El Niño 2026: o que a ciência sabe e o poder público precisa fazer

Em um país que ainda convive com secas prolongadas, enchentes recentes, calor extremo e desigualdades profundas, levar a ciência a sério pode significar salvar vidas
Reinaldo Dias
Articulista do EcoDebate, é Doutor em Ciências Sociais -Unicamp
Especialista em Ciências Ambientais – USF
Pesquisador associado do CPDI do IBRACHINA/IBRAWORK
http://lattes.cnpq.br/5937396816014363
reinaldias@gmail.com
O provável retorno do El Niño em 2026 coloca o Brasil diante de um desafio que ultrapassa a meteorologia. Seus efeitos podem alcançar lavouras, reservatórios, cidades, moradias vulneráveis, sistemas de saúde e políticas de assistência social. A intensidade do fenômeno ainda depende da evolução das condições climáticas nos próximos meses, mas os alertas de instituições científicas reconhecidas já oferecem elementos suficientes para que o poder público atue com responsabilidade.
A questão central não é anunciar uma tragédia inevitável, mas compreender que eventos climáticos extremos produzem impactos muito diferentes conforme o grau de prevenção, infraestrutura e proteção social existente em cada território. Em um país que ainda convive com secas prolongadas, enchentes recentes, calor extremo e desigualdades profundas, levar a ciência a sério pode significar salvar vidas, reduzir deslocamentos, proteger lavouras e evitar que riscos conhecidos se transformem em crises sociais de grande alcance.
Um alerta científico que não pode ser tratado como rotina
O ano de 2026 caminha para se tornar um marco climático. Os principais centros de monitoramento meteorológico do planeta têm alertado, com crescente precisão, para a provável formação de um episódio de El Niño na segunda metade do ano. O fenômeno, bem conhecido da ciência atmosférica, é desta vez anunciado sobre um pano de fundo particularmente preocupante, uma atmosfera e oceanos que jamais estiveram tão quentes desde que se têm registros instrumentais. A pergunta que se coloca, portanto, não é se o El Niño virá, mas se os poderes públicos e as sociedades estarão preparados para recebê-lo.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, com temperaturas ao menos 0,5°C acima da média histórica por período prolongado. Faz parte do sistema mais amplo conhecido como ENOS — El Niño-Oscilação Sul —, que alterna entre três fases: o próprio El Niño (fase quente), a La Niña (fase fria) e a neutralidade. A fase atual, que encerrou recentemente um ciclo de La Niña, caminha para a neutralidade e, segundo as projeções mais atualizadas, para a formação de um novo episódio de El Niño no segundo semestre.
Os dados são precisos. Segundo o Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o boletim de 20 de abril de 2026 indica 79% de probabilidade de estabelecimento do El Niño no trimestre junho-julho-agosto, superando 80% no trimestre seguinte e atingindo ou ultrapassando 90% a partir de agosto-setembro-outubro, com tendência de persistência até 2027. O Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (INMET), que acompanha de perto as projeções internacionais, confirmou esse quadro em nota técnica publicada no mesmo período.
Alguns especialistas, como o professor Paul Roundy, da Universidade Estadual de Nova York, chegam a mencionar o risco de formação do mais intenso El Niño em mais de um século, com anomalias de temperatura na superfície do mar superiores a 2°C — o limiar que caracteriza os chamados “super El Niños”. Não há consenso científico nesse ponto, e os próprios pesquisadores insistem na cautela: nenhum evento é igual ao outro, e a incerteza sobre a intensidade final permanece. O que não é incerto, porém, é a chegada do fenômeno.
