Educação no Campo: Jovens Rurais

 

 

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Educação no Campo: Jovens Rurais, artigo de Andréia de Bem Machado e Lauro Charlet Pereira

 

EDUCAÇÃO NO CAMPO: JOVENS RURAIS

Andréia de Bem Machado1

Lauro Charlet Pereira2

 

[EcoDebate] No cenário brasileiro, no que tange ao meio rural, ocorreram transformações devido à grandes mudanças tecnológicas. Na zona rural, observa-se que há grande número de agricultores que estão à margem da modernização, no quesito tecnologia de produção agrícola, e também de inúmeras outras tecnologias e serviços que proporcionam qualidade de vida e integração entre as pessoas. Nesse contexto os jovens rurais enfrentam dificuldades em construir o seu projeto de vida no campo e, cada vez mais, estão em busca por melhores condições de vida nos centros urbanos.

Assim sendo, esses jovens procuram pela escolarização, iniciativa essa individual, para melhorar sua qualidade de vida. Porém, qual seria o currículo adequado para atender esses estudantes? Para responder a essa questão teríamos a educação no campo. Esta é responsável pela educação integral do homem do campo, com o objetivo de valorizar o seu espaço, tempo e modelo de currículo que priorize atividades em seu próprio ambiente e que abranjam a sua a família, além de estratégias para o desenvolvimento sustentável.

Essa modalidade de ensino, destaque no artigo 28 da LDB 9394/96, inclui o reconhecimento da diversidade sociocultural na educação brasileira. Com esse artigo, destacamos a construção das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo (BRASIL, 2002), cujo documento é considerado um marco do direito à educação nos territórios rurais. Assim, dentro desse contexto, é necessário estabelecer peculiaridades da vida no campo e de cada região, definindo-se orientações para aspectos essenciais à organização da didático-pedagógica.

Para termos maior qualidade no atendimento ao jovem rural, através da educação no campo, é necessário políticas para o desenvolvimento do ensino de jovens rurais e o investimento na capacitação de professores para trabalharem nessa modalidade de ensino, adotando o sistema adequado ao meio rural, alinhado com a “Educação do Campo” e modalidades como a “Pedagogia da Alternância”.

REFERÊNCIAS:

BRASIL. Lei nº 9394/96 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, 2002.

BOURDIEU, P. A “juventude” é apenas uma palavra. In: BOURDIEU, P. Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983. p. 112-121.

 DURSTON, John. Juventud Y Desarrollo Rural: Marco Conceptual Y Contextual. Santiago de Chile, Naciones Unidas Comisión Económica Para América Latina Y El Caribe, 1998.


1  Pedagoga. Diretora acadêmica do Instituto Agenda Urbana Brasil. Doutora em Engenharia e Gestão do Conhecimento. Avaliadora do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (BASis) Professora no Curso de Engenharia de Produção na UNIASSELVI. Av. Getúlio Vargas, 63 – Centro 2, Brusque – SC, 88353-900. E-mail: andreiadebem@gmail.com

2  Engenheiro Agrônomo. Doutor em Planejamento e Desenvolvimento Rural Sustentável, Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente. Rod. SP 340, Km 127,5. Caixa Postal 69. Tanquinho Velho, Jaguariúna/SP. 13.820-000. E-mail: lauro.pereira@embrapa.br

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 04/02/2021

 

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