Natural ou Genérico? artigo de Américo Canhoto

natural ou genérico

NATURAL – PRODUTO NATURAL – NATURALISMO – NATURISMO- NATUREBA – QUE CONFA

[EcoDebate] Sou procurado todos os dias por pessoas que tem o mesmo discurso: “Vim procurar a Homeopatia, pois ela é uma medicina natural – estou cansado de usar remédios que não dão resultado, tudo volta cada vez mais rápido e de forma mais intensa”.

Claro que na vida atual tempo é $; e não posso dispor de tanto para dirimir todas as dúvidas e eliminar os conceitos falsos, os mitos numa simples consulta – faço isso, na medida do possível nos atendimentos e uso os livros e os escritos para esclarecer um tiquinho.

Por que cultivamos mitos?

Pelo fato de cultuarmos conhecimentos inúteis para um dominar o outro; nós nos especializamos em mixórdias de conceitos.

Acredito que isso seja instintivamente proposital com o indisfarçável interesse de vender, desde nossas idéias até os produtos gerados por elas. Ás vezes, para defender nossos interesses, nós somos até cacofônicos com sabor de pureza grafológica, científica e metodológica (isso dá até TCI).

Neste bate papo: nosso assunto continua sendo:O que é Natural?

(Alguém me assoprou aqui na orelha do cérebro: idéia): “Sai pra lá zinfiu! – Ceis tão muito inganadu – Natural é tudo qui u ome não põe a mão” (me disse um grande sujeito na orelha do cérebro: Pai Tomé).

Agora sou eu; a mala sem alça: Essa confusão atual sobre o que é ou não natural era inevitável; pois, desde o princípio de tudo, sempre houve pessoas mais rápidas no pensar e outras mais lerdas; mas, todas muito egocêntricas; claro e inevitável; que os mais ágeis tentem vender sapiência ou algo mais físico para os mais lerdos a preços módicos, em suaves prestações ou a custar os olhos da cara; dentre os produtos de mercado. Claro que na prateleira ou na vitrine não podia faltar nosso conceito de “produto natural”; pois, temos o péssimo hábito de redescobrir o óbvio; de reinventar a roda, etc. Abusamos da criatividade de tentar copiar a natureza – cujo “cover da hora” são os naturebas; que tem pérolas de crendices e mitos do tipo: se é natural não faz mal!

Qual a origem dos mitos?

Nossas deficiências no pensar, sentir e agir.

Esta nossa forma consumista e fast de viver; cria muitas confusões entre natural e covers da natureza; algumas até engraçadas, conforme veremos no decorrer deste nosso bate papo.

Só para descontrair – um fato da vida real.

Vamos a ele: Dia 30 passado foi dia da secretária; e no meu local de trabalho temos uma minúscula cozinha, armário, depósito, tudo… – Eu estava bebericando um cafezinho quando chegou uma secretária de um dos consultórios do nosso andar, que deu uma corridinha até nosso point (lá no seu local de trabalho é proibido); e me estendeu a mão toda feliz, dizendo: – “Olha que delícia! Cheira! – Ganhei esse creme natura do meu chefe no dia da secretária! Sente que delícia! – Cheirei, e disse: Parece kisuco! Acho que é de pêssego! – Ela quase teve um piti. E me disse o seguinte: – “Essa merda” me persegue; pois, um tempo atrás uma amiga me deu a idéia de aumentar o ‘tesão’ do meu marido para um orgasmo da hora, passando no corpo um creme comível e que tinha esse sabor e cheiro. E, tan tan tanchan! Lá estava eu deitada na cama toda lambuzada e falei pra ele: “Benzinho sente que delícia; sou sua pêssega! – E, o cretino, bronco, disse o seguinte: – Essa coisa tem cheiro e gosto de Kisuco! Vai se lavar! – Eu fui; mas odiando sua falta de sensibilidade”… (Não sei não; mas, talvez aí, os que inventaram essa imitação da natureza e suas aplicações não muito naturais; foram responsáveis pelo início de um artefato, também não muito natural no ser humano: o ‘corno’ . Claro que sua embriogênese depende de uma construção de DNA que predispõe; mas, a falta de sensibilidade de alguns também pode contribuir – essa coisa de natureba pode dar um kharma dos diabos).

