Benedito Nunes: 80 anos do pensador brasileiro, artigo de Isis Monteiro

Benedito Nunes, em foto do Blog FURO, de Rogério Almeida
Benedito Nunes, em foto do Blog FURO, de Rogério Almeida

[EcoDebate] Em comemoração aos 80 anos do filósofo paraense Benedito Nunes, a Universidade da Amazônia (UNAMA) realizará o Congresso Benedito Nunes: pensador brasileiro. O evento acontecerá de 25 a 27/11 no Auditório David Mufarrej, no Campus da UNAMA na Alcindo Cacela em Belém. Tem por objetivo debater as obras do autor, com a participação de professores de vários cantos do país.

As homenagens começaram no dia 23 de outubro quando a UNAMA concedeu-lhe o título de Doutor ‘Honoris Causa’, condecoração máxima outorgada pela instituição. Ao final da cerimônia, durante o coquetel de encerramento, os convidados prestigiaram a exposição “Benedito Nunes: 80 anos de sabedoria”, montada na Galeria de Arte “Graça Landeira”.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Benedito José Viana da Costa Nunes, nasceu em Belém do Pará no dia 21 de novembro de 1929. Eterno aprendiz e um autodidata, como se considera, Benedito define seu trabalho como “um tipo mestiço das duas espécies, a filosofia e a literatura”. Professor, filósofo, crítico e ensaísta, especializou-se em analisar obras de grandes escritores como Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa dentre outros.

Fez Mestrado na Sorbonne, em Paris e foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do Pará e do Norte Teatro-Escola. Este último juntamente com a esposa Maria Sylvia Nunes e a cunhada Angelita Silva. Publicou grande número de artigos e resenhas em jornais regionais e de circulação nacional sobre filosofia e manifestações da cultura popular e erudita.

Entre os trabalhos destacam-se: encenação de Morte e Vida Severina, no 1º Festival Nacional de Teatro Amador (1958), no Recife, o que lhe valeu o prêmio de melhor adaptação teatral; O Mundo de Clarice Lispector (1966); Poesia de Mário Faustino (1966); Farias Brito: Trovas Escolhidas (1967); O Dorso do Tigre (1969); Leitura de Clarice Lispector (1973); Oswald Canibal (1978); O Livro do Seminário (1983); Passagem para o Poético: Filosofia e Poesia em Heidegger (1986); O Tempo na Narrativa (1988); A Paixão Segundo GH/ Clarice Lispector (1988); O Drama da Linguagem: uma Leitura de Clarice Lispector (1989); O Crivo de Papel (1999) e Hermenêutica e Poesia — O Pensamento Poético (1999).

Nota: Para maiores informações sobre o Congresso acesse o site www.unama.br

Isis Monteiro é estudante de jornalismo da Faculdade do Pará (FAP), Belém-PA. Texto publicado originalmente no blog http://belemem3x4.blogspot.com/2009/11/benedito-nunes-80-anos-do-pensador_05.htmlda disciplina Oficina do Texto I

* Colaboração de Rogério Almeida, para o EcoDebate, 10/11/2009

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