Tecnologia nas Escolas, artigo de Carlos Sanches

 

opinião
Qual é a real importância da tecnologia nas escolas? Qual é o seu papel e como ela pode, efetivamente, agregar valor ao processo de ensino e aprendizagem?

Vivemos no século 21 e uma crítica muito ouvida no meio educacional é a seguinte: a escola é do século 19, os professores são do século 20 e os alunos, do século 21.

Pois bem, por esse raciocínio, então, só os alunos estão no tempo correto – e sempre estarão -, independente do século em que estejam estudando.

A escola deve se adequar aos novos tempos? Na minha opinião, sim sem a menor sombra de dúvida. E os professores? Também. Agora, como e por que fazer isso?

No meu ponto de vista, o ensino deve ser mais prático e vivencial, com mais laboratórios e experimentações, inclusive nas matérias de humanas, tidas como muito teóricas. Isso não é uma ideia nova. Quem se lembra do movimento escolanovista e o que ele propunha?

Penso que cada escola tem seu projeto pedagógico próprio, sua comunidade, sua cultura e tudo mais. Independentemente disso, aulas por projetos, experimentações, “teatralização” de alguns temas devem ser implantados e incentivados para dar mais significado ao que se ensina e se aprende.

E a tecnologia, como ela pode ajudar? Textos, apresentações, planilhas, vídeos, áudios, entrevistas e outras coisas mais podem ser produzidas a muitas mãos e compartilhadas em nuvem para que todos possam acessá-las a dar o seu pitaco como opinião ou alteração do que está sendo produzido.

A tecnologia, na forma de editores de textos, de editores de áudio e vídeo, de imagens, de planilhas, de conversores, de nuvens, de apresentações, fornece o meio para que o processo de ensino e aprendizagem autoral e colaborativo aconteça de fato.

O estímulo à aprendizagem flui de modo mais intenso e de acordo com as competências ehabilidades – essas, de fato, fundamentais – que se desejam no século em que vivemos.

Estamos no período conhecido como pós-industrial. O foco na atualidade é a autoria e a colaboração. Mais do que conteúdos – que serão sempre importantes, claro – é imperativo saber o que fazer com eles e como os produzir, divulgar e compartilhar.

Não podemos mais ficar apenas despejando conteúdo da forma que fazíamos até o período industrial. Anteriormente, acredito que fazia algum sentido, mesmo sendo favorável a um ensino mais significativo nessa época também, dependendo dos objetivos a serem alcançados.

Mas agora, realmente, não há mais sentido em continuarmos assim. A escola é uma; o mundo é outro. Mas, não se pode ter uma educação significativa sem a tecnologia? Claro que sim! Mas, se a tivermos ao alcance das mãos, por que não a utilizarmos da melhor maneira possível como um meio importante para atingirmos nossos objetivos de ensino e de aprendizagem?

Algumas escolas já estão entrando com tudo nessa área. Veja essa interessante matéria a respeito.

Para finalizar: sou a favor da tecnologia bem utilizada para promover um moderno, atual e significativo projeto de ensino e aprendizagem. Mas, para tal, sempre deve-se consultar um especialista e fazer cursos a respeito. Recomendo um especialista em capacitação docente e um em TI – Tecnologia da Informação.

O primeiro tem expertise na união entre pedagogia e tecnologia e desenvolve um trabalho de capacitação onde se aprende a utilizar a tecnologia como um meio para se atingir os objetivos de ensino e aprendizagem e o segundo é expert em hardware – a parte física: computadores, tablets, wi-fi, etc – que deve ser usado em cada caso e em cada escola. Os projetos são bem peculiares, pois os casos e necessidades de cada escola variam muito.

Enfim, se você é professor, educador, mantenedor de escola ou atua no meio educacional de alguma forma, invista em tecnologia educacional. Os resultados para todos os envolvidos valem a pena.

Por Prof. Carlos Sanches, certificado como Educador em Tecnologia pela Microsoft, de acordo com os padrões da UNESCO

* Artigo enviado pelo Autor e originalmente publicado no blogue TECNOLOGIA EDUCA BRASIL

Publicado no Portal EcoDebate, 13/02/2015

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