O que fazer para usar o conceito Natural com responsabilidade e dignidade segundo o momento atual?

Neste mundo de novas tecnologias e de novos problemas gerados por ela; alguns usam o conceito “natural” para ganharem muita grana ou se vangloriarem de melhorar a natureza – Por exemplo, algumas multinacionais da área da nutrição de da cura que se travestem de boazinhas ao usarem logotipos de aconchego, nos aninhando às nossas carências afetivas, se proclamam defensoras de uma vida sustentável e saudável, especialmente na área da nutrição infantil – e a primeira coisa que fizeram ao se instalar em algumas primitivas (mais naturais?) comunidades foi detonar com a amamentação – Através da mídia elas criaram na cabecinha dessas mais “naturais” criaturas que, amamentar era coisa de pobre e que os bebes vitoriosos eram criaturas branquelas, coradas e gordinhas (cheias de dobrinhas) e que se transformariam depois, em ícones da beleza natural: magros como palitos, inteligentes, prósperos e longevos – claro que nessa segunda fase precisariam comprar e usar para sempre (conceito de remédio ou de produto de uso contínuo) seus produtos naturebas ou naturais de fachada – “só para inglês ver” ou suíços; como diz o jargão popular – Caso contrário; se tornariam obesos e diabéticos, etc.

A cultura do naturalismo ao longo do tempo criou monstrinhos que afetam o raciocino das pessoas, coisas do tipo: Este é um produto natural e se é natural não faz mal! (De novo)

Como colocamos em bate papo anterior com relação à Homeopatia, na área da fitoterapia e áreas afins; há os cultuadores dos creminhos e dos chazinhos que substituem a água e não fazem mal; até fazem bem – Esse mito gera intoxicações que, depois, levam muitas dessas cobaias a se tornarem dependentes de drogas sintéticas (remédios de uso contínuo) para combaterem os sintomas gerados pelo uso de produtos em teoria naturais.

É algo surrealista; mas, bem real – Dá pra entender? – Afinal, se é natural; como pode fazer mal? – É natural made in terra mesmo conforme disse o “Zin fiu” ou made tal laboratório processador?

Afinal; o que é natural?

Meu amigo ET aqui ao lado; se ‘emputeceu’ (às vezes ele faz isso; pois segundo ele até a paciência de Deus tem limites) e, como ele já “contaminado” pela nossa forma de viver, disse o seguinte:

Fico com a definição do Pai Tomé: “Tudo o que existe onde o homem não meteu o bedelho nem pos a mão, é natural; o restante é cover”. Mas, olha nestas minhas andanças por esse mundão de Deus (universo) nunca conheci um povo que “courveia” (copia) tão bem como vocês (claro que entre vocês; um “corvéia” o outro); os de olhinho puxado então são os maiorais; imbatíveis no Made In…

Seguindo a linha de raciocínio do meu amigo ET e de Pai Tomé, o tal do desenvolvimento sustentável também fica mais fácil de ser entendido: é a menor interferência humana possível para manter o fluxo da vida, criativo, intenso, contínuo, justo e amoroso (quem ama cuida).

O ET está me cutucando: o cretino é um gozador – (rolou na Net) lembram daquela cidade na China onde os caras (algo tipo prefeito e vereadores); pintaram uma pedreira abandonada de verde para atingir metas de qualidade de meio ambiente. Pra variar três a zero pra ele; mas, quando surgir a chance eu vou contar a vocês, suas gafes…

O que nos impede (candidatos a humanos) deixar fluir o processo natural?

Os impedimentos também são naturais e se sustentam na lei de progresso e na de trabalho sob a supervisão da lei de causa e efeito, pois somos seres com capacidade de criar e de destruir; mas de recriar e reconstruir ao mesmo tempo: deuses, enfim; atuando neste incomensurável laboratório que é o Universo.