As previsões climáticas mais recentes indicam que o mundo pode estar diante de um novo episódio de El Niño ainda em 2026, com possibilidade de intensificação ao longo do segundo semestre. A informação deve ser tratada com cuidado. Não se trata de afirmar, desde já, que haverá inevitavelmente um “super El Niño”, nem de transformar projeções científicas em alarmismo. O ponto central é outro. Os principais centros de monitoramento climático do mundo indicam aumento consistente da probabilidade de formação do fenômeno, e alguns modelos apontam a possibilidade de um evento forte. Diante disso, governos, sistemas de defesa civil, órgãos ambientais, setor agrícola, gestores urbanos e políticas de assistência social precisam se preparar com antecedência.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou, em abril de 2026, que o sistema El Niño-Oscilação Sul ainda se encontrava em fase neutra no início do mês, após o fim da La Niña 2025/2026, mas que havia sinais relevantes de aquecimento subsuperficial no Pacífico equatorial. Segundo a instituição, a maior parte dos modelos dinâmicos e estatísticos indicava a possibilidade de transição para El Niño durante o verão ou outono do hemisfério norte, com alguns cenários apontando limiares de El Niño já entre maio e julho de 2026.
A leitura da NOAA, por meio do Climate Prediction Center, reforça essa cautela. Em 9 de abril de 2026, o órgão indicou condições neutras no Pacífico e probabilidade de 80% de manutenção da neutralidade no trimestre abril-junho. No entanto, apontou que o El Niño provavelmente emergiria entre maio e julho, com 61% de chance, podendo persistir até o fim de 2026. O mesmo comunicado afirma que os cenários possíveis variam de neutralidade a um El Niño muito forte, mas ressalta que a possibilidade de um evento muito intenso, estimada em uma chance em quatro, depende da continuidade de ventos de oeste no Pacífico equatorial, algo ainda não garantido.
Essa distinção é importante. A ciência climática trabalha com probabilidades, não com certezas absolutas. Exatamente por isso, ignorar os alertas seria uma forma de imprudência política. A incerteza sobre a intensidade final do fenômeno não elimina a necessidade de preparação. Pelo contrário, recomenda ações preventivas proporcionais ao risco.
O que está em jogo para o Brasil
No Brasil, o El Niño costuma produzir efeitos regionais distintos. Em termos gerais, aumenta o risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste, enquanto favorece chuvas mais volumosas no Sul. O INMET destaca que o fenômeno pode comprometer sistemas de cultivo agrícola onde as plantas dependem exclusivamente da água das chuvas para o seu desenvolvimento, sem o uso de irrigação artificial (lavouras de sequeiro) nas regiões Norte, Nordeste e em partes do Centro-Oeste e Sudeste, ao mesmo tempo em que, no Sul, o excesso de precipitação pode provocar encharcamento do solo, dificuldades no plantio e na colheita, além de maior incidência de doenças fúngicas em culturas agrícolas.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) também chama atenção para uma combinação de riscos. Segundo nota técnica divulgada em abril de 2026, o El Niño 2026/2027 tende a elevar a possibilidade de chuvas extremas, enchentes e deslizamentos na Região Sul, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar agravamento da seca e maior risco de incêndios. A área central do país, por sua vez, pode registrar ondas de calor mais frequentes e baixa umidade.
Esses impactos não ocorrem em um território neutro. O Brasil já chega a esse possível novo El Niño com marcas recentes de eventos extremos. Entre 2023 e 2024, segundo o Cemaden, cerca de 60% do território brasileiro foi afetado por seca extensa e intensa. Mesmo após alguma recuperação das chuvas entre novembro de 2024 e março de 2025, várias áreas do Norte e do Centro-Oeste ainda registravam persistência da seca, e a bacia do rio Paraguai permanecia em condição hídrica extremamente crítica.
Isso significa que o provável El Niño de 2026 não incidirá sobre um país plenamente recuperado, com infraestrutura robusta e sistemas preventivos consolidados. Ele tende a atuar sobre regiões já fragilizadas por secas recentes, enchentes, queimadas, precariedade urbana, vulnerabilidade social e baixa capacidade institucional de resposta.
Agricultura, alimentos e renda
A agricultura é uma das áreas mais sensíveis aos efeitos do El Niño. Em regiões onde o fenômeno reduz as chuvas, a principal ameaça recai sobre culturas dependentes do regime natural de precipitação. Pequenos produtores, agricultores familiares e comunidades rurais com menor acesso a irrigação, assistência técnica, crédito e seguro agrícola tendem a ser mais afetados. A perda de produtividade não se traduz apenas em prejuízo econômico privado. Ela pode comprometer a segurança alimentar, pressionar preços e reduzir a renda em municípios altamente dependentes da produção agropecuária.
