Serviço Geológico do Rio inicia o remapeamento das encostas nos municípios da região serrana

O Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM/RJ) inicia esta semana o remapeamento das encostas nos municípios da região serrana fluminense atingidos pelas fortes chuvas deste mês, para avaliar o risco que ainda há nos locais. O serviço consiste num detalhamento maior que o mapeamento emergencial feito assim que as cidades serranas foram atingidas por enxurradas e deslizamentos de terra.

Para isso, o órgão, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento, contará com o reforço de 11 geólogos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), além de especialistas das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Pontifícia Universidade Católica (PUC), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

A informação foi dada ontem (31), à Agência Brasil, pelo presidente do DRM/RJ, Flavio Erthal. O órgão elaborou 128 laudos emergenciais sobre riscos geológicos iminentes nos municípios de Nova Friburgo e Teresópolis, os mais afetados pela tragédia que vitimou quase 900 pessoas na região serrana do estado. Os laudos foram feitos em apoio à Defesa Civil das cidades. “Eles [os técnicos] orientam a Defesa Civil onde estão as áreas com risco iminente, que os obrigam a retirar as pessoas ou a tomar providências naquele ponto do território”.

O trabalho, agora, consiste em elaborar os laudos conclusivos, que trazem um mapeamento mais detalhado das localidades atingidas. “Para confirmar se aquela área tem que ser desocupada ou não. A gente quer fazer o mapeamento de áreas possíveis de cair, que é o mapeamento sistemático das áreas de risco”, explicou o geólogo. O DRM/RJ está realizando também outro laudo de avaliação das futuras áreas de reassentamento em Bom Jardim, Nova Friburgo e Teresópolis.

Segundo Erthal, o DRM/RJ manterá bases fixas em Teresópolis e Nova Friburgo até o dia 12. Hoje (31), dirigentes do órgão reuniram-se com os colaboradores para discutir a metodologia do trabalho que será efetuado em conjunto na região e a distribuição das equipes.

Para o presidente do DRM/RJ, o conceito de mapeamento de risco deverá ser revisto depois da tragédia no estado do Rio e a metodologia terá que ser adaptada para que se possa ter uma resposta mais rápida no caso da possibilidade da ocorrência de desastres. Segundo Erthal, será uma metodologia associada a sistemas de alarme e radar.

Reportagem de Alana Gandra, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 01/02/2011


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