Estresse crônico: estamos na fase de exaustão, artigo de Américo Canhoto

[EcoDebate] ‘É nóis na foto mano’! Não importa a língua em que estejamos nos comunicando; ou em que rincão de Gaia nós estejamos – a maior parte dos candidatos a terráqueos da nova era são manos cósmicos.

Na ânsia de aproveitar a vida moderna; as novidades da tecnologia; o conforto; e sob o lema de viver a vida a mil; que representa a filosofia popular do “nóis capota mais num breca”; estamos correndo em direção a um desastre individual, social e planetário quase que irreversível; pois, da mesma forma que exaurimos nossa capacidade de adaptação orgânica, mental, psicológica e afetiva; destruindo nosso ecossistema íntimo; familiar e social; caminhando rapidamente para a aridez de criatividade e de afetividade – fazemos a mesma coisa com a natureza cujos ecossistemas não terão tempo de se recompor – não é possível sustentar esse ritmo de destruição; provavelmente o corpo físico da maioria de nós não suportará mais alguns meses ou anos desse estilo de vida; fatalmente teremos morte em massa na arena das competições modernosas; o que não é de todo ruim para o planeta e para a natureza; que terá mais tranqüilidade para se refazer sem a presença física de tantos exterminadores do futuro.

A sorte ou o azar é que nós somos; ou éramos; seres adaptáveis.

Talvez o criador deste universo tenha se enganado ao nos dotar com uma imensa capacidade de adaptação; e resolveu mudar a senha do nosso código genético; daí a farra terminou – o discurso da natureza é outro; as opções são: ou muda ou muda; ou usa a inteligência ou morre.

Tal e qual a paciência de Deus, nossa capacidade de adaptação dava a impressão de infinita – exemplo: habitamos o planeta todo; do pólo norte ao pólo sul nas condições mais extravagantes de clima, dieta e condições de vida – como se diz no popular: nós nos acostumamos com tudo.

Suportávamos relativamente bem as “agressões naturais do meio ambiente” e as auto-agressões esporádicas ou contínuas (estresse agudo e crônico).
Tanto nos acostumamos com tudo; que banalizamos a violência, a falta de ética na postura do levar vantagem em tudo; e pasmem os ETs que nos assistem de longe (medo de que essa doença seja contagiosa); nós imaginamos que podemos nos adaptar a algo tão mortal quanto o estresse crônico – hoje, andar estressado, é justificativa, desculpa; e sinal de status social – muitas pessoas se vangloriam de serem viciadas em adrenalina; e até vivem correndo atrás de coisas radicais; adoram “emoções fortes”…

Mas, as coisas não são bem assim. Depois, choramingam e reclamam: Não sei por que tanta crise de herpes! – Essa rinite não me larga! – Vivo resfriado! – Minha imunidade anda muito baixa! – Preciso achar um médico bom; os que eu tenho consultado não estão acertando com meu problema! – Etc.

Para ajudar os leitores a entender onde mora o perigo; fiz um breve apanhado do conceito de estresse e SGA para não continuarem viajando na maionese dos conceitos; e desocuparem logo a moita depois da diarréia evolutiva.

O conceito de estresse crônico está atrelado ao científico: Síndrome Geral de Adaptação.

CONCEITOS DA SGA

Para dar uma visão panorâmica do assunto ao leitor; busquei em E. Chapadeiro no cap 25 do livro “Patologia Geral Básica” de Bogliolo e colaboradores, que nos diz que segundo Selye (1937 a 1955 e Seg.):

O organismo reage tanto em situações cotidianas quanto em experiências de laboratório (o que é Gaia, nós, e o universo; senão um grande e maravilhoso laboratório da vida) às agressões, da seguinte forma:

Com respostas defensivo – adaptativas específicas através das células, tecidos ou sistemas contra os quais é dirigida (exemplo da moda: vacinas). E, também segundo uma resposta defensivo- adaptativa mais geral e inespecífica.