O que nos impede no momento atual de criarmos e recriarmos com juízo e amor?

O que nos leva a criarmos “Franksteins” na ética e na moral; nas sementes transgênicas, nos vírus e nas bactérias, na infiltração cultural nas artes, música e na dialética (e, ahí mano!)?

Claro que: A ganância e a população excessiva no planeta em 3D.

Mas: Tem gente que se acha “os donos do mundo”. Para eles, para os que se arvoraram e se elegeram em deuses maiores (é, parece que, há uma hierarquia entre nós como deuses na nossa mitologia social); na visão dessa turma, é lícito diminuir a população com mudanças climáticas artificiais (Projeto Haarp e Projeto Pika Pau – recomendo as palestras e escritos do Prof. Salvatore Di Salvo de SP); alimentos transgênicos; vacinas projetadas para dentre outras coisas; aumentar de forma bombástica as doenças auto-imunes – Conhece alguma mulher que ainda não tenha Tireiodite de Hashimoto?

Esse é um assunto imenso e intenso.

Mas: Condição de mantermos a vida na Mãe Terra ou Gaia – Quem quiser continuar neste lindo planeta azul; que se manifeste; e já.

Pois: ao menos, por enquanto, fico com as teorias e o engajamento dos nossos amigos xamãs que não cansam de nos alertar:

Presta atenção na natureza do acordar ao dormir: Não tentes contrariar as Leis do Pai Maior ou Força Criadora.

Fico também com a simplicidade da Egregóra de Pai Tomé e faço minhas; suas palavras e conceitos:

Zim fiu!
Quebra os vitrais da ilusão – Não importa se imaginas ser:
Naturalista. Naturista. Vegetariano. Carnívoro. Consumista. Simples. Simplório. Cobaia. Experimentador. Espiritualista, etc.
Mãe Gaia, precisa de nós:

Tratemos antes de tudo definir o que representa a vida em todos os sentidos que nos envolve a presente existência; antes de nos engajarmos na luta pela preservação; pois, o momento atual não comporta mais Don Quixotes nem de escrivinhadores; precisa acima de tudo de Corações Valentes; mas sábios e engajados.

Pois: NADA MAIS SERÁ COMO ANTES…

Termino este bate papo com uma fala de um amigo comandante de uma falange fora de 3D, esta sim; naturalista na essência.

Zin fiu!
Todos somos importantes nesta luta pela preservação desta nossa casa que o Pai nos confiou; tanto faz que sejamos: ignorantes, cabalistas, espiritualistas, cientistas; e outras coisas qui não sei falar – Nada disso importa “Zinfiu”. Gente muito luminosa está me assoprando aqui na oreia (nois não sabe quasi nada perto deles); vou traduzir procê na minha manera de saber falar:

Nesta vida; nóis não sumos nada; apenas instrumentu de nossu Pai Maior; não venda nada em nome Dele – Não venda nada em nome Dele.
Entendeu Zin fiu?

Deus abençoe a todos uceis que lutam pela mãe terra; zinfiu!
Até a próxima se o Pai nos permitir…

Hau!

Amigos, quando dúvidas surgirem sobre o que é natural ou não, nas suas escolhas; e na sua conduta; chamem seus mestres da Natureza; não se preocupem; pois todos nós estamos e sempre estivemos conectados aos mestres dos elementos: fogo, água, ar, terra – e aos seus pupilos; xamãs e os mestres de todas as correntes da umbanda e seus similares em outra culturas – Eles vos responderão através de sonhos e vivências do dia a dia.

De retorno:

Peço aos amigos leitores para reavaliar seus conceitos de NATURAL.

Como sempre, segundo a lei de livre arbítrio:
Quem quiser fazer que o faça!

Para os outros: AMÉM.

Ops:
Mais uma pérola do ET: A natureza é o original – os produtos naturais são os genéricos…

AMÉM.
De novo.

Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 05/10/2009

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