Os caminhos no século XXI do desenvolvimento sustentável, por Andréia de Bem Machado e Lauro Charlet Pereira

  Os caminhos no século XXI do desenvolvimento sustentável Andréia de Bem Machado1 Lauro Charlet Pereira2  [EcoDebate] O Relatório Brundtland, no documento intitulado ''Nosso Futuro Comum'', definiu desenvolvimento sustentável como aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as demandas das gerações futuras. Entretanto, os termos sustentável, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável, são conceitos diferentes dentro da literatura acadêmica. Para Prugh e Assadourian (2003), o conceito de sustentabilidade se relaciona com duradouro, por ser flexível

Consórcios de recursos hídricos, rumo a governança na gestão, parte 1/2, artigo de Roberto Naime

[EcoDebate] MATOS (2013) fornece uma visão geral sobre Consórcios Intermunicipais que, atuam de forma integrada aos Comitês de Bacias Hidrográficas, promovendo a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos. Analisando informações coletadas em instrumento próprio, começa explicitando o que são consórcios intermunicipais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os consórcios são acordos firmados entre municípios para a realização de objetivos de interesse comum. Um dos principais motivos para se

Relatório do IPCC e o efeito perverso entre produção de alimentos e mudanças climáticas, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “De pé ó vítimas da fome; De pé famélicos da terra” Hino da Internacional Socialista     [EcoDebate] O relatório “Climate Change and Land”, do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, publicado dia 08 de agosto de 2019, trata da conexão entre o uso da terra e seus efeitos sobre a mudança climática. Existe um efeito perverso de retroalimentação, pois a produção de alimentos aumenta o aquecimento global, enquanto as mudanças climáticas

Recorde de degelo nos polos em julho de 2019, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  [EcoDebate] O mês de julho de 2019 bateu todos os recordes de degelo nos polos, contribuindo para a elevação do nível dos oceanos e servindo de alerta para bilhões de pessoas que moram nas áreas litorâneas. Depois de cinco sucessivos anos (2014, 2015, 2016, 2017 e 2018) de recordes de temperaturas globais, o ano de 2019 caminha para ser o segundo mais quente já registrado. Os meses de junho e

A privatização da Transposição de Águas do São Francisco, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Esses dias Lula reagiu ao fato da Transposição do São Francisco para a Paraíba estar paralisada há vários meses. Ele atribuiu essa responsabilidade ao governo Bolsonaro, chamando essa prática de desumana. O atual governo não reagiu às acusações de Lula. Nossos grupos sociais foram os primeiros a reagir à obra da Transposição, logo que Lula tomou posse. Portanto, as primeiras reações a Lula não vieram da direita brasileira, mas de

Externalidades, parte 2/2 (Final), artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] A questão da internalização de custos sociais e ambientais pode ser tratada segundo a taxa Tobin e do uso de impostos. A taxa Tobin, proposta por James Tobin, se tornou a principal opção em discussão para compensar externalidades apesar de não ter sido nunca implementada. Depende de sua aceitação pelas economias mais importantes. Essencialmente, trata-se de uma taxa aplicada sobre toda e qualquer transação financeira privada entre países. Tal taxa, segundo

Nossa cultura individualista, artigo de Gaudêncio Torquato

    [EcoDebate] São múltiplas as razões para a extensão das redes criminosas que agem à sombra do Estado. Uma das fontes desse poder oculto é a própria Constituição de 88. Parece uma sandice, pela antinomia expressa: a lei maior, no mais elevado pedestal da Pátria, ser responsável por mazelas. Há lógica? Ao abrir o leque de direitos sociais e individuais, a Carta construiu as vigas institucionais com autonomia, liberdade e competência funcional.

Em busca de novos rumos, por Othon Henry Leonardos e Suzi Huff Theodoro

EM BUSCA DE NOVOS RUMOS Othon Henry Leonardos1 e Suzi Huff Theodoro2 1 – Professor Emérito da Universidade de Brasília. E-mail: othonleonardos@gmail.com 2 – Professora do Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural da Universidade de Brasília (PPG-MADER/UnB) Parte da espécie humana está em busca de novos caminhos para escapar da cilada em que se meteu (criada a partir de sua própria insensatez) e que está destruindo a teia da vida, da

Brasil mata e desmata, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “A floresta precede os povos. E o deserto os segue” François-René Chateaubriand (1768-1848)     [EcoDebate] O Brasil é o país que mais mata e desmata no Planeta. As forças retrógradas da nação brasileira persistem e insistem no delito do ecocídio e nos homicídios contra os defensores do meio ambiente, agravando o holocausto biológico. O Brasil é campeão da prática dos crimes socioambientais e ecossociais. Segundo a “Global Forest Watch” o Brasil liderou o desmatamento

As fontes renováveis devem responder por 50% da energia global até 2050, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  [EcoDebate] As energias renováveis continuam apresentando bom desempenho e ocupando um espaço cada vez maior na matriz energética. Pelo quarto ano consecutivo a capacidade adicional de energia renovável instalada foi maior do que a proveniente de combustíveis fósseis. De acordo com a Bloomberg New Energy Finance (BNEF), o contínuo declínio nos custos das tecnologias eólica, solar e de armazenamento de baterias poderá fazer com que o peso das fontes renováveis chegue

O grande aliado dos ‘nucleolóides’, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] Sem dúvida estamos vivenciando um momento trágico da história de nosso país, onde a irresponsabilidade dos veículos de comunicação tradicional, para se dizer o mínimo, pratica a antítese do jornalismo, e de suas boas práticas, se aliando ao atual governo de extrema direita. Assim tem-se mentido, manipulado, e confundido o povo brasileiro. Nunca o dito de José Saramago (Premio Nobel de literatura de 1998) foi tão sintonizado com o

A América Latina submergente, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  [EcoDebate] O Fundo Monetário Internacional divulgou no dia 23 de julho de 2019 as atualizações para o desemprenho da economia global, das regiões e dos países. O crescimento do PIB mundial que estava estimado para 3,3% em 2019 (WEO de abril) caiu para 3,2%. A maior redução ocorreu na América Latina e Caribe (ALC) cujo crescimento estava previsto para 1,4% e caiu para O,6% em 2019. Portanto, a região (com

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