Essas situações são provocadas pelas mais variadas agressões: vacinas, calor, frio, infecções, drogas, toxinas, processos mentais, psicológicos, descontrole emocional, estafa…; essa resposta envolve vários órgãos e sistemas tornando-os hiperfuncionantes.

Qualquer que seja o agente agressor cria um estado de sofrimento (tensão) que, se prolongado afeta o indivíduo como um todo.

O estresse resulta na interação entre o dano e a defesa.

O próprio sistema de defesa pode começar a gerar danos secundários (doença auto-imune ou auto-agressão).

A SGA evolui em três fases:
1- Reação de alarme
2- Fase de resistência
3- Fase de exaustão

Reação de alarme:
É a soma de todas as reações não específicas para as quais o organismo não está ainda adaptado. Caso a agressão sistêmica seja moderada é possível a recuperação; e essa fase se divide em duas: a de choque e a de contrachoque que é a reação natural contra o choque e baseia-se no aumento da atividade.

Fase de resistência:
É a soma de todas as reações não específicas geradas pela exposição demorada a estímulos aos quais; o organismo se adaptou.
A adaptação a determinado agressor é acelerada ás custas da diminuição contra outros tipos de agentes (a compreensão dessa fase da SGA nos ajuda a entender as doenças recorrentes infantis e as atuais “epidemias” de herpes e candidíase, viroses).

Fase de exaustão (popular fim da picada):
Devido à permanência e á intensidade da situação toda a fase de resistência não pode ser mantida e o equilíbrio se rompe.

Vamos fazer uma brincadeira com nosso entretenimento favorito modernoso, cinema e TV.

Para muitos de nós adultos atuais, a exposição a emoções como filmes, por exemplo, resumia-se a matinês no fim de semana ou lá de vez em quando um cineminha á noite – nesse dia nós estávamos expostos á um derrame de emoções com direito a choro incontido; ou a descargas de adrenalina (que equivale a um estresse agudo); depois nossa vida retornava ao normal sem danos – Equivalia a uma reação de alarme da SGA incapaz de nos trazer problemas ou doenças; até por que tínhamos uma vida também muito corporal e não apenas mental e emocional.

Quando começamos a entrar na modernidade e a TV chegou ás nossas casas; fomos submetidos a uma maior e mais amiúde carga de “emoções fortes”, que ao nos hipnotizar liberavam mediadores químicos como adrenalina, cortisol, vasopressina e outros; como o tempo não dá cria; em conseqüência desses novos hábitos; nossa atividade corporal diminuiu e entramos na fase de resistência do SGA – claro que as doenças e problemas de todos os tipos aumentaram; apenas pareciam ter diminuído pela maquiagem gerada pela indústria farmacêutica com os populares remédios e os exames de laboratório e novas técnicas cirúrgicas e outros progressos…

No mundo pós-moderno do tudo a mil por hora a exposição á lavagem cerebral é tão intensa que basta dar uma olhada em torno para perceber que chegamos á fase de exaustão da SGA (cada família e na dos conhecidos tem ao menos um defunto ao ano; um ou mais com câncer; mais da metade toma remédios de uso contínuo e outras modernidades da saúde).

Mas, como o criador deste universo para se redimir mudou a senha do código genético:

Nada mais será como antes: remédios não vão maquiar mais nada – Exemplo, tenho recebido pacientes com graves crises de alergia ao anti-alérgico; que sempre tomou – começa uma crise de rinite e toma o remedinho que sempre o ajudou a empurrar com a barriga a fase de resistência da SGA e vai parar na UTI – entramos com tudo na fase final do processo.

