(Degrowth New Root) Decrescimento: por novas raízes para a economia

  IHU Enquanto nossa economia depender do crescimento, cada recessão será devastadora. Para mudar, necessitamos do decrescimento: reduzir a escala da economia de modo planificado, sustentável, equitativo. Essa carta-manifesto é o resultado de um processo de colaboração dentro da rede internacional de decrescimento. Foi assinada por mais de 1.100 especialistas e mais de 70 organizações de mais de 60 países. O manifesto é do coletivo Degrowth New Roots, publicado por CPAL Social, 18-05-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de

Famílias de filho único, decrescimento populacional e regeneração dos ecossistemas, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

"Nosso trabalho é promover uma transição demográfica mundial e aplainar a curva exponencial - eliminando a pobreza extrema, disponibilizando amplamente métodos seguros e eficazes de controle de natalidade e ampliando o poder político real das mulheres" Carl Sagan (1934-1996) [EcoDebate] A taxa total de fecundidade (TFT) global que era de 5 filhos por mulher em meados do século passado caiu pela metade, em poucas décadas, e atualmente está em torno de

Decrescimento, uma alternativa, artigo de Iosu Perales

  O decrescimento é uma alternativa econômica? Quando um rio transborda, queremos que decresça e as águas retornem ao seu leito. Trata-se disso. Na realidade, o decrescimento não é uma opção, é uma necessidade – Iosu Perales IHU “Diante dessa ideia que quer colocar no centro da vida humana a produção e o consumo, o imaginário coletivo deve ser descolonizado. Vivemos em um planeta de cinco ou mais velocidades que classifica países, regiões e

Os 40 países com maior decrescimento populacional entre 2020 e 2100, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “O consumo humano, a população e a tecnologia alcançaram aquele estágio em que a mãe Terra não aceita mais nossa presença em silêncio” Dalai Lama   [EcoDebate] A população mundial de 7,8 bilhões de habitantes em 2020 deve passar para 10,9 bilhões em 2100, segundo as projeções demográficas divulgadas pela Divisão de População da ONU (revisão 2019). Mas, a despeito do aumento global, um grande grupo de países vai ter a população reduzida nos

A queda da fecundidade na China e o decrescimento populacional, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

“A população mundial precisa ser estabilizada e, idealmente, reduzida gradualmente” Alerta dos cientistas mundiais sobre a emergência climática (05/11/2019)   [EcoDebate] A China é o país mais populoso do mundo, mas vai perder este posto para a Índia nos próximos anos e deve apresentar um grande decrescimento populacional no restante do século. Haverá uma grande mudança na estrutura etária, com um forte processo de envelhecimento, como mostrado na figura abaixo.     A China tinha pouco

Decrescimento Populacional: As vantagens da fecundidade abaixo do nível de reposição, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “All our environmental problems become easier to solve with fewer people, and harder - and ultimately impossible - to solve with ever more people” David Attenborough   As vantagens da fecundidade abaixo do nível de reposição [EcoDebate] A taxa de fecundidade total (TFT) mede o número médio de filhos por mulher. Num quadro de baixa mortalidade, quando esta taxa fica acima de 2,1 filhos por mulher (no longo prazo), significa que há crescimento da população.

Redução do déficit ambiental da Ucrânia via decrescimento demoeconômico, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  [EcoDebate] A Ucrânia tinha um déficit ambiental de 129% em 1995, que foi reduzido para 11% em 2014. A pegada ecológica per capita que era de 3,9 gha em 1995, caiu para 2,96 gha em 2014, enquanto, no mesmo período, a biocapacidade per capita subiu de 1,7 gha para 2,67 gha, conforme os últimos dados da Global Footprint Network.     O gráfico abaixo, da Divisão de População da ONU (revisão 2017), mostra

Decrescimento demoeconômico da Bulgária: do déficit ao superávit ambiental, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  A Bulgária se tornou um exemplo de país que saiu do déficit ambiental para o superávit ambiental, por meio do decrescimento demoeconômico. [EcoDebate] O gráfico abaixo mostra que a Bulgária tinha um déficit ambiental de 47% em 1997 e passou a ter superávit ambiental de 5% em 2014, conforme os últimos dados da Global Footprint Network.     A pegada ecológica per capita da Bulgária era de 3,43 hectares globais (gha) em 1997, para

Decrescimento, parte 5/6: Os dois inimigos da humanidade e a agrointoxicação; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  A agrointoxicação do planeta: um problema sistêmico Jornal da UNICAMP TEXTO LUIZ MARQUES FOTOS REPRODUÇÃO EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA Desde 2015, habitamos um planeta em cuja atmosfera concentram-se mais de 400 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono (CO2) e mais de 1.840 partes por bilhão (ppb) de metano, os dois principais gases de efeito estufa (GEE). Em média, as concentrações de CO2 foram de 405 ppm em 2017, ou seja 2,2 ppm

Decrescimento, parte 4/6: Os limites da água; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Resumo: Este quarto artigo (de uma série de 6) aborda a centralidade da crise hídrica no âmbito das crises ambientais globais e enfatiza a vulnerabilidade do Brasil, com uma breve análise sobre as recorrentes secas na Amazônia e no sistema Cantareira, que entra agora, novamente, em estado de alerta com apenas 40% de sua capacidade total. JORNAL DA UNICAMP TEXTO LUIZ MARQUES FOTOS ANTONIO SCARPINETTI | REPRODUÇÃO EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA Decrescimento. IV

Decrescimento, parte 3/6: Colapso da biodiversidade; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Trata-se do terceiro de uma série de seis artigos sobre as crises socioambientais contemporâneas e suas possíveis soluções ou mitigações numa perspectiva de decrescimento administrado. Resumo: (1) A biodiversidade é a "infra-estrutura" que suporta toda a vida no planeta. O foco do artigo é o exame de um aspecto central do atual declínio da biodiversidade terrestre, qual seja, a remoção e degradação das florestas tropicais, habitat da grande maioria das espécies vegetais

Decrescimento, parte 2/6: Mudanças climáticas; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Resumo: (1) Trata-se do segundo de uma série de seis artigos sobre as crises socioambientais contemporâneas e suas possíveis soluções ou mitigações numa perspectiva de decrescimento administrado. (2) Este segundo artigo, sobre as mudanças climáticas, retoma os principais argumentos científicos que demonstram a inevitabilidade atual de um aquecimento médio global superior a 2 graus C nos próximos decênios, mantido o paradigma do crescimento econômico lastreado na queima de combustíveis fósseis e nos

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