Você é probiótico? artigo de Ana Echevenguá

“O consumidor tem poder. Pode e deve usá-lo em benefício de uma sociedade mais sustentável. Ele parte da forma básica do cidadão consumidor para se tornar um consumidor cidadão”. Aron Belinky, gerente de projetos do Instituto Akatu.

[EcoDebate] Vida saudável exige um intestino saudável que exige uma flora intestinal saudável. Mas esta é prejudicada pela ingestão de álcool e outros contaminantes, pelo stress diário, pelo uso excessivo de medicamentos alopáticos, por uma dieta empobrecida… Por isso, devemos repor a nossa flora com probióticos que sobrevivam aos vários processos de fabricação, de comercialização e de ingestão e possam chegar vivos aos intestinos.

E o que é um probiótico?

Literalmente, probiótico quer dizer “pela vida”.

No Brasil, os probióticos foram conceituados, pela ANVISA como “microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo”. Para a FAO e a OMS, são bactérias vivas que, se consumidas em quantidades suficientes, ajudam a saúde humana.

Ou seja, são bactérias do sistema digestivo que foram estimuladas em laboratório para auxiliar no equilíbrio intestinal. Suas benesses foram cientificamente comprovadas*: facilitam a digestão; melhoram o sistema imunológico; ajudam a produzir enzimas que aumentam a assimilação de nutrientes; diminuem a absorção do colesterol; removem toxinas; normalizam a produção das vitaminas K e do complexo B…

Podemos adquirir probióticos em pó, em cápsulas, embutidos nos alimentos funcionais como leites fermentados, iogurtes, sorvetes, queijos…

Conversei a respeito do tema com o médico veterinário homeopata Raymundo Araujo Filho, especialista em Nutrição Celular – o mais avançado conceito sobre Alimentação Humana e Animal. Vejam que explicação didática ele me forneceu:

“O alimento não entra nas células para que estas funcionem e dêem curso à Vida. Elas absorvem apenas os micro e macro elementos, carreados para dentro e para fora do tecido celular, através da osmose.

Assim, as bactérias, notadamente os lacto e entero bacilos, têm esta função: ressintetizar, DENTRO do organismo, os alimentos que ingerimos ou fornecemos aos animais. Devemos então ingerir alimentos vivos, ricos em bactérias digestivas sem negligenciar na ingestão de micro e macro elementos minerais que devem ser carreados para a Nutrição Celular.

Entenderam? Essas bactérias vivas são os probióticos.

Bom pra gente, bom pra bichos…

Dr. Raymundo também defende o uso de probióticos como auxiliar a saúde animal. Seu uso contínuo proporciona mais saúde, maior produção de carne e de leite e melhor qualidade do produto final.

Dentre os benefícios nutricionais pra bicharada, no entender da empresa Anivida Saúde Animal, estão: aumento do equilíbrio microbiológico em bezerros, melhoria da digestão e da melhor absorção de nutrientes. E auxílio no controle biológico do berne, carrapato, mosca do chifre de bovinos, caprinos e ovinos**.

Consumidor consciente sobre seus hábitos alimentares dá lucro

Os alimentos industriais ou da agricultura moderna, segundo o Dr. Araújo, “são esterilizados e, cada vez mais, desprovidos de bactérias e de micro e macro elementos essenciais à vida. Este é o produto da Agropecuária e Indústria Moderna de Alimentos que, de forma corriqueira, chega às nossas mesas.”

Mas, então, por que servimos este alimento aos nossos filhos? “Em nome de quê? Da praticidade da vida moderna? Não, senhores. Em nome do lucro dos oligopólios agroindustriais e das cadeias correlatas (medicamentos, venenos e quetais)” – Raymundo Araujo Filho.

Será que produzir e vender alimento saudável dá dinheiro? Ou estamos falando de algo utópico? De um retrocesso tecnológico?

Ora, desde os anos 80, as exigências da Geração-Saúde – culto ao corpo e à beleza da juventude, cuidados com a saúde e com alimentação saudável – não engordaram somente os cofres dos cirurgiões plásticos, das academias de ginástica… A indústria de alimentos que se adaptou a estas exigências também está com os cofres cheios. Afinal, “O mundo precisa ser alimentado e isto se faz com esforço, trabalho, estudo e boas políticas” – palavras sábias do meu amigo A. Pereira.

Informação, consumo consciente, reeducação alimentar… podem fazer parte do nosso cotidiano em nome do nosso direito à sadia qualidade de vida. Por isso, a cada refeição, lembre-se da máxima de Hipócrates: “que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”.

* – Revista EcoNews nº 8 – http://www.enetural.pt/detalhe_artigo.aspx?artigo=Probi%C3%B3ticos-%E2%80%93-Os-melhores-amigos-do-intestino&ido=349

** – http://www.anivida.com.br/?menu=produtos

*** – e-mail para contato: naturavet@yahoo.com.br

Ana Echevenguá, advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação, presidente da ong Ambiental Acqua Bios e da Academia Livre das Águas, e-mail: ana{at}ecoeacao.com.br, website: www.ecoeacao.com.br

[EcoDebate, 10/03/2009]

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