Outra paródia poder ser criada com as atividades escolares cada vez mais estressantes – até alguns anos tínhamos provas bimestrais ou mensais – as crianças de hoje tem provas diárias – uma rotina mais maluca do que a dos pais – cursos e mais cursos de atividades extra – curriculares e depois a “obrigação” da atividade física (pois, a família está pagando a aula de natação, futebol, balé; etc.).
Alguém pode me dizer por que motivo as crianças de hoje vão morrer bem antes que seus pais e avós? – conforme colocamos no artigo “Estresse crônico – a criança em perigo” no http://pequenosdescuidosgrandesproblemas.blogspot.com –

Mecanismos de formação da SGA:

Seyle admite duas hipóteses: a da energia de adaptação ou adaptabilidade e a das inter – relações funcionais.

Experiências mostram que a resistência aumenta durante a fase de contrachoque; mas, quando já adquiriu um alto grau de adaptação ao agente ao qual foi exposto torna-se totalmente vulnerável a outras agressões; até mais simples (um dos efeitos colaterais do excesso de vacinas). Isso significa que o organismo possui uma cota determinada de energia de adaptação.

Os cientistas admitem ignorar as vias de adaptação das inter- relações funcionais da SGA.

Que podem ser mais facilmente compreendidas quando se conhece a ação do eletromagnetismo e a anatomia extrafísica: perispírito; corpo mental – emocional ou psicossoma; duplo etérico; centros de força (chakras); meridianos e pontos de acupuntura; plexos nervosos; sistema glandular; órgãos e células.
As células cumprem as ordens mentais através de mecanismos eletromagnéticos; e as mitocôndrias funcionam como “baterias de energia vital”.

Modificações no metabolismo na SGA:

A elevada produção de corticóides; glico e mineralocorticóides endógenos (glândula supra-renal); responde pela manutenção na fase de contrachoque – gerando alterações metabólicas.

Qual a razão da dança da pressão e da glicemia e da “epidemia” de diabetes? Por que estou diabético se quase não consumo açúcar?

Metabolismo glicídico (açúcar; hidrato de carbono):
A partir da reação de alarme institui-se uma hiperglicemia de emergência, causada em especial pela descarga de adrenalina, logo pode cair a nível de hipoglicemia de choque, que pode elevar-se novamente na fase de resistência; seguida pela hipoglicemia terminal na fase de exaustão – no mundo a mil por hora da atualidade criamos “o manoso reboleixon” da glicemia.

Na fase de adaptação a um determinado agente estressante; depois que a glicemia voltou ao normal; a exposição a outro agente que gera reação de alarme orgânico tende a produzir uma hipoglicemia bem mais severa.

Metabolismo dos minerais:
No choque os cloretos sistêmicos caem muito, sendo seqüestrados para o líquido intersticial e cavidades: pleura, abdominal, pericárdica. O sódio acompanha o processo em menor escala. O potássio sangüíneo eleva-se durante a fase de choque; essas alterações envolvem um estado de insuficiência cortical da glândula supra-renal durante a primeira fase do alarme. Os fosfatos aumentam na fase de choque e tendem a cair abaixo do normal durante a fase de resistência. Segue a mesma linha o fósforo.

Metabolismo protídico (proteínas):
Na reação de adaptação e na fase de exaustão há degradação de proteínas considerável; denunciada pelo aumento no sangue de nitrogênio total não-proteíco, de polipetptídios, de ácidos aminados, uréia e ácido úrico; o balanço de nitrogênio torna-se negativo.

Atenção perigo!
Suspeita-se que durante a reação adaptativa o tecido linfóide seja atacado e destruído pela ação dos corticóides – esse é um dos grandes problemas da atualidade: a destruição do sistema imunitário das pessoas e que não será resolvido com maquiagem que remédios nem químicos ou naturais; apenas com mudança de hábitos e de postura frente ás razões de ser vivente.

