Doenças: por que as recaídas estão mais próximas? artigo de Américo Canhoto

[EcoDebate] Vivo no médico! Ninguém descobre meu problema! Essa criança parece que não sara nunca!

A cada dia, mais e mais pessoas se queixam que elas mesmas e as crianças adoecem mais que antes.

Até certo ponto, sim – Mas, será mesmo?

Não é difícil comprovar no dia a dia que sempre há uma sutil ou grosseira diferença entre o que se espera e a realidade. Muitos são os motivos que levam a isso; dentre eles, as expectativas indevidas.

Vamos analisar uma delas, e as razões que a transformaram em frustração.

A expectativa:
Culturalmente, as pessoas deram permissão à mídia científica para induzi-las a acreditar que as doenças possam ser curadas num passe de mágica, pela tecnologia de diagnósticos e remédios; e que, basta o avanço dessa parafernália para criar mais saúde e melhor qualidade de vida.

Seguindo essa linha de raciocínio: os cuidados com a saúde infantil aumentaram muito com o pré-natal, a puericultura, a vacinação em massa; além disso, o acesso ao médico pediatra ficou muito mais fácil. Então, seria lógico esperar crianças, cada dia mais saudável; e que não dessem tanto “trabalho” aos pais, em se tratando de doenças.

A frustração:
De forma genérica, as crianças de hoje adoecem mais e mais seguidamente do que seus pais adoeciam com muito menos recursos disponíveis naquela época.

Onde está o erro? O que não deu certo?

Essas e outras questões; devem analisadas por todos os interessados na saúde das crianças e na própria. Pois, em se tratando de saúde/doença/cura todos temos um tremendo desgaste durante a doença, principalmente na doença infantil. O médico fica com a preocupação e a responsabilidade de acertar sempre, a família com o estresse do medo de ocorrências mais graves e a criança fica com as dores, o mal estar e todos os outros inconvenientes sintomas da doença.

Feito o diagnóstico, receita-se o remédio e prescreve-se uma série de cuidados, e, se a doença ou os sintomas desaparecem rápido todo mundo fica feliz e aliviado; o problema é que, daí a algum tempo, repete-se tudo de novo. Parece uma coisa que não acaba nunca, e o pior é que não se trata de competência profissional ou de falta dela; remédio forte ou fraco; bons ou maus recursos de diagnóstico; senão seria muito fácil e simples resolver o problema.

Um dia; quando o trabalho de educação em saúde começar a dar frutos; nós esperamos que as pessoas; sejam capazes de diferenciar uma doença crônica de outra aguda. E diferenciar uma doença aguda das crises de uma doença crônica; e mais importante, deixem de acreditar em curas mágicas.

Esperamos que uma das clássicas frases:
“Eu e meu filho; nós sofremos de resfriados que não saram”; seja substituída por outra: “eu e meu filho; nós temos freqüentes crises de rinite ou sinusite; que é uma doença respiratória crônica de fundo alérgico que exige esforço e cuidados para ser curada de forma definitiva”.

Para que as recaídas sejam mais espaçadas ou deixem de ocorrer é preciso que algumas causas de formação das doenças crônicas sejam analisadas; claro que, pelas pessoas interessadas:

– Como são construídas as doenças.
– De que forma se aprende a adoecer.
– A condição psicológica da família.
– A influência da personalidade na construção da doença.
– Credulidade e pensamento mágico.
– Construção dos hábitos.
– Hábitos alimentares inadequados.
– A química nos alimentos.
– Como se formam as alergias.
– Baixa imunidade.
– Excesso de medicamentos.
– Alterações no meio ambiente.
– Estresse crônico.
– Influências e parasitoses energéticas.
– A cultura da doença.
– Vários outros…

Imprescindível rediscutir saúde, doença, cura de uma forma mais abrangente; segundo novos olhares; para que os cuidados com a vida e a saúde possam estar mais atualizados – e a sobrevivência da maioria afetada pelo estresse crônico seja garantida.

Um tópico interessante: Aceleração real e da percepção da passagem do tempo; a explicar em parte o porquê de tantas recaídas cada vez mais próximas.

Basta focar apenas uma das leis básicas na nossa vida:

Lei de Causa e Efeito.
No antigo ritmo de pouco tempo atrás; causa e efeito estava bem distante; fazíamos uma escolha hoje; e, os efeitos dela iam se manifestar daí a cinco, dez, cem anos – essa lentidão deu margem a conceitos de crenças bem infantis como: sorte, azar, destino, milagres e sobrenatural e cura sem esforço de reciclagem…

Pura ilusão; pois, segundo a lei de evolução através do trabalho no direito cósmico; a ajuda externa ao ser; apenas cabe entre a causa e o efeito (ação da medicina de qualquer tipo) para não causar distúrbios nem protecionismo. Daí que, no velho ritmo da passagem do tempo cura parciais numa relação tempo/espaço pareciam definitivas.

Porém:
Hoje, perigosamente, causa e efeito começa a sair na foto – escolheu mal; permitiu que outras mentes decidam por você; cuidado; pois, pode não haver tempo hábil de corrigir sem sofrer a ação.

Brincando de pensar:
Até pouco tempo era possível cultuar o hábito de fumar e morrer de câncer com oitenta; enfartar com setenta – hoje, basta três ou quatro anos de vício para conquistar esses objetivos.

Até bem pouco levávamos de vinte a trinta anos para sair de uma artrite para uma artrose; hoje, bastam poucos meses…
Claro que isso vale para todos os nossos problemas; e, não apenas para as doenças que cultivamos.

Finalizamos; alertando para o perigo das recaídas…

Cuidado; pois, em breve; pode não haver mais tempo para colocar em prática as intenções de reciclagem.

Ninguém descobre meu problema! Essa é a melhor das nossas piadas íntimas…

Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 19/08/2010

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