Ibama intensifica combate a crimes ambientais em Altamira, no Pará

O Ibama já aplicou cerca de R$ 2,5 milhões em multas durante a operação Feliz Ano Novo, deflagrada nesta segunda-feira (03/01), em Altamira, no oeste do Pará. Entre os principais alvos dos fiscais estão ilícitos ambientais como extração ilegal de argila, transporte e exploração irregular de madeira, falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal e ausência de licenciamento ambiental.

Na primeira investida da operação, o Sindicato dos Oleiros de Altamira foi autuado em R$ 1 milhão por extrair argila e fabricar tijolos sem licença do órgão ambiental municipal. O negócio, que acabou embargado, funcionava irregularmente havia anos no centro do município, às margens do Igarapé Panela, uma área de proteção permanente, logo não edificável. A proprietária do terreno também foi multada em R$ 42 mil, pelo desmatamento de oito hectares de mata ciliar.

Dez fazendas já autuadas pelo Ibama por desmatamento foram novamente penalizadas, agora por quebra de embargo, por não ter interrompido a atividade pecuária na área ilegalmente desflorestada. Desta vez, juntas, elas foram multadas em R$ 1,2 milhão. Todos os proprietários foram notificados a retirar o gado das terras em 60 dias, sob pena de novas autuações, além da apreensão do rebanho. Um pecuarista de Brasil Novo, a 50 kms de Altamira, ainda foi multado em R$ 210 mil por desmatar 42 hectares de florestas nativas.

“Este ano, vamos intensificar todas as ações de repressão aos crimes ambientais na região”, promete o chefe do Escritório Regional do Ibama em Altamira, Lisarbson Messias. Segundo ele, a operação Feliz Ano Novo prossegue sem prazo para terminar.

Texto de Nelson Feitosa – Ascom/Ibama/PA

EcoDebate, 11/01/2011


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Um comentário em “Ibama intensifica combate a crimes ambientais em Altamira, no Pará

  1. Qualquer país do mundo com o propósito de preservar os recursos naturais teria que estar a frente das atividades ilícitas. A aplicação de multas decorrente das atividades não contribui para a preservação, ou seja, as vezes os autuados nem se importam. Os milhões arrecadados, se arrecadados, passam a ter caráter de receita. Assim, caminhamos para um estágio, onde certamente testemunharemos o colapso ambiental. Toda receita advinda das atividades ilícitas serão insignificantes na hipótese de um possível investimento na recuperação dos recursos degradados. Na minha opinião, os governos deveriam abrir concurso para milhares de agentes e esses deveriam receber infraestrutura para evitar os crimes ambientais. Aliás, isso deveria deveria ser aplicado na área ambiental e também nas outras, exemplo: saúde, segurança pública, defesa civil etc. Concluindo, se conseguíssemos esse avanço na capacidade profissional das corporações fiscalizadoras poderíamos então admitir que agora sim o governo estaria fazendo frente as atividades ilícitas. Do contrário vamos nadar, nadar e morrer na praia, essa contaminada, obviamente.

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