Metabolismo lipídico:
A perda de tecido gorduroso durante a reação adaptativa é um fato marcante. Na fase de resistência; ela se reconstituí; e pode superar a quantidade normal, para diminuir novamente na fase de exaustão. Mudanças no colesterol também seguem a mesma linha – o estresse crônico é um dos motivos da dosagem de colesterol andar no topo da moda – a carência de valores de existir é tanta que muita gente passa a ter como objetivo de vida mais imediato: manter o colesterol sob controle (claro que, quase sempre com a maquiagem remediosa).

Voltando á nossa brincadeira: um filminho ou matinê de vez em quando (fim de semana) emagrecia e a TV da atualidade engorda – sem precisar assistir atacando a geladeira e mastigando ou ruminando (vivemos na era do refluxo) alguma coisa.

Ação da SGA nos órgãos e sistemas:

Espero que fique claro que as alterações geradas no corpo a partir dessas reações de ataque – defesa – adaptação – esgotamento são profundas no organismo como um todo. As mais importantes são as causadas ao sistema endócrino especialmente na adenipófise e na supra – renal.

Adenipófise:
Todas as suas células são atingidas com muitos efeitos como a parada do crescimento somático devido a um desvio de prioridades na produção dos vários hormônios sintetizado pela glândula. Especialmente o ACTH aumenta muito.

Área cortical da supra-renal:
Por ser a glândula mais envolvida na SGA ela sofre no processo, profundas alterações; suas células se hipertrofiam e descarregam para a circulação seu conteúdo em lipídios e ácido ascórbico; durante o vaivém das fases já estudadas as taxas sobem e descem causando como resultado final degeneração, hemorragias (na glândula) que levam á morte ou á disfunção, caso o indivíduo sobreviva.

Área medular da supra- renal:
Logo após uma reação de alarme estressante a pressão arterial sobe relacionada com a produção de catecolaminas; na fase seguinte a PA desde e na fase seguinte torna a subir podendo permanecer elevada.
Espero que os tomadores de regulador de pressão criem juízo; e não acelere com essas drogas sua chegada á fase final do processo de exaustão.

Órgãos linfóides:
O timo (glândula fantástica; até pouco tempo uma ilustre desconhecida – leia artigo sobre o tema no blog http://americocanhoto.blogspot.com); ela sofre involução produzida pela quantidade excessiva de corticóides (entendeu por que é inteligente fugir como o diabo foge da cruz dos remédios com a presença de corticóides – não importam quais sejam).

As alterações celulares e funcionais seguem a seqüência das várias fases da SGA como nos outros órgãos e sistemas; mas com reações muito mais fortes, tendendo a involuir muito rápida e intensamente sob o sistema de vida atual.

Folículos linfáticos, baço e demais funções linfáticas são afetadas de forma semelhante, mas bem menos que o timo.

Sangue:
O tempo de coagulação diminui, enquanto a produção de fibrinogênio é acelerada, as plaquetas aumentam. Todo o sistema fica alterado embaralhando o raciocínio diagnóstico frente a um hemograma.

Os antigos parâmetros de avaliação do hemograma para o diagnóstico diferencial de uma série de doenças não servem mais para muita coisa; sobrou apenas como cacoete médico nas famosas rotinas.

Sistema digestivo:
Na fase de choque da reação adaptativa surgem com freqüência úlceras gastroduodenais com freqüentes hemorragias; retocolites ulcerativas (síndrome do cólon irritável) e alguns tipos de apendicite seguem o mesmo modelo e padrão.

Levanta a mão quem não sofre de gastrites recorrentes?
– Além do mais no estresse crônico a digestão fica travada – daí que, por muitos motivos alem deste, os famigerados protetores de estômago são as drogas mais vendidas do planeta; disputando pau a pau com os antidepressivos.

Sistema cardiovascular:
A SGA cria exigências de aumento do trabalho do coração: pela sobrecarga de aumento da resistência á passagem do sangue, sobrecarga de volume, taquicardias, adaptação ao exercício físico; alterações na micro circulação e no sistema linfático se fazem necessárias gerando adaptações agudas ou crônicas.