No Sul, o problema pode ocorrer pelo excesso de água. Chuvas persistentes podem atrasar o plantio, dificultar a colheita, favorecer doenças nas lavouras, prejudicar a qualidade dos grãos e danificar estradas rurais. O episódio das enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 deixou uma lição evidente. A destruição de casas, estradas, pontes, plantações e estruturas produtivas mostrou que eventos extremos não são apenas tragédias ambientais. Eles atingem cadeias de abastecimento, logística, produção de alimentos, renda familiar, arrecadação municipal e capacidade de recuperação econômica.
O caso gaúcho é especialmente relevante porque expõe a articulação entre clima extremo, vulnerabilidade territorial e escolhas de planejamento. A análise publicada pelo World Weather Attribution(WWA), repercutida internacionalmente, indicou que as enchentes de 2024 no Sul do Brasil foram agravadas pela mudança climática e por alterações no uso da terra. O evento deixou 169 mortos, destruiu moradias e colheitas, deslocou dezenas de milhares de pessoas e afetou serviços essenciais. O Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção brasileira de arroz, razão pela qual os impactos no estado repercutiram sobre preços e abastecimento.
Em escala global, o Banco Mundial mostra que os preços internacionais de cereais continuavam sensíveis em 2026. Em março, o índice de cereais estava 7% acima do registrado na atualização anterior, com alta de trigo, milho e arroz em diferentes proporções. Esse dado não significa que o El Niño, sozinho, determinará uma crise alimentar. Significa que choques climáticos podem atuar sobre mercados já sujeitos a pressões de custo, logística e instabilidade geopolítica.
Calor extremo, saúde e trabalho
O provável El Niño também deve ser analisado em relação ao calor extremo. O aquecimento adicional associado ao fenômeno pode elevar temperaturas médias globais e intensificar ondas de calor regionais. No Brasil, isso preocupa especialmente cidades densas, bairros periféricos, escolas públicas sem infraestrutura adequada, trabalhadores expostos ao sol, idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e populações com acesso limitado à água, energia e atendimento de saúde.
O calor extremo não é apenas desconforto térmico. Ele reduz a produtividade do trabalho, aumenta riscos à saúde, amplia a demanda por energia, prejudica o aprendizado em escolas sem climatização e agrava desigualdades urbanas. O trabalhador informal, o entregador, o agricultor, o operário da construção civil, o vendedor ambulante e o morador de habitação precária não enfrentam o calor nas mesmas condições de quem dispõe de moradia adequada, ar-condicionado, transporte confortável e assistência médica.
Relatório recente da Organização das Nações Unidas para a Agricultura (FAO) e da OMM, alerta que o calor extremo se tornou uma das ameaças mais graves aos sistemas agrícolas, afetando lavouras, pecuária, pesca, florestas e trabalhadores rurais. A reportagem registra que a produtividade de muitas culturas começa a cair quando as temperaturas atingem 30°C, que o estresse térmico afeta animais de criação e que, no setor agrícola, o risco de morte por exposição ocupacional ao calor é muito superior ao de outros setores. O mesmo relatório cita o Brasil como exemplo de perdas associadas a ondas de calor intensas entre o fim de 2023 e 2024.
Esse ponto é decisivo para políticas públicas. A prevenção não pode se limitar a alertas meteorológicos. Ela deve envolver planos de saúde pública, adaptação das jornadas de trabalho, proteção de trabalhadores rurais e urbanos, ampliação de pontos de hidratação, protocolos para escolas, assistência a idosos, reforço da atenção básica e comunicação direta com populações vulneráveis.
Deslocamentos, moradia e desigualdade
Os efeitos do El Niño não se distribuem democraticamente. Recaem, com peso desproporcional, sobre as populações mais vulneráveis — comunidades ribeirinhas da Amazônia, agricultores familiares do semiárido, moradores de encostas urbanas no Sul, populações periféricas de grandes cidades que dependem de serviços públicos já fragilizados. A análise científica dos efeitos sociais do fenômeno é clara nesse ponto: catástrofes climáticas aprofundam desigualdades preexistentes.
