Covid-19 e a Sustentabilidade

 

artigo

Covid- 19 e a Sustentabilidade, por Andreia de Bem Machado e Marc Francois Richter

As questões econômicas, sociais e ambientais são interligadas, o que envolve cuidar da saúde humano como um todo em nível global

Sustentabilidade é um conceito usado para trazer equilíbrio e criar responsabilidade pela atividade econômica e pelo desenvolvimento. A definição atual desse termo adotada pela Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Social de 2005, aborda três pilares para o desenvolvimento sustentável: desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental – que têm servido como base para vários padrões e certificações em sustentabilidade. O conceito é bem adotado por todas as partes interessadas em várias áreas dos setores público e privado.

À medida que a discussão e a conscientização sobre sustentabilidade avançavam, a ONU, em 2015, desenvolveu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que visam garantir que todos as pessoas sejam incluídas e a extrema pobreza seja abolida do planeta, ou seja: ninguém seja abandonado em prol de uma sociedade melhor.

Os ODS incluem os seguintes assuntos: 1. Sem pobreza; 2. Fome zero; 3. Boa saúde e bem-estar; 4. Educação de qualidade; 5. Igualdade de gênero; 6. Água limpa e saneamento; 7. Energia limpa e acessível; 8. Trabalhos decentes e crescimento econômico; 9. Indústria, inovação e infraestrutura; 10. Desigualdades reduzidas; 11. Cidades e comunidades sustentáveis; 12. Consumo e produção responsáveis; 13. Ação climática; 14. Vida abaixo da água; 15. Vida na terra; 16. Paz, justiça e instituições fortes; e 17. Parcerias para as metas.

A definição geral e mais usada de sustentabilidade é “atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas necessidades” (RELATÓRIO BRUNDTLAND, 1987).

No momento pandêmico, conforme explicitaram MACHADO e RICHTER (2020) em seu artigo intitulado “Sustentabilidade em Tempos de Pandemia (COVID-19)” explicitaram que nas organizações as relações entre a pandemia e sustentabilidade, diz respeito ao conceito que precisa estar atrelado não apenas ao ser humano em parar de cometer danos e impactar o meio ambiente, mas também a estratégias para recuperação dos ecossistemas. Além disso o artigo aborda vários aspectos que fazem com que seja feita uma reflexão sobre um repensar sobre a sustentabilidade como a interseção da economia, meio ambiente, sociedade e também da saúde humana.

 É praticamente impossível que a vida continue como de costume quando a saúde da sociedade desmorona dramaticamente devido a um evento como uma pandemia global gerando um imenso risco para a saúde humana de magnitude global. Anteriormente, os pilares da sustentabilidade tratavam de questões que afetam a todos nós e nos conectam globalmente.

As questões econômicas, sociais e ambientais são interligadas, o que envolve cuidar da saúde humano como um todo em nível global. Nota-se que com a pandemia do COVID-19, um Novo Normal pode ser associado ao desenvolvimento sustentável que é a saúde física e mental devido a sua importância na sobrevivência humana e na sustentabilidade da civilização.

Andreia de Bem Machado – Pedagoga. Pós-Doutoranda em Engenharia e Gestão do Conhecimento. Avaliadora do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (BASis). Professora da Faculdade ANASPS SCS Quadra 03 Bloco A – Ed. Anasps – Térreo – Asa Sul, Brasilia/DF. E-mail: andreiadebem@gmail.com

Marc Francois Richter – Bioquímico. Professor no Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Sustentabilidade (PPGAS) da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), São Francisco de Paula/RS. Editor Chefe do Blog Repense. E-mail: marc-richter@uergs.edu.br

Referências:

RELATÓRIO BRUNDTLAND (1987). Report of the World Commission on Environment and Development: Our Common Future. Nações Unidas (em inglês). Acesso em: 24 out. 2021

MACHADO, A. de bem; RICHTER, M. F. (2020). SUSTENTABILIDADE EM TEMPOS DE PANDEMIA (COVID-19): (Covid-19). RECIMA21 – Revista Científica Multidisciplinar – ISSN 2675-6218, [S. l.], v. 1, n. 2, p. 264–279. DOI: https://doi.org/0.47820/recima21.v1i2.25. Disponível em: https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/25. Acesso em: 24 out. 2021.

Links de acesso ao artigo:

https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/25/77 (versão em português)

https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/25/115 (versão em inglês)

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 26/10/2021

 

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