litorais e litorais-o mar está pra peixe e não para o aço. II Encontro da Rede Manguemar em São Luis do Maranhão Brasil

Por toda a costa brasileira, os ramos industriais, de turismo, de carcinicultura, de pesca predatória vão aquinhoando ou querem aquinhoar mais e mais áreas para os seus projetos. Como se sabe, grandes projetos precisam de enormes áreas para se instalarem e no caso dos litorais nessas áreas moravam e ainda moram milhares de pessoas.É só pegar o mapa do Brasil do sul ao norte: portos, hotéris, criação de camarão em cativeiro, plantas de alumínio e de aço e etc.

Alguns desses projetos estão em planejamento, outros em cosntrução e o restante em funcionamento, consumindo e contaminando água, desmatando florestas tropicais e sendo beneficiados por isenções fiscais. Esses projetos atropelam ou querem atropelar as legislações ambiental e trabalhista. Oferecem algumas migalhas.

Entretanto, o litoral da Alcoa, da Vale do Rio doce, da MMX, da Thyrssen Vonkruppen, dos resorts, da transposição do São Francisco, dos criadores de camarão, da Baosteel não é o mesmo litoral das comunidades agroextrativistas, não é o mesmo litoral da comunidade do Taim, do Limoeiro, do Jacamin e do Iguaraú, municipio de São Luis, estado do Maranhão, e nem o mesmo litoral em que moram comunidades do Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, de Pernambuco, da Bahia, de Alagoas, do Espirito Santo, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Santa Catarina.

No litoral dessas comunidades, o mar está pra peixe, camarão, sururu e caranguejo e não para alumínuio, minério de ferro e aço.

Esse texto é pelo II Enconto da Rede Manguemar em São luis do Maranhão.

Mayron Régis, jornalista do Fórum Carajás.

[EcoDebate, 06/03/2009]

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