Eventos climáticos extremos deslocam pessoas antes mesmo de produzir estatísticas definitivas. Famílias deixam suas casas por enchentes, deslizamentos, estiagens prolongadas, perda de renda, destruição de lavouras, interrupção de serviços públicos ou risco de colapso em áreas vulneráveis. No Brasil, esses deslocamentos raramente são tratados com a profundidade necessária. Muitos aparecem como “desabrigados” ou “desalojados” em registros de defesa civil, mas seus efeitos se prolongam por meses ou anos.
O provável El Niño de 2026 deve ser considerado, portanto, como fator de risco para deslocamentos internos. No Sul, enchentes e deslizamentos podem obrigar famílias a abandonar moradias em áreas ribeirinhas, encostas e regiões urbanas mal drenadas. No Norte e Nordeste, secas prolongadas podem agravar insegurança hídrica, perda de renda rural e pressões migratórias locais. Em áreas urbanas, a baixa qualidade das habitações e a ocupação de áreas ambientalmente frágeis ampliam a exposição a desastres.
A desigualdade social transforma fenômenos climáticos em tragédias seletivas. A chuva intensa não atinge todos da mesma forma. A seca não pesa igualmente sobre quem tem irrigação, seguro, crédito e reservas financeiras e sobre quem depende de uma pequena lavoura ou de trabalho diário. A onda de calor não produz os mesmos efeitos em bairros arborizados e em periferias densas, com pouca sombra, moradias precárias e transporte coletivo lotado.
Por isso, o debate sobre El Niño não deve ser restrito à meteorologia. Ele envolve habitação, saneamento, drenagem urbana, assistência social, saúde, agricultura, abastecimento, defesa civil, planejamento territorial e proteção ambiental. A preparação precisa começar antes do desastre, não depois da contagem de mortos, desabrigados e prejuízos.
Economia, energia e infraestrutura
As implicações econômicas do El Niño também merecem atenção. Secas podem reduzir vazões em bacias hidrográficas, afetar reservatórios, pressionar a geração hidrelétrica, encarecer energia e dificultar a navegação fluvial. Chuvas extremas podem destruir estradas, pontes, redes de energia, sistemas de abastecimento, escolas, unidades de saúde e moradias. O resultado aparece em gastos emergenciais, interrupção de atividades econômicas, aumento de seguros, perda de arrecadação e endividamento de famílias, empresas e municípios.
No campo, a combinação entre calor, seca e chuvas irregulares pode provocar perdas em lavouras, aumento de custos de produção, maior uso de irrigação, necessidade de replantio e dificuldade de cumprimento de contratos. Nas cidades, enchentes e deslizamentos afetam comércio, transporte, serviços públicos e saúde. Em regiões pobres, a reconstrução é mais lenta, porque famílias e prefeituras têm menor capacidade financeira.
A prevenção é economicamente mais racional do que a reconstrução. Sistemas de alerta, limpeza de drenagens, recuperação de áreas de várzea, mapeamento de encostas, proteção de nascentes, fortalecimento da defesa civil, assistência técnica agrícola e planos municipais de adaptação custam menos do que reconstruir pontes, indenizar perdas, remover famílias em emergência e recuperar sistemas colapsados.
O papel da ciência e a responsabilidade pública
O provável El Niño de 2026 coloca novamente em evidência a necessidade de reconhecer a validade da informação científica. Alertas de instituições como WMO, NOAA, IRI, INMET e Cemaden não devem ser tratados como previsões abstratas, distantes da vida cotidiana. São instrumentos de gestão pública. Quando cientistas apontam aumento de probabilidade de um fenômeno climático relevante, a resposta adequada não é esperar a confirmação plena para agir, mas preparar cenários, definir protocolos e reduzir vulnerabilidades.