Quantos remedinhos o amigo toma? E seus mais idosos parentes?
– Cuidado; seus mais idosos parentes vão suportar melhor essas drogas do que você; daí, eles vão chorar sua morte, antes que você chore a deles. Explico, não sou contra o uso de remédios; apenas da forma como são usados.

Sistema renal:
A diminuição ou a elevação do fluxo sangüíneo em decorrência da vasoconstrição seletiva das várias fases pode levar a disfunções ou lesão. Agudas ou crônicas; reversíveis ou não. O sistema renal tem uma importância fundamental no equilíbrio ácido – básico especialmente através do bicarbonato e do sódio.
O aumento das doenças renais só perde para o câncer.

Razões?
Muitas – dentre elas o excesso de sódio (uma das armadilhas é o glutamato de sódio – leia nas embalagens; e que não tem gosto salgado) – o principal motivo: o rim é o órgão de choque do medo – vivemos na sociedade do medo – Por que o amigo não questiona a indicação do remédio que toma? – É preciso dizer mais alguma coisa?

MECANISMOS PSICOLÓGICOS DE ADAPTAÇÃO – DEFESA – EXAUSTÃO

Rapidamente; pois esse tema já está colocado em muitos artigos do http://americocanhoto.blogspot.com – vamos analisar algumas considerações científicas a respeito (ainda ortodoxas, daí, primárias; mas servem ao nosso propósito deste bate papo); juntado a elas nossas pitacas retirados da experiência do cotidiano.

Segundo as teses de C. de Faria Alvim, colaborador de Bogliolo no livro: “Patologia Geral Básica”: Agressão. Adaptação. Defesa. Doença; agregamos a elas alguns comentários.

Em nós, lado a lado com os mecanismos biológicos que asseguram a saúde; há outros psicológicos que, nos mantêm equilibrados no caminho da evolução.
Vivemos em sociedade, por isso, estamos em permanente “conflito” com o ambiente íntimo e externo; de um lado estão nossos impulsos, apetites, desejos, vontades; que numa fase primária de quase – homens exigem uma satisfação imediata já que são originários das necessidades fisiológicas do próprio organismo; mas, que logo podem contrapor-se aos interesses dos outros ou do meio, degenerando em conflitos (sociedade de competição sob o domínio da neurose).
Discernir entre necessidade e prazer é um dos nossos dilemas (princípio do prazer a qualquer custo); e as relacionadas ao grupo cultural a que estamos submetidos, e que limitam nossos desejos e ambições (realidade ou verdade).

A cura é a educação baseada em valores de ética cósmica (não apenas terrestre).

Todo processo inicia-se na infância; e se bem ou mal conduzido faz toda a diferença.

Na gratificação ou frustração dos apetites está o problema ou a solução para a maior parte dos problemas da vida contemporânea; a cada dia quer queiramos quer não, progredimos – e aplicar essa nova visão de mundo é a chave para resolver nossos conflitos íntimos e coletivos.

Espero que o maior proveito que os amigos tenham tirado deste nosso bate papo desta nossa interação tenha se resumido:
O estresse agudo é um importante recurso da evolução das espécies:

Estar sob risco, é viver…
Todo ser vivo experimenta maravilhosas situações de “perigo”.

Estar vivo já é uma situação de risco e de estresse.

Sobreviver e assegurar a continuidade da espécie envolve uma infinidade de crises na vida de cada criatura e do grupo biológico ao qual pertence – a repetição e alternância entre as necessárias situações de estresse agudo e os períodos de calmaria; permite a incorporação do aprendizado que cada uma dessas situações traz consigo.

O próprio corpo ou equipamento da vida; necessita de um tempo para se recuperar (fases da SGA); caso contrário, definha ou adoece, e o ser morre.

Todas as reações dos seres vivos e o desenvolvimento dos instintos são acelerados pelas situações de crises de sobrevivência que, chamamos de reações de estresse; “a hora em que o bicho pega”.

