Reino Unido endurece regras para veículos automotores

 

poluição automotiva

Reino Unido endurece regras para veículos automotores

Artigo de Vivaldo José Breternitz

[EcoDebate]

O Reino Unido proibirá a venda de novos veículos com motor de combustão interna a partir de 2030, anunciou o primeiro-ministro Boris Johnson.

Também proibirá a venda de novos carros híbridos a partir de 2035. Johnson fez o anúncio como parte de um novo plano de dez pontos para uma “revolução industrial verde”.

Esta é a segunda vez que Johnson antecipa os prazos. O plano original era interromper as vendas desses veículos em 2040. Em fevereiro, Johnson mudou a meta para 2035 e agora para 2030.

Johnson está sob pressão crescente para reprimir os veículos que consomem gasolina e diesel a fim de cumprir a meta do Reino Unido de eliminar as emissões que contribuem para as mudanças climáticas até 2050.

“Embora este ano tenha tomado um caminho muito diferente daquele que esperávamos, o Reino Unido está olhando para o futuro e aproveitando a oportunidade para trazer mais verde de volta”, disse Johnson em um comunicado divulgado à imprensa; afirmou também que “a recuperação do nosso planeta e das nossas economias pode e deve andar de mãos dadas.”

Acelerar a transição total para veículos elétricos coloca o Reino Unido na vanguarda desse processo; a França tem como meta proibir a venda de novos veículos movidos a combustíveis fósseis em 2040.

A Califórnia recentemente se comprometeu a fazê-lo até 2035 e a Noruega tem uma meta mais ambiciosa, proibindo a venda de veículos desse tipo a partir de 2025.

A “revolução industrial verde” que Johnson planejou para o Reino Unido inclui uma ampla gama de iniciativas para estimular o crescimento econômico e enfrentar as mudanças climáticas.

Seu governo planeja reduzir as emissões investindo em transporte público e buscando formas de tornar aviões e navios menos poluentes. O plano também inclui esforços para diminuir as emissões de carbono, incentivando o uso de energia eólica, células de hidrogênio e energia nuclear.

Todo o plano exigirá investimentos da ordem de 16 bilhões de dólares.

Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 19/11/2020

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