UE define áreas de investimento em energia de baixo carbono

Painéis fotovoltáicos na Alemanha
Painéis fotovoltáicos na Alemanha

A Comissão Europeia (órgão Executivo da União Europeia) definiu nesta quarta-feira seis domínios para o desenvolvimento de tecnologias energéticas com baixas emissões de dióxido de carbono até 2020, em um trabalho conjunto com a indústria e pesquisadores na luta contra as mudanças climáticas.

As energias eólica e solar, redes de eletricidade, bioenergia, captura e armazenamento de carbono (CAC) e cisão nuclear sustentável são as áreas em que os agentes envolvidos se mostraram mais interessados e dispostos a trabalhar em conjunto.

Quanto à energia eólica, a pesquisa deve ser dirigida a acelerar a redução de custos e a resolver problemas de integração nas redes energéticas.

Neste domínio, o objetivo é que, até 2020, um total de 20% da eletricidade da UE seja produzido a partir do vento.

Em relação à produção a partir de energia solar, esta precisará ser mais competitiva e conquistar mais mercado, cumprindo uma meta de gerar 15% da eletricidade do bloco europeu até 2020.

Já no que diz respeito às redes de eletricidade, a Comissão Europeia quer criar um verdadeiro mercado interno.

Sobre a bioenergia, a UE deve apostar na produção em larga escala de biocombustíveis, especificamente de segunda geração, sendo que, em 2020, ao menos 14% do “mix” energético devem ter como fonte a bioenergia sustentável.

Também deve ser desenvolvida tecnologia que permita reduzir os custos e otimizar a captura e armazenamento de carbono.

Em relação à energia nuclear, será preciso investir em uma geração de reatores mais seguros, que otimizem o uso de combustível e reduzam a produção de resíduos radioativos – os de quarta geração, que só deverão estar disponíveis no mercado em 2040.

Também nesta quarta-feira o Executivo da UE decidiu investir mais 50 bilhões de euros, até 2020, no desenvolvimento das tecnologias energéticas de baixa emissão de carbono, baseadas em fontes renováveis, no âmbito da luta contra as mudanças climáticas.

Um comunicado divulgado nesta quarta pelo Executivo da UE informa que o bloco europeu deverá aumentar de 3 bilhões para 8 bilhões de euros o investimento anual em pesquisa de tecnologias energéticas.

* Reportagem da Agência Lusa, publicada pelo EcoDebate, 08/10/2009

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