Na vida animal, as reações ao estresse são sempre reais, ocorrem de verdade. A reação a ser desenvolvida é: atacar, defender ou correr. Quem não consegue; morre ou é devorado.

O candidato a ser terráqueo tem um problema: quer queira quer não, pensa. O pensar de forma contínua é irreversível, e nos leva a escolher, a tomar atitudes ou a sonhar, fantasiar.

Escolhas do espírito, individualidade, alma, referendadas pelas atitudes geram efeitos em si, nos outros e no ambiente em que vive. Então, o candidato a homem deveria analisar melhor o que pensa para não ficar inventando problemas, imaginando dificuldades, alimentando o medo e a ansiedade doentia (chamam a essa atitude: paranóia).

Pois, sonhos ou imaginações mesmo que não sejam postos em prática, não sejam executados, são capazes de ativar instintos, emoções, e a levar o organismo a produzir substâncias, mediadores químicos ou hormônios, relacionados ás informações bioquímicas enviadas como sinal de perigo; tudo isso, é capaz de agir no corpo físico. E de retorno devolvendo à mente sensações desagradáveis e doentias; conforme colocamos no artigo: Estresse crônico: um sério problema de saúde pública em http://saudeoudoenca.blogspot.com/

Está com problemas de sono? Memória? Dor prá tudo quanto é lado?
Fadiga insuportável? Doenças recorrentes? Depressão/ Angústia? Pânico? – Dê uma sapeada em nossos escritos (livros editados e nos bloogs) – nada de mágico nem de milagroso – mas, pode quebrar o galho – ao menos para despertar o melhor do nosso sistema imunitário: o raciocínio crítico com bom humor…

Como presente pela paciência de caminhar na leitura até o fim; vamos brindar o leitor com uma dica a respeito da nova doença que acaba de sair do forno dos laboratórios de brincar com DNA e que vai estar nas prateleiras da mídia em breves dias; assim que se esgotem todos os produtos ligados á doença da moda apelidada de H1N1.
– Cansaço incapacitante.
– Dor em tudo quanto é lugar.
– Febre baixa ou sem.
– Mal estar abdominal.
– Ás vezes erupções pelo corpo que os dermatologistas não conseguem definir – parece muito com uma doença chamada Eritema Nodoso.
– Incapacidade de raciocinar e de coordenar idéias com perda de memória.

Sei não; mas, acho que se isso começar a ser transmitido com um bichinho materializado na forma de um vírus; para finalizar o trabalho da mídia de ação rápida através da TV e dos batidões sonoros com letras de oligóides – vai aumentar o número de zumbis; mortos-vivos (bem que um cara da hora chamado Jesus nos avisou: deixem os mortos enterrarem seus mortos).

Vou ficar na espreita; e questionar meus amigos do além – mas, essa doença tá com cara de coisa requentada.

Quando souber de alguma novidade aviso!
– Tá promess manos!

Remédios?
Está no contexto dos bate papos.

Ops!

Estão pedindo uma enquete pra dar nome prá doença – meu amigo ET já deu sua opinião BBB1 – o dono da padaria onde tomo meu café da manhã com bobagens já deu seu voto; Efeito presidenta.

Meu voto é para Cretinização Mental; O Retorno.

Esperamos a contribuição de todos com idéias, fotos e especialmente nesta época de eleições: votos.

Ligue para o 0800 – deus nos acuda.

Amém.

Américo Canhotohttp://americocanhoto.blogspot.com/
: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Usa a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 18/04/2010

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5 comentários em “Estresse crônico: estamos na fase de exaustão, artigo de Américo Canhoto

  1. Texto muuuito bom! Mas como já comentei em outra ocasião, é necessário melhorar a entrelinha dos textos e a largura da coluna para aumentar a legibilidade. Do modo como está a leitura se torna confusa e cansativa.

Comentários encerrados.

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