Documentário da ONU Mulheres confirma que mais de 80% de homens e mulheres consideram Brasil país machista

 

machismo mata
Foto: EBC

 

Na exibição do documentário Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela igualdade de gênero, jovens estudantes, mulheres e homens demonstravam surpresa, emoções e concordância com as falas dos entrevistados do filme.

O filme tem como principal objetivo, segundo os criadores, a aproximação dos homens ao tema da desigualdade. O documentário é resultado também de uma pesquisa

O documentário é resultado de uma pesquisa feita pela ONU Mulheres, por meio da internet, e respondida por mais de 20 mil pessoas. O resultado aponta que 95% das mulheres e 81% dos homens concordam com a afirmação de que o Brasil é um país machista. Entre os homens, 3% se consideram “bastante machistas”.

Para a representante da ONU Mulheres n o Brasil, Joana Chagas, chama a atenção o fato de que muitas pessoas têm conhecimento dos males do machismo e, mesmo assim, continuam reproduzindo comportamentos sexistas.

Sonora: “É uma mudança muito gradual. Por ser cultural, por ser construída, não quer dizer que é fácil de mudar. Mas a atitude de falar sobre isso e de assumir isso já é uma atitude positiva, já é um primeiro passo para uma mudança real.”

A secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Olívia Santana, falou aos estudantes de escolas públicas de Salvador.

Sonora: “Muita desigualdade, a desigualdade é nacional e impacta fortemente em um estado nordestino, que tem uma trajetória patrimonialista, coronelista, colocando a mulher como propriedade do homem e isso sempre foi naturalizado. De repente, nós estamos remando contra essa maré cultural, estamos na contracultura”.

Olívia Santana destacou ainda a importância da utilização do documentário em salas de aula, empresas, institutos e até no ambiente familiar como forma de desconstruir conceitos machistas que as pessoas acabam reproduzindo inconscientemente.

A íntegra do documentário Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela igualdade de gênero está disponível no YouTube e no site da ONU Mulheres.

Por Sayonara Moreno, da Radioagência Nacional, in EcoDebate, 04/11/2016

 

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