Pela terceira vez Câmara adia debate do Código Florestal

Pela terceira vez consecutiva, a sessão da Comissão Especial do Meio Ambiente que discutirá o Código Florestal foi encerrada sem ser definida a sua composição. O motivo foi o impasse entre os deputados simpatizantes do movimento ambientalista e a bancada ruralista.

A disputa ocorre por conta da composição da comissão. Enquanto os ambientalistas alegam que sua representatividade é pequena, os ruralistas não abrem mão dos cargos de presidência e relatoria da comissão. Reportagem de Célia Froufe, da Agencia Estado.

Os ruralistas também têm pressa na alteração do Código porque, a partir de 11 de dezembro, começam a valer as sanções para os produtores que estiverem em desconformidade com a lei ambiental.

Por ser o deputado mais antigo, a sessão de hoje foi presidida por Sarney Filho (PV-MA). A primeira reunião, na semana passada, foi marcada para a instalação da comissão e votação de presidente e vice, mas o processo eleitoral foi interrompido, e a urna, lacrada.

“Até agora não há acordo sobre o cargo de relator”, argumentou Sarney Filho, alegando que a decisão poderá caber ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que criou a comissão especial.

Nos poucos minutos em que durou a reunião, o deputado Ivan Valente (Psol-SP) se disse inconformado com a composição da comissão. Ele citou que seis vagas foram preenchidas por deputados da comissão de agricultura; cinco, da comissão do meio ambiente; uma, da de Minas e Energia; e uma, da de finanças e tributação. “Peço que a composição irregular seja anulada”, solicitou.

EcoDebate, 07/10/2009

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