Modelo tradicional de vida saudável, dieta mediterrânea está sob ameaça, alerta ONU

 

A globalização, os mercados de alimentos e mudanças nos estilos de vida – incluindo os papéis da mulher na sociedade – estão alterando os padrões de consumo no Mediterrâneo.

 


O foco da dieta mediterrânea em óleo vegetal, cereais, legumes e leguminosas, e consumo moderado de peixe e carne, tem sido associado com a vida longa e saudável. Foto: FAO/Ami Vitale

 

A região do Mediterrâneo está passando por uma “transição nutricional”, afastando as pessoas da dieta tradicional, muito reverenciada como um modelo de vida saudável e sistema de alimentação sustentável por preservar o meio ambiente e capacitar os produtores locais, alertou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Essa é a conclusão de um novo relatório apresentado nesta quinta-feira (11) na Expo Milano pela FAO e o Centro Internacional de Estudos Avançados Agronômicos Mediterrâneos (CIHEAM), um grupo de 13 países que cooperam nos domínios da agricultura, alimentação, pesca e territórios rurais da região. Na ocasião, lançaram um chamado para incentivar a conservação dos agroecossistemas do Mediterrâneo que permita a sustentabilidade da dieta local.

“A dieta mediterrânea é nutritiva, integrada às culturas locais, ambientalmente sustentável e apoia as economias locais”, explicou o coordenador do Programa de Sistemas Alimentares Sustentáveis da FAO, Alexandre Meybeck. O foco da dieta mediterrânea em óleo vegetal, cereais, legumes e leguminosas, e consumo moderado de peixe e carne, tem sido associado com a vida longa e saudável.

No entanto, a globalização, os mercados de alimentos e mudanças nos estilos de vida – incluindo os papéis da mulher na sociedade – estão alterando os padrões de consumo no Mediterrâneo, levando-os a comer menos frutas e legumes e mais produtos lácteos e derivados de carne. Os monocultivos e exportação de alimentos de outras regiões também foram apontados como causas dessa mudança.

Informe da ONU Brasil, no Portal EcoDebate, 16/06/2015


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