EcoDebate

Plataforma de informação, artigos e notícias sobre temas socioambientais

Editorial

Precisamos romper as bolhas de desinformação

 

Pessoa segurando um celular com o texto FAKE NEWS na tela
Imagem: EBC/Agência Senado

Educação precária e confiança cega em redes sociais alimentam discursos de ódio e anticiência no Brasil.

Em um cenário onde a desinformação se espalha por redes sociais, alertamos para a necessidade urgente de oferecer fontes verificáveis e promover uma comunicação intelectualmente honesta para furar as bolhas informacionais e combater a intolerância

Por Henrique Cortez

Muitas pessoas se informam hoje exclusivamente por meio de redes sociais, como TikTok, Twitter e Instagram, além de grupos de WhatsApp. O problema central dessa prática é que o conteúdo consumido costuma ser superficial e, com frequência, equivocado ou deliberadamente mentiroso.

A armadilha das redes sociais: por que a desinformação viraliza?

A disseminação de informações incorretas encontra terreno fértil em plataformas digitais onde a rapidez prevalece sobre a veracidade. Esse ecossistema atrai indivíduos que possuem deficiências na educação formal. Ao receberem conteúdos simplistas, essas pessoas aceitam como verdade fatos sem base científica ou verificação rigorosa, perpetuando um ciclo de desinformação.

Bolhas impermeáveis: o papel da religião e dos círculos de confiança

Um fator determinante para a manutenção desse cenário é a confiança depositada em círculos sociais restritos. Muitas dessas pessoas acreditam piamente no que é divulgado por amigos virtuais ou grupos religiosos conservadores.

Essa dinâmica cria o que chamamos de bolhas impermeáveis, barreiras psicológicas e digitais que dificultam imensamente a chegada de informações corretas e verificáveis a esses usuários.

Anticiência e ódio: o custo social da deficiência educacional

As consequências de viver isolado em bolhas informacionais são graves para a sociedade. O consumo constante desses conteúdos molda indivíduos anticiência e extremamente conservadores em seus costumes.

Mais preocupante ainda é a vulnerabilidade desses grupos a discursos de ódio, que acabam por propagar intolerância, racismo, misoginia e homofobia, baseados em percepções distorcidas da realidade.

Estratégias de resistência: oferecer fontes e fatos

Para reverter essa situação, é necessário compreender que levar a verdade a esses grupos é uma tarefa difícil, mas indispensável. Enfatizamos que o esforço de comunicação intelectualmente honesta deve ser permanente e encarado como uma responsabilidade de todos.

A alternativa prática para “furar” essas bolhas é o fornecimento constante de fontes e fatos, garantindo que essas pessoas tenham a oportunidade real de confrontar seus preconceitos e romper com o isolamento informacional.

Henrique Cortez, jornalista e ambientalista. Editor do EcoDebate.

 

Citação
EcoDebate, . (2026). Precisamos romper as bolhas de desinformação. EcoDebate. https://www.ecodebate.com.br/2026/01/05/precisamos-romper-as-bolhas-de-desinformacao/ (Acessado em janeiro 6, 2026 at 17:21)

 
in EcoDebate, ISSN 2446-9394

Nota do Editor: Recomendamos que leia, também:

Ciência, mídia social e a importância do jornalismo científico

Negacionistas do clima usam estética científica para enganar, revela estudo

Desinformação climática é maior barreira à ação global, alerta relatório

Saiba como combater o discurso de ódio nas redes sociais

 

[ Se você gostou desse artigo, deixe um comentário. Além disso, compartilhe esse post em suas redes sociais, assim você ajuda a socializar a informação socioambiental ]

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O conteúdo do EcoDebate está sob licença Creative Commons, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao EcoDebate (link original) e, se for o caso, à fonte primária da informação