Dados do DETER/INPE revelam desmatamento de 593 km2 na Amazônia em março e abril

Dados obtidos durante março e abril pelo DETER, sistema baseado em satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam o desmatamento de 593 km2 na Amazônia. Deste total, 480 km2 foram verificados no Mato Grosso, como mostra a tabela abaixo.

Março
Abril
TOTAL
Acre
2,3 km2
—-
2,3 km2
Maranhão
—-
0,9 km2
0,9 km2
Mato Grosso
74,7 km2
405,6 km2
480,3 km2
Pará
9,9 km2
57,3 km2
67,2 km2
Rondônia
27,6 km2
13,7 km2
41,3 km2
Roraima
1,1 km2
—-
1,1 km2
Total
115,6 km2
477,4 km2
593 km2

 

Os resultados do DETER devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. As áreas em rosa dos mapas a seguir correspondem aos locais que estiveram encobertos em março e abril. Nos mesmos mapas, os pontos amarelos mostram a localização dos alertas emitidos pelo DETER.


Mapa de alertas de março

Mapa de alertas de abril

Relatórios completos sobre o desmatamento verificado em março e abril, bem como nos meses anteriores, estão disponíveis na página: www.obt.inpe.br/deter

Sistema de alerta
Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo DETER.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Em operação desde 2004, o DETER é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do DETER são enviados quase que diariamente ao Ibama, responsável por fiscalizar as áreas de alerta.

Como o DETER utiliza dados do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, é possível detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema, devido à eventual cobertura de nuvens.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Os números apontados pelo DETER são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta também um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos os dados relativos ao DETER, são públicos e podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter

Fonte: INPE

EcoDebate, 19/05/2011

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Alexa

Um comentário em “Dados do DETER/INPE revelam desmatamento de 593 km2 na Amazônia em março e abril

  1. Veja só que decepção, o nível de compromisso dos 410 deputados federais, que aprovaram ontem (24.05), em primeira instância, o novo Código Florestal Brasileiro. Praticamente rasgaram a tese do tão decantado desenvolvimento sustentado, que o Brasil é um dos mais importantes signatários. Assim, além da decepção, a contradição e o retrocesso do Brasil no tocante a adoção de uma política ambiental efetivamente sustentável. Por isso, faço a seguinte reflexão. Em relação ao perdão fiscal e penal aos criminosos ambientais, que já lucraram com a ilegalidade, e lucrarão ainda mais, pois se esse código virar lei mesmo trará embutido, o labéu da injustiça, da impunidade e a impressão de que o crime compensa. Então, como se sentem os produtores que agiram dentro da lei, que não destruíram a natureza e nem lesaram o erário? Que recompensa eles merecem? Que código é esse que usa dois pesos e três medidas? É esse País que queremos aos nossos descendentes? Que código é esse que estimula desmatamento? Agora, resta à esperança de que os equívocos aprovados pela Câmara sejam consertados no Senado, ou em última instância vetados pela presidente Dilma. Aos eleitores fica a lição e a certeza de que, nada como uma eleição após outra. Ricaluz Costa. Eng° Florestal.

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