Desenvolvimento sustentável: Cuidado ambiental dá lucro, artigo de Aroldo Cangussu

[Ecodebate] A revista Veja dessa semana trás uma importante matéria sobre o meio ambiente cujo assunto eu já havia comentado aqui. Trata-se de que, ao cuidar do meio ambiente, a empresa está, na verdade, cuidando da sua própria saúde financeira.

Explico melhor: economizando energia, reutilizando a água e reduzindo o lixo, a empresa está, naturalmente, diminuindo os custos de produção e ajudando a natureza. A revista menciona algumas empresas que já adotaram medidas de preservação do meio ambiente com reflexos diretos na sua performance econômica.


Além da consciência ecológica adquirida pelos dirigentes e funcionários, as empresas agora entendem que reduzir os impactos ambientais é uma das maneiras de aperfeiçoar os processos industriais e maximizar os lucros. Já é consenso no meio empresarial que o meio ambiente e a produção industrial estão absolutamente interligados, pois qualquer produto que chega ao mercado é oriundo de algum tipo de exploração de recursos naturais. Veja o caso da mineração, por exemplo, altamente indispensável na vida moderna já que quase tudo que nos rodeia é proveniente dela. As paredes das nossas casas contêm areia, argila e cal – no mínimo – que precisam ser extraídas da natureza. Os automóveis, eletrodomésticos e ferragens de todo o tipo são feitos de aço que, feito de minério de ferro, também é recurso natural.

Desde sempre o homem vem explorando os recursos naturais da Terra como se eles fossem durar eternamente. Agora, nessa geração, a “ficha caiu”. Sabe-se que eles são finitos e, por isso, devem ser preservados ao máximo. A água é emblemática nesse assunto: sempre se imaginou que a água fosse um bem durável e permanente, à disposição de todos gratuitamente, portanto para ser utilizada ao bel prazer de quem quer que fosse. Sabe-se atualmente que não é bem assim. Como bem diz a Lei 9.433/1997, a “Lei das Águas”, a água é um bem de domínio público, é um recurso natural limitado e dotado de valor econômico.

O desenvolvimento sustentável é aquele definido pelo Relatório Burtlandt na Conferência da Noruega na década de 80: “é o modelo de desenvolvimento que leva em consideração, além dos fatores econômicos, o bem estar da comunidade e a conservação do ambiente nos dias atuais e no futuro”.

É isso que as empresas modernas, felizmente, estão finalmente percebendo que, para a sua própria sobrevivência, precisam adotar.

As empresas poluidoras e consumidoras de recursos naturais sem sustentabilidade estão fadadas a desaparecer sem contemplação e sem ajuda do governo.

* Aroldo Cangussu é engenheiro, ex-secretário municipal de meio ambiente de Janaúba e diretor da ARC EMPREENDIMENTOS AMBIENTAIS LTDA.

EcoDebate, 15/06/2010

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