Reflorestamento de áreas degradadas da Amazônia no combate ao aquecimento global

 

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Reflorestamento de áreas degradadas da Amazônia no combate ao aquecimento global

O Dia da Amazônia é um momento oportuno para falar sobre compromissos e contribuições do Brasil no combate às mudanças climáticas

A Amazônia é um bioma que inclui a maior floresta tropical do mundo, com a maior riqueza em biodiversidade do planeta, além de ser uma importante fonte de recursos naturais, serviços ecossistêmicos fundamentais e lar de várias comunidades tradicionais e povos indígenas que dependem diretamente da floresta para o seu sustento.

Apesar de toda riqueza que a Floresta Amazônica dispõe, é seu potencial no combate ao aquecimento global que ganha destaque no momento em que os dados do maior e mais completo relatório sobre mudanças climáticas não deixam dúvidas: as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) causadas pelo homem, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, são responsáveis pelo aumento da temperatura global e seus impactos catastróficos ao redor do planeta.

Trata-se do Resumo para Formuladores de Políticas (SPM) da contribuição do Grupo de Trabalho I ao Sexto Ciclo de Avaliação (AR6 WGI) elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão das Nações Unidas (ONU). O documento apresenta a maior e mais recente avaliação do conhecimento sobre ciência climática a partir do estudo de mais de 14 mil artigos científicos e contou com a participação de 234 autores e 195 governos em sua aprovação.

E no combate às mudanças climáticas, o Brasil tem papel fundamental já que desmatamentos e queimadas representam a principal fonte de emissões no país e a maior parte dessa degradação está concentrada na Amazônia, região que responde por cerca de 14% do carbono assimilado por fotossíntese e abriga 17% de todo o carbono estocado em vegetação em todo o planeta.

Com um compromisso alicerçado em políticas internacionais como o Acordo de Paris, tratado entre nações de todo o mundo para reduzir o aquecimento global, cabe ao Brasil zerar o desmatamento ilegal na Amazônia, implementar o Código Florestal em todo seu território e recuperar 12 milhões de hectares de áreas degradadas de florestas até 2030.

Deste total, pelo menos 4 milhões de hectares reflorestados devem ser na Amazônia, floresta que realiza serviços ecossistêmicos essenciais para a regulação do clima no planeta e onde o Centro de Estudos Rioterra tem desenvolvido, há 22 anos, ações com foco em diminuição das vulnerabilidades sociais, conservação da biodiversidade e mitigação das mudanças climáticas.

Em 2021, mais de mil e setecentos hectares de áreas desmatadas ilegalmente em Unidades de Conservação de Rondônia e em áreas de preservação permanente e reserva legal de propriedades da agricultura familiar do Estado estão sendo restauradas através de projetos desenvolvidos pela organização em parceria com entidades públicas e privadas.

O primeiro reflorestamento em uma Unidade de Conservação do país, por exemplo, foi concluído em Rondônia este ano, quando 270 hectares de uma área ilegalmente desmatadas da Reserva Extrativista Estadual Rio Preto Jacundá foi restaurada com o plantio de 360 mil mudas de mais de 50 espécies florestais e frutíferas nativas, incluindo 5 espécies ameaçadas de extinção.

Em parceria com instituições internacionais, mais 700 hectares em Unidades de Conservação do Estado serão reflorestados nos próximos meses e, pelo projeto Plantar Rondônia, está prevista a recuperação de cerca de 1.100 hectares em propriedades da agricultura familiar.

Ações que permitem a diversificação e geração de emprego e renda para extrativistas e agricultores através do fomento à cadeias produtivas, e possibilitam a formação de corredores ecológicos no entorno de Unidades de Conservação para a dispersão de sementes e a regeneração natural de áreas da região, contribuindo para fixar carbono na vegetação e assim, mitigar mudanças climáticas.

“Mais importante que a quantidade de áreas reflorestadas é a iniciativa de promover ações pioneiras e inovadoras e fazer de Rondônia um exemplo em restauração florestal. Estamos avançando nessa pauta na Amazônia, acumulando experiências sobre reflorestamento. O CES Rioterra é hoje o maior banco de informações e com a maior capacidade de gerar dados sobre processos de reflorestamento na Amazônia em escala e isso tem sido desenvolvido em Rondônia”, enfatiza Alexis Bastos, coordenador de projetos do Centro de Estudos Rioterra.

O projeto Plantar Rondônia é realizado pelo Centro de Estudos Rioterra em cooperação com a Ação Ecológica Guaporé e a Federação dos Trabalhadores Rurais de Rondônia, em parceria com a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e apoio financeiro do BNDES através do Fundo Amazônia.

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 05/09/2021

 

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