Queimadas na Amazônia intensificam

 

Área degradada sendo queimada em polígono de desmatamento recente, identificado pelo Deter 2020 e 2021 e Prodes 2019 e 2020, em Porto Velho, Rondônia. Foto: Greenpeace Brasil
Área degradada sendo queimada em polígono de desmatamento recente, identificado pelo Deter 2020 e 2021 e Prodes 2019 e 2020, em Porto Velho, Rondônia. Foto: Greenpeace Brasil

Queimadas na Amazônia intensificam

A alta dos focos de calor registrada confirma o 3° pior mês de agosto dos últimos 11 anos e comprova que a prioridade do governo atual nunca foi proteger o meio ambiente

Dados divulgados hoje pelo sistema de monitoramento do INPE mostram que, neste mês de agosto, o fogo na Amazônia registrou o número alarmante de 28.060 focos de calor. É o terceiro maior índice para o mês desde 2010, perdendo apenas para 2019 e 2020, sendo que todos esses anos foram marcados pelo governo Bolsonaro e sua política antiambiental. A alta segue, mesmo com o Decreto nº 10.735 em vigor desde 29 de junho, que proíbe o uso do fogo, portanto todas as queimadas registradas em agosto são ilegais.

“Desde 2019, a quantidade de focos de calor registrada em agosto tem atingido patamares absurdos. É como se o governo tivesse criado um “padrão Bolsonaro” de destruição, onde os focos de calor e desmatamento são bem superiores em comparação ao período anterior à gestão de Bolsonaro. Tamanha destruição é resultado de uma visão retrógrada de desenvolvimento que não conversa ou beneficia a maioria dos brasileiros, além de seguir na direção contrária dos esforços para conter a emergência climática”, declara Cristiane Mazzetti, Gestora Ambiental do Greenpeace.

O estado do Amazonas, pela primeira vez no mês de agosto desde ao menos o ano 2000, concentrou o maior número de focos, foram 8.588, 30% do total, seguido do Pará (28%) e de Rondônia (15%). Os números refletem a preocupante escalada do desmatamento na região do sul do Amazonas, que já vinha sendo identificada pelos sistemas de monitoramento.

“Estamos vivendo uma crise na saúde e uma crise climática, ambas agravadas com os recordes de queimadas e desmatamento. Mas ao invés de combater o crime ambiental e garantir o bem-estar dos mais impactados pelos incêndios florestais, o governo federal opta pelo enfraquecimento deliberado das políticas de proteção ambiental, enquanto o Congresso Nacional discute projetos que ameaçam as terras indígenas e que vão estimular mais grilagem, desmatamento e queimadas – PL 2633, PL 490 e outros – expondo ainda mais a saúde do povo brasileiro e contribuindo para novas crises hídricas que deixam a conta de luz dos brasileiros cada vez mais cara”, completa Cristiane.

A ameaça às nossas florestas e seus povos vêm de todos os lados, a tese do Marco Temporal, que propõe que povos indígenas só teriam direito ao território a partir de ocupação física deste no dia de promulgação da Constituição Federal, está em discussão essa semana no STF. O julgamento do caso será decisivo para o futuro dos povos e terras indígenas de todo o país, e portanto, a tese do Marco Temporal precisa ser rejeitada. A demarcação e proteção de territórios indígenas são fundamentais na proteção da Amazônia e no combate às mudanças climáticas.

Fonte: Greenpeace Brasil

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 02/09/2021

 

A manutenção da revista eletrônica EcoDebate é possível graças ao apoio técnico e hospedagem da Porto Fácil.

 

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate com link e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate, ISSN 2446-9394,

Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate

Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

Top