Tapes, RS: O medo venceu a esperança, artigo de Júlio Wandam

“O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma.” Albert Einstein

[EcoDebate] Estes dias atrás, tive o privilégio de assistir mais um capítulo da panacéia pública que é a política de Tapes. Quando se espera que usem a inteligência contra o que julgam e subestimam como ignóbil e desprovido de seriedade, acabam, como diz o “velho deitado” – Deram um tiro no pé!

Pois bem, poucos dias atrás alguém da cidade, um cidadão comum, perguntou-me se “eu” aceitaria algum dinheiro em nome da ecologia. Pois bem, a resposta óbvia é não, mas…, existe um porém, havia dito a ele, existem pessoas que aceitam e se vendem por muito pouco, e até por muito, mas como diz o “velho deitado” de novo; – nunca valem o que lhes pagam para se vender.

Com tal assertiva sobre o que falo, pois fui admoestado com tal proposta, anos depois com tal pergunta, vejo que a sórdida iniciativa de mudar as verdades e comprar pessoas é práxis corrente no meio político local. Aqueles que reclamavam ontem, aplaudem hoje.

A lógica é aquela do Estadista, de que na política, “hoje é uma forma de nuvem, amanhã será outra”.

Com isso, e filosofando para não ser irônico, – eles não gostam de piada, falo sobre um fato que ocorreu na última semana.

Poderia falar sobre outra piada do mês passado, ou do começo do ano, mas falarei sobre uma que chamou a atenção, pois me remeteu ao ano de 2004, quando da vitória da “esperança sobre o medo”; O temido “home do relho”.

Pois sim, já no primeiro mês de 2005, com a “dona esperança” no Paço municipal, está fez com que naufragasse a tal mudança, e algo mudou sim, o medo parece que antes combatido, acabou permanecendo com o poder de alcaide e de asseclas, agora em outras mãos.

Diz que o ditado mais usado na época era, – de que as moscas mudaram e a m… “seria” a mesma. Pois algo mudou, e a m… “aumentou” e as moscas se aliaram e se reproduzem.

Acabam fazendo da m… sua forma e modelo de governar, o que esta muito mal na vista e nariz da população, pois é algo mal cheiroso, e dizem: “Algo cheira mal no Reino da Cidade dos Cavalos”.

Vejam que até calar judicialmente a “voz discordante”, se mostrando veraz a censura “prévia” aos olhos da população; – E de que o medo “delles” acabou sendo usado com o objetivo de impedir um aniversário em praça pública.

Aniversário este carregado de lamentos de diversos “traídos”, segundo; – Pelos que se encastelam no poder. E vejam, nem “chicótinho” eles tinham, para serem temidos nas hostes palacianas.

Pois bem, mais uma vez se escreve um dos capítulos de uma novela de sucessões nas últimas duas décadas, que nos colocam em risco iminente de sucumbirmos num contexto de falta de líderes, lideranças e ideais capazes de mudar um futuro que sempre virá, e disto dependem diversos setores da cidade para que ela sobreviva no mundo competitivo que vivemos.

A sustentabilidade econômica, ambiental e social é necessária ser implantada e não “apenas” pensada, para que esta cidade um dia deixe de ser um atraso e possa avançar em nome do desenvolvimento, em primeiro lugar humano, e depois o material.

Basta você, que lê este artigo pensar, antes de “confirmar” qualquer coisa, e de que o “medo” deve desaparecer ante o florescer da verdade, quando deixaremos de acreditar em histórias da “carochinha” e passaremos a fazer algo pela cidade que vos acolhe.

Júlio Wandam é ambientalista.

* Colaboração do Movimento Ambientalista Os Verdes de Tapes/RS para o EcoDebate, 31/03/2010

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