Pesquisador de Yale alerta sobre impactos socioambientais da produção de biocombustíveis

Os impactos ambientais e sociais da produção de biocombustíveis foram discutidos na tarde desta terça-feira (4) na Unicamp pelo pesquisador e docente da Escola de Estudos Florestais e de Meio Ambiente da Universidade de Yale, Robert Bailis. Bailis, doutor em energia e recursos pela Berkeley University e mestre em física pela Northwestern University, estuda a produção de combustíveis em países emergentes, como Brasil e Índia. “Meu estudo trata das relações entre sociedade, ambiente e uso da energia, sobretudo em países subdesenvolvidos. Pesquiso a utilização da bioenergia no uso doméstico e de transportes”, contou o docente, durante palestra a alunos e convidados no auditório da Biblioteca Central Cesar Lattes.

No evento, que aconteceu como parte da visita da delegação da Universidade de Yale à Unicamp, o pesquisador destacou os fatores para o aumento da produção de biocombustiveis. Ele citou o alto custo do petróleo; os custos ambientais gerados pela produção de combustíveis tradicionais; e o incentivo à agricultura doméstica, principalmente nos Estados Unidos. “Porém, os biocombustíveis, como o biodiesel, ainda são mais caros que combustíveis tradicionais”, ponderou.

Robert Bailis alertou também para os impactos sociais e econômicos da produção de biocombustiveis. O pesquisador criticou a utilização do milho norte-americano como matéria prima para produção de etanol e o consequente aumento do preço dos alimentos. Sobre os países emergentes, ele apontou as más condições dos trabalhadores do campo. “Há muitas políticas públicas que regulam a produção de biocombustiveis ao redor do mundo. Mas elas se preocupam em sua maioria sobre os aspectos formais dessa produção, deixando de lado os aspectos sociais”, afirmou. O docente da Universidade de Yale foi apresentado pelo professor Antônio José da Silva Maciel, da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri).

Matéria do Portal UNICAMP, publicada pelo EcoDebate, 07/10/2011

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