Covid-19: Pessoas com sintomas que adiam atendimento aumentam o risco à própria saúde

 

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Manter-se saudável é o desejo de todos, ainda mais em tempos de pandemia. Mas, cuidar da própria saúde ganhou mais preocupação. Com medo da contaminação, muita gente ficou sem saber se devia ir ao médico ou não, quando seria seguro aguardar um pouco para pedir ajuda. Este cenário incerteza acaba fazendo as pessoas postergarem um atendimento, deixando a própria saúde em risco. Mas ninguém precisa deixar de cuidar de si para se proteger contra a covid-19, a vida continua.

Por receio de se contaminarem, muitas pessoas estão evitando ir ao médico e, até mesmo, vêm adiando solicitar atendimento. Porém, esse comportamento pode levar a consequências muitos perigosas, uma vez que pode estar atrasando a resolução de um problema de saúde mais sério.

Um dado da Ecco Salva que confirma esta tendência é a redução entre 10 e 15% nos chamados por atendimento verificada em junho. Por outro lado, as ligações de clientes pedindo orientação médicas mais que dobraram, o que indica que a pessoas ainda estão preocupadas com sua saúde.

Segundo Juradilson de Santis, diretor-médico da Ecco Salva em Curitiba com mais de 20 anos de experiência em atendimentos de emergência, explica que devemos estar atentos e não postergar sintomas como dores no peito, principalmente os portadores de problemas do coração, hipertensão e diabetes. “Entre os sintomas que merecem atenção estão a sensação de formigamento em braços e pernas com perda de força, e a perda de sensibilidade na face ou mesmo desvios na boca, que podem ser sinais de um acidente vascular cerebral (AVC)”, alerta Santis.

Outros sintomas e situações em que o atendimento não deve ser adiado:

– confusões mentais em pacientes que antes eram normais;
– traumas com impacto de força grande ou moderado;
– dores abdominais de média a grande intensidade que não sedem com medicação;
– dificuldade respiratória importante mesmo sem sinais de gripe ou resfriado.

Santis destaca também o cuidado aos sintomas respiratórios. “Nos casos da chamada síndrome gripal devemos estar atentos a febres que não cedem com uso de antitérmicos ou que sejam persistentes, piora da sensação de cansaço ou dificuldade para respirar devem ser indicativos para procurar atendimento médico”, sentencia.

O Brasil tem um histórico problemático capacidade de atendimento, especialmente com relação à saúde pública. Atender a uma demanda crescente nas cidades tornou-se um grande desafio para o sistema de saúde brasileiro, que precisaria de investimento em infraestrutura complexa, com equipamentos, hospitais, unidades de pronto atendimento, pessoal capacitado e uma série de processos de excelência.

Neste contexto, o Atendimento Pré-Hospitalar (APH) atua como um filtro do que irá chegar às unidades médicas, sejam públicas ou particulares. Do contrário, uma série de atendimentos que poderiam ser solucionados no local vão parar nos hospitais, gerando filas, congestionando o sistema e afetando a qualidade do serviço de saúde como um todo.

Em outra frente, APH pode ser a diferença entre a vida e a morte, pois muitas vezes a pessoa não pode esperar chegar a um hospital para ser atendida. Por isso existem empresas especializadas neste tipo de atendimento. A Ecco Salva é uma delas, tendo como diferencial de mercado oferecer planos para Pessoa Física.

92% dos casos resolvidos no local

As estatísticas da Ecco Salva apontam que cerca de 92% dos casos atendidos são solucionados no local da ocorrência, sem a necessidade de deslocamento até um hospital. É mais comodidade e conforto para o cliente, e menor transtorno para a família. “O APH é conhecido por salvar vidas, pois é responsável por controlar e parar a evolução dos possíveis danos que podem levar à morte, principalmente, estando distante do ambiente hospitalar adequado. Dessa maneira, atua ativamente na redução de possíveis sequelas, intervindo o mais precocemente possível na ocorrência”, esclarece Santis, que é médico emergencistas e perito médico judicial.

O atendimento médico se inicia bem antes da equipe médica chegar ao local onde o cliente está. “O médico regulador, presente 24 horas por dia na central de comunicação avalia cada caso e define a resposta mais adequada, seja apenas um conselho médico ou até o envio de uma equipe de atendimento ao local da ocorrência com a estrutura mais adequada ao caso”, esclarece ele, explicando que os atendimentos são realizados conforme protocolos de atendimento e técnicas especiais. Por isso, as equipes médicas passam por treinamentos e reciclagens constantes.

O lado bom de tudo o que estamos vivendo é que todo mundo passou a falar mais de saúde e querer se cuidar. A atenção de todos está redobrada e é hora de adotar a prevenção e o cuidado com a saúde como hábitos permanentes.

Bons hábitos, como ter uma alimentação natural, dormir bem, praticar exercícios regularmente e visitar o médico periodicamente é o plano ideal para uma viver com qualidade. Mas que todos tenham consciência de que é importante ter bom senso e colocar sua saúde e de seus familiares em primeiro lugar e buscar ajuda sempre que for necessário.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/06/2020

 

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