Criação de florestas artificiais que absorvam dióxido de carbono (CO2) é uma possibilidade de adaptação ambiental

De acordo com o estudo, as árvores artificiais têm a capacidade de absorver cerca de mil vezes mais CO2 que as árvores comuns. www.imeche.org

De acordo com o estudo, as árvores artificiais têm a capacidade de absorver cerca de mil vezes mais CO2 que as árvores comuns. www.imeche.org
De acordo com o estudo, as árvores artificiais têm a capacidade de absorver cerca de mil vezes mais CO2 que as árvores comuns. www.imeche.org

O Instituto de Engenheiros Mecânicos do Reino Unido divulgou esta semana as primeiras imagens nas quais se pode ver qual o possível aspeto das florestas artificiais. Este é um projeto desenvolvido pelo instituto para reduzir o impacto ambiental através da utilização da geo-engenharia.

As florestas compostas por árvores artificiais, que absorvem o dióxido de carbono (CO2), são apenas uma das propostas do programa “Arrefecer o Planeta”, desenvolvido pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos.

Edifícios refletores para reduzir a radiação solar absorvida pelo planeta é outra das propostas do programa, assim como edifícios revestidos por algas, organismos que transformam CO2 em oxigénio através do processo de fotossíntese. As algas seriam recolhidas periodicamente e transformadas em biocombustíveis.

Como funcionam as árvores artificiais?

Comparativamente com as árvores comuns, as árvores artificiais têm a capacidade de absorver cerca de mil vezes mais CO2 da atmosfera, refere o relatório publicado pelo instituto.

Klaus Lackner, professor na Universidade de Columbia e responsável pelo estudo, estima que uma árvore com a dimensão de um contentor marítimo, a funcionar 24h por dia, possa capturar cerca de uma tonelada de CO2 por dia.

O CO2 seria capturado através de um filtro e posteriormente removido através de vapor de água, sendo então armazenado pelo processo convencional de armazenamento de carbono, refere o relatório.

Cada árvore custará 20 mil dólares (cerca de 14 mil euros).

Programa “Arrefecer o Planeta” aposta na adaptação

O objetivo do Instituto de Engenheiros Mecânicos do Reino Unido passa essencialmente por adaptar o planeta, através da geo-engenharia, às mudanças climatéricas provocadas pela emissão de gases para a atmosfera e pelo aquecimento global.

“Duas décadas de tentativas falhadas para diminuir os impactos ambientais deveriam ser uma chamada de atenção” refere o relatório do estudo, onde se acrescenta que os governos estão ainda muito focados em reduzir as emissões de CO2, quando deveriam estar já a pensar em soluções de adaptação ambiental.

O programa “Arrefecer o Planeta”, proposto pelo instituto, centra-se assim na questão da adaptação às mudanças que já ocorreram e na prevenção de mudanças futuras, através de medidas como a implementação das florestas artificiais para a absorção de CO2 da atmosfera.

Florestas artificiais: uma possibilidade de adaptação ambiental – Criação de florestas artificiais que absorvam dióxido de carbono é uma possibilidade que pode estar cada vez mais próxima.

Reportagem de Ana C. Oliveira (www.expresso.pt)

EcoDebate, 29/08/2011

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5 comentários em “Criação de florestas artificiais que absorvam dióxido de carbono (CO2) é uma possibilidade de adaptação ambiental

  1. Muito triste saber que já estão pensando numa terceira fase na luta contra o aquecimento global, a da adaptação planetária, sem que houvesse uma real chance da segunda, que seria a diminuição do CO². Mais triste ainda é saber que a que deveria ser a primeira, a mudança nos padrões de consumo e no relacionamentos interpessoais e com o meio ambiente, nem foi cogitada…

  2. Será que vão criar animais silvestres artificiais também? Esse tipo de solução acaba incentivando mais ainda a devastação voraz do planeta terra.

  3. Lamentável ver este tipo de semente crescer em solo árido as custas de uma justificativa fragmentada e desconexa.
    Já não basta as consequências desta insistência de dominação do homem pela natureza?
    Que tal olharmos a natureza com devido respeito, e estudá-la de tal forma a exercitarmos o domínio de si, desenvolvendo assim ciências como o da convivência, do consumo responsável, da construção bioética…

Comentários encerrados.

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