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DETER/INPE: Desmatamento atinge 19,2 km2 de floresta na Amazônia no primeiro bimestre

Em janeiro e fevereiro, 19,2 km2 de áreas desmatadas foram apontadas pelo DETER, o sistema de alerta baseado em satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que verifica a ocorrência de corte raso ou degradação progressiva na Amazônia Legal.

Recentemente o INPE aumentou a frequência do repasse ao IBAMA das informações obtidas com o DETER. Enquanto antes os dados eram enviados a cada quinzena, agora no máximo a cada três dias o órgão de fiscalização recebe um comunicado parcial sobre a operação do sistema, havendo ou não novos desmatamentos.

Primeiro bimestre
A maior parte do desmatamento foi verificada em janeiro, mês em que 85% da área da Amazônia esteve encoberta por nuvens. Em fevereiro, a cobertura atingiu 93% da região. A tabela a seguir relaciona os estados onde foi detectado o total de 19.2 km2 no primeiro bimestre de 2011.

JANEIRO
FEVEREIRO
Maranhão
3,60 km2
0,70 km2
Mato Grosso
13,95 km2
0,44 km2
Pará
0,52 km2
——-
TOTAL
18,07 km2
1,14 km2

Entre novembro e abril, que consiste na época de chuvas na Amazônia e se torna mais difícil a observação por satélites devido à intensidade de nuvens que cobrem a região, o INPE divulga os resultados do DETER agrupados por bimestre. No restante do ano os relatórios são mensais. É importante salientar que o sistema mantém sua operação regular durante todo o período de chuvas.

Todas as informações obtidas pelo sistema vão para o site do INPE cerca de um mês após o final do período analisado pelo DETER, para não prejudicar as ações de fiscalização. Os relatórios completos estão disponíveis na página: www.obt.inpe.br/deter

Sobre o sistema DETER
Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do DETER não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da floresta amazônica. Por estes motivos o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos.

O sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Em operação desde 2004, o DETER é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do DETER são enviados quase que diariamente ao Ibama, responsável por fiscalizar as áreas de alerta.

Como o DETER utiliza dados do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, é possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. O INPE reitera que nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema, devido à cobertura de nuvens. Contudo, a menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Os números apontados pelo DETER são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta também um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos os dados relativos ao DETER, são públicos e podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter

Fonte: INPE.

EcoDebate, 07/04/2011

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