Design de Produto Sustentável

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Design de Produto Sustentável

Artigo de José Austerliano Rodrigues

À medida que a concorrência se intensifica, o design oferece uma maneira consistente de diferenciar e posicionar os bens e serviços de uma empresa.

Desta forma, podemos definir design como sendo um conjunto de características que dizem respeito à aparência, à sensação e ao funcionamento do produto sob a perspectiva do consumidor (KOTLER; KELLER, 2018).

Alguns países desenvolveram forte reputação por suas habilidades e realizações de design, como a Itália em vestuário e a Escandinávia em produtos projetados para funcionalidade, estética e consciência ambiental e social (KOTLER; KELLER, 2018).

O Prêmio Internacional de Design e Excelência (IDEA) é concedido todo ano com base nos quesitos de benefício para o usuário, benefício para o cliente/negócio, benefício para a sociedade, responsabilidade ecológica, social, econômica, ética/cidadania ecológica e tecnologia de informação, estética e apelo apropriados e teste de usabilidade (LIM, 2015; KOTLER; KELLER, 2018; RODRIGUES; RODRIGUES FILHO). A IDEA tem sido uma das mais bem-sucedidas empresas de design ao longo dos anos.

Contudo, dada a natureza criativa do design, não surpreende que não exista uma abordagem amplamente adotada. Algumas empresas usam processos formalmente estruturados. O conceito de design thinking (ideias) é uma abordagem orientada para dados que tem três fases: observação, idealização e implementação. Desta forma, o design thinking requer intensivos estudos etnográficos dos consumidores, sessões criativas de brainstorming (técnica de discussão) e trabalho em equipe para decidir como levar a ideia do projeto à realidade (KOTLER; KELLER, 2018; RODRIGUES, 2020).

Assim sendo, muito profissionais de marketing sustentável, atualmente, desenvolvem seus negócios e tentam minimizar os riscos ambientais e relacionados à saúde abordando as questões ecológicas, sociais, econômicas, éticas/cidadania ecológica e tecnologia de informação específicas mais relevantes aos consumidores e outros stakeholders (OTTMAN, 2012; LIM, 2015; KOTLER; KELLER, 2018; RODRIGUES; RODRIGUES FILHO; 2018).

Os profissionais de marketing sustentável proativos ficam de olho no futuro, planejando administrar possíveis riscos com antecedência de 5 a 15 anos. No processo, eles costumam economizar dinheiro e melhoram a imagem da marca ao mesmo tempo em que garantem vendas futuras para produtos novos e existentes (OTTMAN, 2012).

Desta forma, muitas estratégias, consideradas como parte de um esforço holístico para gerenciar uma marca, existem para inspirar produtos rentáveis, novos e melhores e embalagens que abordam as novas regras para equilibrar as necessidades dos consumidores que se preocupam com a sustentabilidade, como: colheita e práticas de mineração sustentáveis, conteúdo reciclado, redução de fonte, cultivo orgânico, comércio justo, redução da toxicidade, pensar no global, cultivar na região, usar práticas responsáveis de manufatura, eficiência energética e de combustível, eficiência da água, estender a vida do produto, reuso e refil, reciclagem, compostagem e seguro para descarte (OTTMAN, 2012).

José Austerliano Rodrigues. Especialista Sênior em Sustentabilidade de Marketing e Doutor em Marketing Sustentável pela UFRJ, com ênfase em Sustentabilidade e Marketing, com interesse em pesquisa em Marketing Sustentável, Sustentabilidade de Marketing, Responsabilidade Social e Comportamento do Consumidor. E-mail: austerlianorodrigues@bol.com.br.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 16/10/2020

 

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