Plano Nacional de Direitos Humanos, mais um baile de máscaras, artigo de Américo Canhoto

Estaremos breve nos postes da vida: Trazemos sua dignidade de volta em 3 (d,s,m, eóns) – desmanchamos qualquer mandiga – se der tempo…

[EcoDebate] Como previsor ‘diaraque’ de eventos como tantos outros por aí: 2010 vai ser o Evento Cósmico deste final de ciclo planetário: “O ano do baile em que as máscaras vão cair” uma atrás da outra; basta apenas sobreviver para assistir.

Na vida moderna com a ajuda da educação tradicional e da cultura – a força e a violência foram em parte substituídas pela astúcia – todos procuram mostrar ao publico o que não são na realidade – em especial os vendedores de si mesmos, da sua imagem – e principalmente a atual classe política que detém o poder por esse mundão afora.

Mas, surge uma primeira questão: Quem dá o poder a quem; tanto aqui quanto acolá? – O que preocupa é que essa tragicomédia da alternância de poder das oligarquias não é apenas tupiniquim; pois, seria mais fácil de ser resolvida; bastaria manter a máscara dos direitos adquiridos; ou melhor; aqui entre nós; dos privilégios adquiridos – ela é mundial; e daí; o planeta passa a correr risco de vida; pois basta que alguns “retardados na ética e na inteligência”, mas astuciosos representantes de seu povo apertem algum botão ou o simples virar das “chaves da astúcia” para detonar atomicamente com seus concorrentes ao poder mundial ou regional.

Quando as picuinhas são internas, o processo “rola” com seus “rolos”, como briga de macaco; disfarçada de queda de braço para a mídia ver: ora está por cima, ora está por baixo – na forma de perseguições pessoais e familiares, pequenas mortes pessoais ou em grupo, são facilmente resolvidas financeiramente – na revisão da história, quanto valeu a morte de seu pai? O mesmo que alguns; “pé de ouvido” só prá inglês ver? E fica tudo por isso mesmo; algo em torno de R$ 350.000? – Alguns dos contemplados já reclamaram ou devolveram o dinheiro? – Nem mesmo aqueles herdeiros da prevaricação dos antepassados? – O fato é o seguinte: para quem está momentaneamente por baixo, fardados ou não; nada pode ser revisado se for prá mexer no bolso; pois algum gaiato pode acabar com as mordomias e os privilégios adquiridos de alguns próprios ou seus herdeiros – Enfim; para cair uma das máscaras da hipocrisia do PNDH; mesmo sob o disfarce da ideologia; o problema continua sendo grana que vai continuar sendo bancada pelas cobaias que colocam seus representantes no poder ao invés de apenas servir de juízes – cada um puxa a brasa para a sardinha dos seus interesses de $.

O jogo da queda de braço para as cobaias assistirem resume-se a slogans do tipo: “violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política” e do outro lado a vitamina do slogan da “reconciliação nacional” patrocinada na piada da “comissão da verdade” (essa é imbatível) – Para as cobaias na verdade tanto faz tirar slogan ou colocar slogan – a pergunta é: “Pára; menos; quanto vai custar em termos de impostos”? – Quanto vou ter que pagar prá assistir essa encenação – mano?
Quanto vale cada um desses slogans no war-game dos interesses da politicagem?

Mas, bailar e fazer sucesso no baile das máscaras não é para qualquer um não – especialmente nesta época a Pós-Moderna, todas as máscaras vão cair – inclusive as das cobaias comuns ou eleitores – basta analisar nosso dia a dia: o meu, o teu e o deles…

Como não poderia deixar de ser:
Os articuladores do PNDH caíram do cavalo: entregaram o ouro na mão dos concorrentes – Inexperientes: primeiro acharam-se o máximo ao soltar as regras na calada da noite do raciocínio crítico das cobaias: ás vésperas das festanças cristãs do Natal; um dos bailes de máscaras que só perde para o carnaval – depois, jogaram a bomba do tema “máscara de ferro” para o Presidente que vai ter que tirar uma por uma das mais grotescas; isso, vai custar muito caro; e não apenas para não ser expulso da “festa mor das máscaras” um evento quaternário que se aproxima: as próximas eleições.

Os treinadores dos atletas do poder dançaram e forneceram material aos seus adversários; que provavelmente não saberão o que fazer com ele; pois é o que tinham em mente como fantasia para o baile – alguém roubou suas idéias.

Mas, algumas questões são urgentes para que o estrago seja menor para os atuais detentores do poder (não que sejamos favoráveis a um ou outro grupo) – para as cobaias: quanto mais máscaras caiam; melhor para acertar no voto (aposta) e escolher a troupe da hora.

Mas, dois “golpes” precisam ser explicados para que as cobaias mantenham as apostas:
– Numa simples canetada descuidada e sem ler o texto; o chefe mor do espetáculo vai conseguir sustentar que no cenário pode constar que abortar não é mais crime contra a vida?
– Quando for do interesse dos donos da festa das máscaras; acabou o conceito de propriedade?

Esses são apenas dois dos dilemas, que, claro, pois tudo sempre está á venda, podem ser comprados num recontrato com a mídia – ou o circo vai pegar fogo – o que não deixa de ser um espetáculo para quem souber se aproveitar dele.

Opiniões pessoais á parte – sempre somos defrontados com visões das técnicas de poder no jogo do “uor gaime” dos interesses da vida; e que nos assombram como cobaias, hoje, eletrônicas.

Por exemplo, não vou mudar de idéia quanto ao aborto: é um ato covarde disfarçado; tal e qual o desenvolvimento sustentável sob a ótica da ecologia de butique; um crime inafiançável perante a justiça natural sob a máscara da ignorância e de interesses.

Mas, vejam como é a vida; conversando com um amigo que é favorável ao aborto; e suas razões práticas são difíceis de confrontar num simples bate papo tete a tete – confesso; que me embananei na hora da troca de impressões sobre o shou da vida política – Vejamos suas razões: O planeta não comporta mais tantos fãs de mediocridade ou cupins humanos – ou morre gente em massa ou o controle de natalidade deve ser rígido: ele deu uma idéia para o tema alegórico do baile de 2010: O “bolsa-esterilidade planejada e consciente” – Depois, o gran finale das suas idéias: se a maior parte dos políticos e detentores do poder, tivessem sido abortados; será que todos nós, como raça humana estaríamos em melhores condições? – Fico constrangido de passar suas opiniões a respeito de sustentabilidade.

Mas:
Parando prá pensar – sentado na ala dos que acreditam na continuidade da raça humana – continuo com a convicção de que nossas doenças, tumores e outros bichos continuam sendo uma brincadeira divina a nos levar a pensar e progredir – pois como afirmou o fabuloso Chico Buarque: “Deus é um cara brincalhão que adora brincadeiras” – Então todos nós somos importantes: Mas, quanto vai custar essa brincadeira?

Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 16/01/2010

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