COP 15: ONU afirma que negociadores descumprem promessas climáticas de líderes

Aumento da temperatura na superfície terrestre
Aumento da temperatura na superfície terrestre

Os negociadores envolvidos na discussão de um novo tratado climático global não estão cumprindo as promessas feitas por seus líderes, disse um funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira.

Apesar do rápido avanço em alguns aspectos, algumas questões permanecem em aberto, a menos de dois meses do início da reunião ministerial de Copenhague, na Dinamarca, que tentará definir o novo tratado, segundo Janos Pasztor, chefe da equipe que presta assessoria ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em questões climáticas. Reportagem da Reuters.

No mês passado, Ban promoveu uma cúpula em que dezenas de líderes mundiais prometeram medidas incisivas no combate ao aquecimento global, gerando otimismo com vistas à reunião de 7 a 18 de dezembro.

Mas duas semanas de discussões que terminaram na sexta-feira em Bangcoc, na Tailândia, resultaram em poucos avanços no que diz respeito às verbas disponibilizadas para ajudar os países pobres a se adaptarem e ao tamanho das reduções nas emissões de gases do efeito estufa dos países ricos, segundo Pasztor.

“Ainda há uma desconexão entre o que os líderes nacionais dizem nas reuniões de cúpula e o que seus negociadores oferecem”, disse ele em entrevista coletiva.

Pasztor lembrou que só restam cinco dias de negociações –de 2 a 6 de novembro em Barcelona, na Espanha.

“Os países devem manter o impulso positivo da cúpula (de setembro na ONU), e traduzir isso em propostas concretas que possam avançar o progresso rumo a um acordo”, afirmou.

O encontro de Copenhague deve definir uma forma de ampliar ou substituir o Protocolo de Kyoto, de 1997, que expira no fim de 2012. O atual tratado exige que 37 países industrializados reduzam suas emissões de gases do efeito estufa.

Pasztor disse que o encontro de Bangcoc resultou em avanços em relação às maneiras de ajudar os países pobres a se adaptar aos efeitos da mudança climática, a receber tecnologias “limpas” e a reduzir as emissões geradas pelo desmatamento.

Mas ele se disse preocupado com um impasse nas questões centrais. “Em algum ponto, os líderes terão de se envolver em arrumar eles próprios soluções para essas questões, porque são muito difíceis e têm impactos sobre a economia como um todo.”

(Reportagem de Patrick Worsnip)

Reportagem da Reuters, no UOL Notícias.

EcoDebate, 14/10/2009

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