Fenômenos extremos de 2013 são coerentes com o aquecimento global, diz relatório da OMM

 

calor
Foto: Carlos Severo/ Fotos Públicas

 

Os vários fenômenos climáticos extremos registrados em 2013 são “indicadores coerentes” da evolução clima provocada pelo aquecimento global, afirma o relatório anual [WMO Annual Climate Statement Highlights Extreme Events] da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado nesta segunda-feira. Matéria da AFP, no UOL Notícias.

A OMM, uma agência da ONU com sede em Genebra, destaca “o impacto considerável das secas, ondas de calor, inundações e ciclones tropicais”.

Também aponta 2013 como o “sexto lugar, empatado com 2007, entre os anos mais quentes já registrados, o que confirma a tendência de aquecimento observada a longo prazo”.

“O número de fenômenos extremos ocorridos em 2013 corresponde ao que era esperado neste contexto de mudança climática provocado por causas humanas”, afirma o documento.

A agência menciona especificamente fenômenos como o frio extremo na Europa e Estados Unidos, as cheias na Índia, Nepal, norte da China, Rússia, Europa central, Sudão e Somália, a neve no Oriente Médio e a forte seca no sul da China e no Brasil.

“Assistimos a chuvas mais abundantes, a ondas de calor mais intensas e ao agravamento dos danos provocados pelas tempestades e as inundações na costa, devido ao aumento do nível do mar. O tufão Haiyan, nas Filipinas, é uma trágica ilustração disto”, afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.

“O aquecimento global não está registrando nenhuma pausa”, disse, antes de destacar a aceleração do aquecimento dos oceanos, que alcançou níveis mais profundos.

“Mais de 90% do excesso de energia retido pelos gases de efeito estufa se encontra nos oceanos”, explicou Jarraud.

“Os gases do efeito estufa estão em um nível recorde, o que significa que nossa atmosfera e nossos oceanos continuarão em aquecimento nos próximos séculos”, alertou.

Após uma análise especial do calor recorde observado na Austrália no verão de 2013, a OMM afirma que os níveis “teriam sido quase impossíveis sem a influência dos gases que provocam o efeito estufa de origem humana. Isto demonstra que as mudanças climáticas geram um forte aumento da probabilidade de certos fenômenos extremos”.

A temperatura média na superfície do globo, incluindo terra emersa e oceanos, foi de 14,5 graus centígrados (C) em 2013, meio grau acima da média calculada para o período 1961-1990, e 0,03 grau C acima do registrado na década 2001-2010, afirma a OMM. Esta já é a década mais quente, segundo os registros.

O relatório afirma que no decorrer do século XXI foram registrados 13 dos 14 anos mais quentes, e que cada uma das três últimas décadas foi mais quente que a anterior.

Os cientistas alertam há muito tempo que cada vez há menos possibilidades de reduzir o aquecimento global a dois graus centígrados na comparação com os níveis prévios à revolução industrial, que é a meta da ONU.

No momento existe um escasso consenso internacional sobre a forma de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, resultantes da atividade industrial, dos transportes e da agricultura.

Alguns cientistas acreditam que a este ritmo, em 2100 a temperatura do planeta terá aumentado em quatro graus ou inclusive mais, o que provocará secas ainda mais graves, inundações, tempestades e fomes.

EcoDebate, 25/03/2014


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3 comentários em “Fenômenos extremos de 2013 são coerentes com o aquecimento global, diz relatório da OMM

  1. Um dos grandes desafios do homem moderno é conseguir distinguir o que é propaganda e o que informação confiável. Estas acima claramente não se enquadram na segunda. Basta acessar as fontes primárias das variáveis climáticas citadas para jogar tudo o que foi dito acima no lixo. Constata-se que a máquina de propaganda para um novo protocolo de Kioto em 2015 já começou. E em alto estilo. O próximo relatório do IPCC (WG2) vem com todo o alarmismo possível, sem que o primeiro relatório (WG1) mostrasse uma evidência cientifica sequer, a não ser os velhos, surrados e falhos resultados de modelos. É fact-free. Nunca esquecer que o IPCC é filho da OMM (WMO). Segue apenas o receituário neo-malthusiano que inspirou toda a palhaçada climática que a elite tenta nos empurrar garganta abaixo desde os anos 1970. Os grandes bancos do mundo esperam ansiosamente os trilhões de um “mercado de ar quente”.


  2. “O aquecimento global não está registrando nenhuma pausa”, disse, antes de destacar a aceleração do aquecimento dos oceanos, que alcançou níveis mais profundos…


    ““Assistimos a chuvas mais abundantes, a ondas de calor mais intensas e ao agravamento dos danos provocados pelas tempestades e as inundações na costa, devido ao aumento do nível do mar. O tufão Haiyan, nas Filipinas, é uma trágica ilustração disto”, afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.
    “”

    Se vc não pode explicar a “pausa”, vc não pode explicar a causa…
    I
    Novo artigo descobre que o nível do mar tem desacelerado desde 2002, com a “pausa” no aquecimento global.

    The rate of sea-level rise

    Anny Cazenave,
    Habib-Boubacar Dieng,
    Benoit Meyssignac,
    Karina von Schuckmann,
    Bertrand Decharme
    & Etienne Berthier

    Affiliations
    Contributions
    Corresponding author

    Nature Climate Change
    (2014)
    doi:10.1038/nclimate2159

    Received
    16 October 2013
    Accepted
    04 February 2014
    Published online
    23 March 2014

    http://www.nature.com/nclimate/journal/vaop/ncurrent/full/nclimate2159.html

    Apenas 2 das afirmações que não condizem com os fatos. Sim, a “pausa” no aquecimento global existe! e não, o nível dos mares está dentro da normalidade dos últimos 8 mil anos. Absolutamente nada de anormal com o nível dos mares, assim como nada de anormal com o tufão Yolanda. Apenas propaganda e alarmismo calculado (ou será desespero mesmo ?).

Comentários encerrados.

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