União Europeia adverte para o crescente risco de extinção do bacalhau

Gadus morhua, ou bacalhau verdadeiro, que habita as águas frias do Oceano Atlântico, nas regiões do Canadá e do Mar da Noruega. Imagem Wikipédia
Gadus morhua, ou bacalhau verdadeiro, que habita as águas frias do Oceano Atlântico, nas regiões do Canadá e do Mar da Noruega. Imagem Wikipédia

Órgão executivo da União Europeia pediu cortes de até 25% na quantia de bacalhau que pode ser pescada

O bacalhau está muito perto de desaparecer em regiões pesqueiras tradicionais, advertiram autoridades europeias nesta sexta-feira, 16, afirmando que apenas cortes profundos na pesca poderão evitar a extinção da espécie, consumida a séculos.

O órgão executivo da União Europeia (UE) pediu cortes na quantia de bacalhau que pescadores são autorizados a capturar – em algumas áreas, de até 25%. A Comissão Europeia disse que estudos recentes mostram que a captura de bacalhau em algumas regiões supera, em muito, a taxa de reprodução peixe. Reportagem da Associated Press.

Cientistas estimam que, nos anos 70, havia mais de 250.000 toneladas de bacalhau nas zonas pesqueiras do Mar do Norte, no leste do Canal da Mancha e no estreito de Skagerrak, na Escandinávia. Em anos recentes, esse estoque caiu a 50.000 toneladas.

“Não estamos muito longe de uma situação de colapso total”, disse José Rodriguez, um biólogo marinho do grupo ambientalista Oceana. Ele e outros ambientalistas dizem que a pressão por parte da indústria pesqueira tem mantido as cotas de pesca em níveis excessivamente elevados para sustentar populações viáveis de bacalhau na Europa. A pesca ilegal agrava o problema.

A Comissão Europeia disse que buscará, em 2010, cortar a pesca em algumas regiões ao redor da Grã-Bretanha, Espanha, França e boa parte da Escandinávia.

A redução da população de bacalhau levou ao fim de centenas e comunidades de pescadores dos dois lados do Atlântico. A pesca predatória no Canadá exauriu as áreas mais ricas em bacalhau do mundo, e levou o governo canadense a proibir a pesca. O colapso levou ao fim de 42.000 empregos, e 18 anos depois da proibição, o peixe ainda não voltou às águas canadenses.

Reportagem da Associated Press, no Estadao.com.br

EcoDebate, 19/10/2009

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