Ecologia e alimentação, artigo de Roberto Naime

 

produtos orgânicos
Os produtos orgânicos mais consumidos são verduras, legumes e frutasFernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

 

Ecologia e alimentação

[EcoDebate] Está generalizado o interesse por uma vida saudável. Muita gente procura práticas e atividades que lhe permitam manter certa qualidade de bem-estar, que contraste com o acelerado ritmo da sociedade que se vive. A busca por uma alimentação saudável no cotidiano se destaca.

No entanto, a invasão de comida rápida que tem tido lugar a nível internacional nas últimas décadas, tem provocado reações dos que se opõem a esta prática. Um claro exemplo é o movimento “Slow Food” promovido a nível internacional.

O “Slow Food” é recente, mas apesar de sua extensão por todo mundo e de possuir representação em mais de 100 países, a opinião pública ainda não está muito posicionada. Existe grande desconhecimento sobre os fundamentos e a essência de seus princípios.

Existe a ideia de que por trás do movimento está uma prática alimentícia dirigida às elites devido ao elevado preço de seus produtos o que produz desinteresse e a ausência da sensação de que o movimento possa gerar contribuir relevante.

O movimento “Slow Food” representa uma associação entre a ética e o prazer da alimentação através da síntese de uma palavra, a “ecogastronomia”. O movimento busca restituir ao alimento, o que atribui como sua dignidade cultural e favorece a sensibilidade do gosto e luta pela preservação e uso sustentável da biodiversidade.

Também protege espécies vegetais e as raças animais, contribuindo com a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação.

O “Slow Food” preconiza o reconhecimento da importância do prazer e dos rituais sociológicos do ato de compartilhar alimentação. Propõe aprender a apreciar as receitas e sabores e reconhecer a variedade de lugares e pessoas cultivando e produzindo alimentos. Respeitando os ritmos das estações e da convivialidade.

As campanhas do movimento “Slow Food” não são atividades na que mobilizem muitas pessoas por desconhecimento, desinformação, preço elevado ou desinteresse e preconceito.

É verdade que a cada vez existem mais sócios do “Slow Food”, que compartilham seus princípios e participam de suas atividades. O movimento está muito bem estruturado e realiza atividades e campanhas em diferentes dimensões sociais.

Traduzido literalmente como alimentação lenta, valoriza o ritual social da alimentação, os produtos locais e os alimentos saudáveis. E vai tendo mais adeptos e se consolidando na opinião pública.

Mas ainda são muitas as pessoas que desconhecem este movimento e que inclusive carecem do interesse necessário para se informar ou preocupar pelo tema.

Apesar das campanhas de comunicação que a associação promove e de ter uma página site completíssima com todo o tipo de informação e de documentos explicativos, o movimento não é conhecido o suficiente.

Isto é uma clara prova de como os interesses da sociedade vão mudando e fazem que uns temas sejam superados em detrimento de outros que passam a um plano principal.

São os cidadãos e toda a opinião pública os que determinam que um tema concreto tenha importância ou não. Os hábitos, os costumes e os interesses formulam valores na opinião pública que são capazes de mobilizar pessoas.

 

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Sugestão de leitura: Civilização Instantânea ou Felicidade Efervescente numa Gôndola ou na Tela de um Tablet [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 09/05/2019

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