Um exemplo de como árvores e plantas são vítimas de descaso público

 

Falta de aguamento compromete a vida no meio ambiente

 

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[Por Gervásio Lima, para o EcoDebate] Em praticamente todos os espaços públicos de Jacobina, plantas e árvores são ‘castigadas’ pelo recorde de temperatura e pela falta de aguamento por parte da Prefeitura. O termômetro de uma placa publicitária no centro da cidade tem registrado com frequência nos últimos dias 38 graus. A sensação térmica ultrapassa os 40ºC. Aliada às altas temperaturas o abandono das praças, canteiros e jardins é explicito pela falta de água e de outros cuidados como limpeza.

Diversos moradores têm denunciado o problema que chamam de crime ambiental. No Calçadão e imediações, principal área comercial do município, os lojistas e moradores têm regado as plantas dos canteiros existentes no local; uma realidade não muito diferente de outras áreas, independente da localização.

Na Praça 2 de Julho, o abandono é visível. Uma moradora da região, que não quis se identificar, diz que chega a passar mais de 30 dias para a Prefeitura molhar os canteiros. “O aposentado José da Anunciação, afirma que sempre frequenta o local, mas jamais viu algum caminhão ou carro molhando as plantas da praça. “A impressão é que as plantinhas da praça irão morrer por falta de cuidados. Não vejo ninguém fazendo nada para evitar o problema. Acho que isso é responsabilidade do município”, salienta.

Já a dona de casa, Maria Conceição Farias, chama parte da responsabilidade para os moradores próximos a praças e jardins: “Não custa nada jogar água pelo menos uma vez por semana nas plantas em frente a nossas casas. Se a Prefeitura não cumpre o seu papel, devemos assumir a responsabilidade para não deixar as plantas morrerem de sede”, aconselha.

Procurado por nossa equipe de reportagem, o secretário municipal do Meio Ambiente, Ivanilton de Araújo Aquino, reconheceu que existe o problema, mas informou que o aguamento das plantas e podas das árvores fica a cargo de outro setor da administração municipal. “Já recebi algumas queixas sobre o assunto, mas infelizmente esta não é uma atribuição da pasta que estamos à frente”, informou o secretário, sem saber explicar o por que de tal atribuição não ser de responsabilidade do Meio Ambiente. Estranho. Ivan Aquino, como é mais conhecido o secretário, se comprometeu em comunicar o problema para a pasta responsável, que será, ”provavelmente a de Agricultura ou a de Obras”.

A primavera é a estação na qual as plantas despertam de seu “sono de inverno” e precisam de alguns cuidados para que possam se desenvolver adequadamente. Um desses cuidados é serem regadas adequadamente. É uma época em que ocorre o florescimento de várias espécies de plantas. Portanto, é um período em que a natureza fica bela, presenteando o ser humano com flores coloridas e perfumadas. A função deste florescimento é o início da época de reprodução de muitas espécies de árvores e plantas, mas sem água, infelizmente, todo esse ciclo fica comprometido.

Enquanto isso em Jacobina, as plantas são murchas e as flores não tem vida. Paciência, pois só Deus na causa”, desabafa a técnica em enfermagem, Ana Laura Dias.

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

 

in EcoDebate, 23/10/2015


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Alexa

Um comentário em “Um exemplo de como árvores e plantas são vítimas de descaso público

  1. Uma outra besteira gigantesca que se costuma fazer com as pobres das plantas, pelo Brasil afora, é a mania de se varrer a terra.

    Quem nunca viu garis (com ordem para isso, não é culpa do gari, mas do idiota que deu a ordem) varrendo para o lixo as folhas caídas sobre o chão da praça? Aqui em São Paulo, difícil é achar uma praça que não tenha sido varrida, e pela fotografia, fizeram o mesmo em Jacobina.

    O asfalto, o concreto, esses precisam ser varridos, mas a terra não. Na terra, no máximo se deve catar plásticos e assemelhados (até chicletes, deixados no solo, decompõem mais rápido que no lixão). A camada de folhas e galhos secos que se forma embaixo das árvores mantém o solo úmido, serve de abrigo para insetos e minhocas, e vai se decompondo e tornando-se em adubo. Se não for retirada, as praças naturamente se tornam mais férteis e aguentam melhor os tempos de seca.

    Se varrida para longe… bem quando criança eu me espantava com o porque seria que a terra nas praças era aquele tijolo duro, quase mais resistente que o concreto da rua, e depois de grande descobri. Para piorar, quando chove, esse solo atijolado não consegue absorver a água direito, e ela vai embora, junto com qualquer poucos nutrientes que o solo ainda tenha.

    E para evitar isso basta NÃO ter o trabalho de se varrer a praça. Lembrar que terra nunca deve ser varrida. Mais uma coisa que prefeituras no Brasil afora deviam aprender.

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