos por anos brigando pelos artigos do “Código Florestal”que na minha opinião são letras em cima de papéis, enquanto as florestas e animais ardem no fogo nas Reservas.
    Qual a ONG que está com um plano técnico de viabilidade de “prevenção contra incendios florestais”?
    É a técnica do “Avestruz”,coisa de cultura atrazada.Vamos ser práticos e objetivos e parar de cacarejar, vamos para o real o que fazer para se evitar novos incendios florestais? Eu acho que cada ONG, em vez de fazer propagandinha com poesias, assumissem a responsabilidade técnica de cuidar de uma Reserva Florestal sejam estaduais e ou Federais.E por à mão na massa.
    O resto é só pra encher linguiça.

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