Isso não significa paralisar o país diante de uma ameaça climática. Significa ajustar políticas públicas a um risco conhecido. Municípios podem atualizar mapas de áreas vulneráveis, preparar abrigos temporários, revisar rotas de evacuação, reforçar equipes de saúde e defesa civil, orientar agricultores, proteger populações ribeirinhas, monitorar reservatórios e melhorar a comunicação com a população. Estados podem coordenar respostas regionais, apoiar municípios menores e integrar informações climáticas, agrícolas, sanitárias e sociais. O governo federal pode articular financiamento, assistência técnica, monitoramento e ações preventivas em escala nacional.
A prevenção também exige transparência. A população precisa compreender que “probabilidade” não é invenção nem exagero. Quando um órgão informa que há 60%, 80% ou 90% de chance de determinado cenário, está oferecendo uma base racional para decisões. O negacionismo climático, a improvisação administrativa e o desprezo por alertas científicos ampliam danos que poderiam ser reduzidos.
Preparar-se não é alarmismo
O , é um fenômeno natural, mas seus impactos atuais ocorrem em um planeta aquecido e em sociedades marcadas por desigualdades profundas. Essa combinação torna seus efeitos potencialmente mais graves. O que antes poderia ser absorvido como variação climática periódica hoje encontra cidades impermeabilizadas, encostas ocupadas, rios canalizados, biomas degradados, populações empobrecidas e sistemas públicos muitas vezes insuficientes.
O alerta para 2026 deve ser entendido como oportunidade de antecipação. Não se trata de anunciar uma catástrofe inevitável, mas de afirmar que os sinais disponíveis justificam planejamento imediato. Se o El Niño se confirmar com intensidade moderada, a preparação terá sido útil. Se vier forte, poderá salvar vidas, reduzir deslocamentos, proteger lavouras, preservar infraestrutura e diminuir prejuízos econômicos. Se os cenários mais severos não se concretizarem, o investimento em prevenção ainda terá fortalecido a capacidade pública de enfrentar extremos climáticos que já fazem parte da realidade brasileira.
A principal lição é simples. A ciência climática não elimina a incerteza, mas reduz a ignorância. Quando seus alertas são reconhecidos e transformados em ação pública, a sociedade ganha tempo para se proteger. Em um país vulnerável a secas, enchentes, deslizamentos, ondas de calor e insegurança alimentar, ganhar tempo pode significar salvar vidas, evitar deslocamentos e impedir que fenômenos climáticos previsíveis se convertam em tragédias sociais anunciadas.
Fontes consultadas
Banco Mundial. Atualização sobre segurança alimentar e preços globais de alimentos, com dados recentes sobre cereais, inflação alimentar e riscos para populações vulneráveis.
Cemaden/MCTI. Nota Técnica sobre o El Niño 2026/2027 e alertas sobre riscos regionais no Brasil. Nota técnica sobre a seca extensa e intensa que afetou cerca de 60% do território brasileiro entre 2023 e 2024.
Climate Prediction Center/NOAA. ENSO-Diagnostic Discussion de 9 de abril de 2026, com indicação de condições neutras e provável formação de El Niño entre maio e julho.
FAO e Organização Meteorológica Mundial (OMM). Relatório recente sobre calor extremo e agricultura, com destaque para impactos sobre lavouras, pecuária, trabalhadores rurais e segurança alimentar.
INMET. Análise sobre o aumento da probabilidade de El Niño em 2026 e seus impactos diferenciados sobre a agricultura brasileira, publicações de 26 de março e 24 de abril de 2026.
International Research Institute for Climate and Society, Columbia University. Previsão de abril de 2026, com probabilidades elevadas de El Niño ao longo do segundo semestre.
Organização Meteorológica Mundial. Comunicado de abril de 2026 sobre o aumento da probabilidade de El Niño, com observação de aquecimento subsuperficial no Pacífico equatorial e possível transição para o fenômeno ao longo de 2026.
Roundy, Paul. Entrevista ao The Washington Post sobre riscos de super El Niño em 2026/2027. Universidade Estadual de Nova York/ Albany, abril de 2026.
The Guardian e World Weather Attribution. Análise sobre as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, relacionando chuvas extremas, mudança climática, El Niño, uso da terra, perdas agrícolas e vulnerabilidade social.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394
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