Inclusão digital e educação pública, artigo de Antonio Silvio Hendges

[EcoDebate] As tecnologias da informação e a revolução digital tornaram-se ferramentas essenciais das atividades cotidianas. Possibilitam divulgar e receber informações instantâneas em grande escala e de várias fontes. As relações com o tempo e o espaço se alteraram: é possível armazenar, processar e analisar uma enorme quantidade de dados, que podem ser usados como suporte de decisões e no desenvolvimento e ampliação de capacidades pessoais e coletivas. Com a web, as informações, o conhecimento e a produção cultural se apresentam em uma grande variedade de formas como textos, imagens, sons e sites interativos, viabilizando a integração entre vários assuntos.

As influências que as informações (ou sua ausência) exercem sobre os indivíduos, países e regiões tornam imperativo que a educação pública utilize estas ferramentas para melhorar a qualidade do ensino e garantir o acesso da comunidade escolar aos recursos técnicos e operacionais necessários. A construção coletiva dos conhecimentos de modo interativo e facilitador, a sustentabilidade e o desenvolvimento humano devem ser os objetivos.


A formação dos educadores, a adequação dos espaços escolares, a capacitação das gestões administrativas, a atualização das práticas pedagógicas e investimentos adequados são indispensáveis em uma educação inclusiva nesta “era do acesso”, conforme Jeremy Rifkin.

A inclusão digital deve ser meta da educação pública e as escolas devem disponibilizar à comunidade escolar laboratórios de informática, telecentros, cursos básicos e avançados sobre hardware e software, estando adequadas para pesquisas e atividades, inclusive além dos horários das aulas. Os gestores do ensino devem estimular a comunidade escolar na realização de projetos objetivos que facilitem a inclusão e fortaleçam a cidadania, adotando programas livres e organizando os espaços físicos dos estabelecimentos de ensino às necessidades comunitárias.

É indispensável compartilhar as informações, a inteligência e o conhecimento, assegurando aos cidadãos a possibilidade de dominar as tecnologias utilizadas, erradicando o analfabetismo digital e desenvolvendo o país para produzir e não somente consumir conhecimentos e tecnologia.

* Colaboração de Antonio Silvio Hendges [E-mail: as.hendges{at}gmail.com], Professor de Biologia e Agente Educacional no RS, para o EcoDebate, 15/06/2010

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