Ibama flagra plantio ilegal de soja transgênica na Serra da Bodoquena

Ibama flagra plantio ilegal de soja transgênica na Serra da Bodoquena

Depois de percorrer mais de 800 km de carro só no entorno do Parque Nacional da Serra da Bodoquena terminou hoje de manhã a fiscalização do plantio ilegal de soja nessa área realizada por técnicos do Ibama de Mato Grosso do Sul, Goiás e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O parque têm 76 mil hectares e está localizado numa região ainda preservada do Estado de Mato Grosso do Sul e tem por perto o Campo dos índios, a Reserva indígena Kadwéu, uma área também ainda preservada e que demanda atenção especial do Ibama no Estado pela proximidade entre as duas unidades que precisam ser protegidas.

Com a ajuda do setor de geoprocessamento do Ibama, foram escolhidos 39 alvos localizados ao longo do entorno do parque, com base no decreto 5950 de 31 de outubro de 2006 que “estabelece os limites para o plantio de produtos geneticamente modificados em áreas que circundam as unidades de conservação”.

No caso do Parque Nacional da Serra da Bodoquena o limite para o plantio da soja é de 500 metros a partir do seu perímetro, na zona de amortecimento e totalmente proibido na área interna do parque. As regras foram definidas pelo Conama para preservar a integridade da biodiversidade do parque sem riscos de seu comprometimento.

Os fiscais do Ibama percorreram as fazendas localizadas no entorno do parque e flagraram 88,3 hectares de plantio ilegal da soja, sendo que 17,9 hectares foram encontrados dentro da área do parque. A equipe conjunta de técnicos percorreu os limites do parque durante três dias munida de kits que permitem a verificação “in loco” do tipo de soja plantada no local. Os fiscais também apreenderam uma armadilha para fauna silvestre em uma das fazendas.

Com a fiscalização, a Divisão de Proteção Ambiental do Ibama em Mato Grosso do Sul quer proteger a biodiversidade das unidades de conservação, consolidar o Parque Nacional da Serra da Bodoquena como uma unidade de conservação e proteção integral e preservar a riqueza de fauna e flora dos biomas pantanal e cerrado em que estão incluídas as unidades de conservação do Estado diz Luiz Benatti, chefe da Dipam do Ibama/MS, que também esteve à campo nesta empreitada.

Texto: Mariza Pontes de Oliveira, Ascom Ibama/MS
Foto: Dipam/Ibama/MS

EcoDebate, 02/03/2011

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